Coreia do Norte ameaça retaliar em fortificações na fronteira e prevê operação de alto-falantes em outubro

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North Korea Warns of Retaliation at Border Fortifications, Sets October Loudspeaker Plan

Inspeção na fronteira traz ameaças militares e uma data corrigida

A Coreia do Norte anunciou novas posições de poder de fogo perto da fronteira com a Coreia do Sul e planos para operar alto-falantes de propaganda através da linha divisória durante outubro, enquanto autoridades de alto escalão inspecionavam obras de fortificação em meio a tensões relacionadas a travessias militares e à explosão de uma mina terrestre que feriu três soldados sul-coreanos.

Conteúdo
  1. Inspeção na fronteira traz ameaças militares e uma data corrigida
  2. O que as autoridades inspecionaram
  3. Pak rejeita alegações de travessias e pede retaliação
  4. Novas posições de tiro, sem detalhes sobre o posicionamento
  5. Plano de uso dos alto-falantes avança em dois dias
  6. A explosão da mina que desencadeou o confronto
  7. Como o confronto se desenvolveu
  8. Kim associa as barreiras a uma fronteira permanente
  9. Por que a visita pública é importante
  10. Principais pontos

Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un e diretora do Departamento de Assuntos Gerais do Partido dos Trabalhadores, acompanhou o conselheiro do Ministério da Defesa Pak Jong Chon, o secretário do partido Ri Il Hwan e comandantes de alto escalão do Estado-Maior do Exército Popular da Coreia a canteiros de obras perto da Linha de Demarcação Militar.

A inspeção foi anunciada inicialmente em 21 de outubro como tendo ocorrido em 20 de outubro. Kim corrigiu essa informação cerca de quatro horas depois, dizendo que havia visitado vários pontos da fronteira nas primeiras horas de 21 de outubro.

Pak pediu retaliação imediata contra ações que ameacem diretamente os soldados norte-coreanos. Kim disse que novas unidades de poder de fogo haviam ocupado posições de tiro e repetiu a instrução do irmão de tornar permanente a fronteira com a Coreia do Sul. Em sua declaração posterior, ela transformou a proposta de uso dos alto-falantes, que estava em análise, em um plano para colocá-los em operação ainda naquele mês.

O que as autoridades inspecionaram

A Coreia do Norte começou a reforçar a fronteira em abril de 2024, instalando cercas de arame farpado, minas e barreiras destinadas a impedir a passagem de tanques perto da Linha de Demarcação Militar, ou LDM. A linha atravessa a Zona Desmilitarizada, ou ZDM, a faixa que separa os dois exércitos.

Pak inspecionou a construção das barreiras e incentivou os soldados que realizavam o trabalho. Imagens divulgadas pela Coreia do Norte mostraram autoridades perto de longos trechos de cercas de arame e de um muro alto, acompanhadas por militares armados. Pak também apareceu observando com binóculos.

A visita reuniu autoridades políticas e comandantes militares nos canteiros de obras. Pak havia sido reconduzido ao cargo de vice-presidente da Comissão Militar Central do Partido dos Trabalhadores em agosto. Ri, secretário do partido responsável pela propaganda, acompanhou Kim e comandantes do Estado-Maior das Forças Armadas.

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Pak rejeita alegações de travessias e pede retaliação

Os militares sul-coreanos afirmaram ter recorrido a transmissões de advertência e tiros de advertência em resposta a soldados norte-coreanos que cruzaram a LDM. Pak rejeitou essas alegações, descrevendo-as como uma tentativa de responsabilizar a Coreia do Norte pelo agravamento das tensões.

Pak, falando como conselheiro do Ministério da Defesa norte-coreano durante a inspeção, defendeu a localização das obras:

Nosso exército sabe melhor do que qualquer outro onde fica nossa linha de fronteira, e estamos fazendo o que devemos fazer em nosso território,

Pak também pediu que as tropas transformassem a fronteira em uma fortaleza e defendeu o posicionamento de poder de fogo capaz de amedrontar o outro lado. Segundo ele, o tempo das trocas de ataques verbais havia passado.

A instrução de Pak para retaliar se concentrou em ações que ameacem diretamente a segurança dos norte-coreanos, após transmissões de advertência e tiros de advertência da Coreia do Sul. Seul afirma que seus alertas foram uma resposta a travessias; Pyongyang diz que seus soldados trabalhavam em território próprio. Essas versões opostas colocam em confronto direto as tropas que realizam as obras e as que fazem cumprir a linha divisória.

