Godzilla -0.0 toma conta de Ginza enquanto elenco apresenta sequência ambientada em 1949

11 min de leitura
Godzilla -0.0 Takes Over Ginza as Cast Unveils a Sequel Set in 1949

Um tapete vermelho de 83 metros no território de Godzilla

Mais de 300 espectadores acompanharam o elenco de Godzilla -0.0 percorrer um tapete vermelho de 83 metros na antiga via expressa KK Line, em Tóquio, no dia 19 de outubro. A estreia japonesa da sequência chegou ao coração de Ginza, distrito devastado pelo monstro na tela. O tapete, criado para evocar o raio de calor radioativo de Godzilla, foi montado após uma apresentação no TOHO Cinemas Hibiya.

Conteúdo
  1. Um tapete vermelho de 83 metros no território de Godzilla
  2. Por que Ginza tornou a celebração pessoal
  3. Dois anos depois, Koichi e Noriko formam uma família
  4. Nagasawa retorna após cerca de 22 anos
  5. Um departamento de desastres e um professor marcado pela guerra
  6. Yamazaki diz que o Oscar não trouxe pressão
  7. Elenco relata forte impacto emocional
  8. Tela maior e lançamento internacional
  9. Por trás do espetáculo, uma história de recuperação
  10. Principais pontos

O diretor, roteirista e responsável pelos efeitos visuais Takashi Yamazaki esteve ao lado de Ryunosuke Kamiki, Minami Hamabe, Masami Nagasawa, Hidetaka Yoshioka, Yuki Yamada, Kuranosuke Sasaki, Mio Tanaka e Min Tanaka. Anunciado como o primeiro evento de chegada pelo tapete vermelho em Ginza da série de filmes Godzilla, o evento combinou a celebração da franquia com um cenário central para sua destruição.

Godzilla -0.0 estreia no Japão em 3 de novembro e na América do Norte em 6 de novembro. Ambientado em 1949, dois anos após o ataque retratado em Godzilla -1.0, o filme acompanha pessoas cuja recuperação da guerra e do desastre é interrompida por um novo confronto com o monstro.

A estreia revelou mais do que um palco público maior para uma equipe de cineastas vencedora do Oscar. Integrantes do elenco falaram sobre uma família transformada no centro da história, novos especialistas que se juntam à resposta a Godzilla e um filme finalizado que, segundo vários deles, os emocionou profundamente. Hamabe destacou o ferimento de Noriko e os dois anos vividos pela família como elementos importantes da sequência.

Por que Ginza tornou a celebração pessoal

Ginza conectou o evento aos filmes para além de ser um endereço conhecido de Tóquio. Yamazaki brincou sobre como o distrito se recuperou bem depois da destruição que ele próprio havia causado na história. Ao redor dele, fãs se alinhavam ao longo do tapete enquanto os atores acenavam e cumprimentavam o público.

Kamiki, que retorna como Koichi Shikishima, descreveu a escala incomum da ocasião e a sensação de celebrar em um lugar associado aos ataques de Godzilla.

Sinto como se estivesse em um sonho.

Nagasawa também descreveu o evento como algo onírico. Ao percorrer o tapete com um vestido de ombros à mostra, ela acenou aos fãs e distribuiu adesivos. Disse que era a primeira vez que participava de um evento em um lugar como aquele e falou sobre o prazer de fazer parte de um filme capaz de criar uma ocasião assim.

Publicidade

Hamabe disse que o encontro já havia se tornado uma lembrança feliz. A serenidade que demonstrou no tapete escondia uma fonte mais pessoal de nervosismo: estar ao lado de Nagasawa, colega mais experiente da mesma agência de talentos, no primeiro projeto que fazem juntas.

Dois anos depois, Koichi e Noriko formam uma família

Kamiki e Hamabe voltam a interpretar personagens cuja relação mudou desde Godzilla -1.0. Noriko, que sobreviveu ao ataque de Godzilla, agora é esposa de Koichi. Os dois atores disseram que suas atuações precisavam refletir o tempo que os personagens passaram construindo uma vida juntos.

Hamabe explicou que o público deve aceitar naturalmente que Koichi e Noriko viveram como uma família por dois anos. Ela ajustou sua interpretação levando em conta essa história compartilhada. Kamiki disse que ambos refletiram sobre o que seus personagens viveram nesse intervalo e tentaram expressar isso por meio da relação entre eles.

O ferimento de Noriko também continua a partir do filme anterior. Hamabe disse que o detalhe mostrado brevemente no final daquela produção seria uma parte importante da sequência, assim como a vida da família nos anos que se passaram. Os comentários na estreia não revelaram a conexão exata desse elemento com a nova crise.

Sasaki, que retorna como Seiji Akitsu, capitão do barco, apontou outro sinal visível da passagem do tempo: Akiko, a criança do filme anterior. Ele elogiou o crescimento da jovem atriz que a interpreta e disse que ela o levou às lágrimas. Também mencionou uma cena em que a tripulação do Shinseimaru bebe junta, sugerindo que as relações já conhecidas continuam antes e durante o novo desastre.

Nagasawa retorna após cerca de 22 anos

Nagasawa interpreta Makoto Aoyama, uma talentosa meteorologista transferida de um serviço meteorológico para o Departamento de Contramedidas a Desastres de Grande Escala. A personagem leva seus conhecimentos sobre o clima para uma organização que enfrenta uma ameaça extraordinária.

Esse é o terceiro filme de Nagasawa na série Godzilla, cerca de 22 anos depois de Godzilla: Final Wars, de 2004. Naquele filme e em Godzilla: Tokyo SOS, de 2003, ela interpretou uma das Shobijin, as pequenas figuras gêmeas associadas a Mothra.

Nagasawa disse que ficou feliz em voltar a uma produção de Godzilla e que há muito queria trabalhar com Yamazaki. Ela descreveu Godzilla como um reflexo de sua época, cuja imagem muda conforme o tempo. Segundo ela, a versão de Yamazaki parece tão vívida e realista que pode entrar no mundo em que as pessoas vivem.

Publicidade

O reencontro com a franquia também proporcionou sua primeira colaboração com Hamabe. Nagasawa disse que ficou encantada por estar ao lado de uma atriz que conhece desde a infância. Hamabe admitiu que a ocasião a deixou mais nervosa do que outros eventos e que, durante a apresentação no palco mais cedo, tropeçou nas palavras várias vezes.

Um departamento de desastres e um professor marcado pela guerra

Yoshioka retorna como Kenji Noda, agora diretor do Departamento de Contramedidas a Desastres de Grande Escala. O cargo coloca um personagem conhecido à frente de uma resposta organizada