Novas posições de tiro, sem detalhes sobre o posicionamento

Kim disse que a liderança militar norte-coreana deveria deixar claro ao outro lado que novas unidades de poder de fogo haviam ocupado posições de tiro. Em sua declaração posterior, ela também mencionou unidades táticas ocupando novas posições ao longo da fronteira.

A Coreia do Norte não revelou quais armas estão envolvidas, o número de militares, os locais dos posicionamentos nem a data exata em que os alto-falantes começariam a funcionar. Não houve confirmação de uma resposta separada dos militares sul-coreanos ao anúncio da inspeção.

Unidades de poder de fogo são formações equipadas para disparar armas. O termo, por si só, dá poucas informações sobre seu alcance ou tamanho. Ainda assim, o anúncio de Kim acrescentou uma alegação de posicionamento militar ao projeto de construção: a Coreia do Norte descreveu tanto o reforço das barreiras físicas quanto a presença de forças preparadas para apoiar sua resposta a incidentes.

A exigência de Pak por posicionamentos capazes de intimidar o outro lado teve o mesmo objetivo. As autoridades apresentaram a proteção dos trabalhadores da construção como uma tarefa militar, junto com a construção de cercas e barreiras.

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Plano de uso dos alto-falantes avança em dois dias

Em declaração de 19 de outubro, Kim disse que a Coreia do Norte avaliava reforçar recursos de ataque tático perto da fronteira sul e retomar as transmissões por alto-falantes dirigidas à Coreia do Sul. Na noite de 21 de outubro, ela anunciou que alto-falantes de guerra psicológica entrariam em operação através da fronteira ainda naquele mês.

Alto-falantes militares podem transmitir diferentes mensagens. As transmissões de advertência da Coreia do Sul dizem às tropas que se aproximam para parar ou recuar. As transmissões propostas por Kim têm como objetivo a guerra psicológica, com mensagens dirigidas às pessoas do outro lado para exercer pressão ou influenciar opiniões.

Kim afirmou que soldados sul-coreanos haviam usado alto-falantes de advertência e disparos de advertência em pelo menos dois locais em 21 de outubro. Ela também disse que a Coreia do Norte agia com moderação ao evitar responder com tiros de advertência, enquanto se preparava para possíveis incidentes.

As declarações combinaram um prazo para as transmissões com alertas sobre ações militares. A mudança entre avaliar a retomada em 19 de outubro e anunciar a operação ainda naquele mês, em 21 de outubro, levou dois dias e estabeleceu um cronograma político e militar de curto prazo para o confronto na fronteira.

A explosão da mina que desencadeou o confronto

Três soldados sul-coreanos ficaram feridos na explosão de uma mina terrestre perto da parte oeste da ZDM em 21 de setembro. A Coreia do Sul atribuiu a explosão a uma mina instalada pela Coreia do Norte ao sul da Linha de Demarcação Militar. A Coreia do Norte negou responsabilidade.

Posteriormente, a Coreia do Sul exigiu que as obras de fortificação fossem interrompidas. A inspeção, o incentivo aos soldados que trabalham na construção e as repetidas instruções para reforçar a fronteira mostraram que a Coreia do Norte pretendia dar continuidade ao projeto.

As minas representam riscos para soldados que se deslocam ou trabalham perto da ZDM, pois um artefato explosivo pode permanecer oculto até que alguém se aproxime ou o remexa. Os ferimentos de setembro transformaram a disputa sobre as obras em uma questão de segurança imediata para as tropas, além do controle da fronteira.

O presidente do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, Jin Young Seung, reuniu-se com comandantes operacionais em uma unidade avançada em 20 de outubro. Ele ordenou uma resposta firme a novas provocações norte-coreanas, a continuidade das operações para reforçar a posição sul-coreana na ZDM e a coordenação com o Comando das Nações Unidas sobre violações do acordo de armistício.

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Como o confronto se desenvolveu

Os anúncios mais recentes vieram após uma sequência de obras, ferimentos, alertas militares e declarações públicas. A correção feita por Kim situa sua visita depois da reunião dos comandantes sul-coreanos em 20 de outubro, e não no mesmo dia.

  • Abril de 2024: a Coreia do Norte começou a reforçar a fronteira com cercas, minas e barreiras destinadas a impedir a passagem de tanques.
  • 21 de setembro: três soldados sul-coreanos ficaram feridos na explosão de uma mina terrestre perto da parte oeste da ZDM. A Coreia do Sul culpou a instalação de minas pela Coreia do Norte, que Pyongyang negou.
  • 19 de outubro: Kim Yo Jong disse que a Coreia do Norte avaliava mobilizar recursos adicionais de ataque tático e retomar as transmissões por alto-falantes.
  • 20 de outubro: o presidente do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, Jin Young Seung, instruiu comandantes avançados a responder com firmeza a novas provocações.
  • Nas primeiras horas de 21 de outubro: Kim disse ter visitado os locais das obras de fortificação na fronteira, corrigindo a data inicialmente anunciada, 20 de outubro.
  • Noite de 21 de outubro: Kim anunciou que alto-falantes de guerra psicológica operariam através da fronteira ainda naquele mês.

A sequência mostra como o confronto se ampliou rapidamente. Em poucos dias, uma disputa envolvendo obras e tiros de advertência passou a incluir declarações públicas sobre novas posições de tiro e um cronograma para as transmissões.

Kim associa as barreiras a uma fronteira permanente

Kim apresentou o projeto de fortificação como uma ordem de Kim Jong Un, e não como uma resposta temporária às advertências sul-coreanas. Ela disse que o líder havia ordenado que não fossem feitas concessões no exercício da soberania territorial e que a fronteira com o Estado hostil fosse tornada permanente.

Ao descrever a ordem do líder norte-coreano durante a inspeção, Kim Yo Jong disse que ele havia dado:

uma ordem para fortificar a fronteira com um Estado inimigo, tornando-a eternamente inexpugnável,

A descrição da Coreia do Sul como um Estado inimigo feita pela Coreia do Norte conecta as obras à sua política de tratar as duas Coreias como Estados hostis. As cercas, as barreiras e as posições de tiro dão forma física a essa política.

Kim também chamou o projeto de missão histórica e descreveu o processo de estabelecer permanentemente a fronteira sul como irreversível. Para os soldados que realizam as obras, essa linguagem reforça a ordem de continuar construindo apesar das exigências sul-coreanas para que o trabalho seja interrompido.

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Por que a visita pública é importante

A Coreia do Norte divulgou fotos de autoridades políticas e militares de alto escalão em locais sensíveis perto da LDM, afastando-se da forma como costuma apresentar publicamente a área desde que adotou sua política de relação hostil. As imagens deram visibilidade à visita junto com as ameaças e os anúncios de posicionamento militar.

A presença de Kim vinculou diretamente o projeto à família governante, enquanto o papel de Pak o conectou ao alto comando militar. A mensagem conjunta foi que as fortificações continuariam e que ameaças aos trabalhadores poderiam levar a uma retaliação.

Os comandantes sul-coreanos também ordenavam respostas firmes. Para as tropas perto da linha, o perigo imediato está na sequência descrita por ambos os lados: militares se aproximam de um local disputado ou o atravessam, seguem-se advertências e cada lado decide se seus soldados enfrentam uma ameaça que exige o uso da força.

O plano de usar alto-falantes em outubro é o próximo passo anunciado. Junto com a continuidade das obras e as alegações de novas posições de tiro, ele acrescenta mais um foco de tensão em uma fronteira onde os dois exércitos já apresentam versões opostas sobre a movimentação de tropas e a responsabilidade pelos ferimentos.

Principais pontos

  • Kim Yo Jong corrigiu a data da inspeção para as primeiras horas de 21 de outubro, após o anúncio inicial situá-la em 20 de outubro.
  • Pak Jong Chon pediu retaliação imediata contra ações que ameacem diretamente os soldados norte-coreanos.
  • Kim disse que novas unidades de poder de fogo haviam ocupado posições de tiro e anunciou o uso de alto-falantes durante outubro.
  • A Coreia do Norte reforça a fronteira com cercas, minas e barreiras desde abril de 2024.
  • Três soldados sul-coreanos ficaram feridos em 21 de setembro. A Coreia do Sul culpou a instalação de minas pela Coreia do Norte; Pyongyang negou responsabilidade.
  • Os dois exércitos deram instruções para respostas firmes enquanto a Coreia do Norte continua as obras de fortificação.
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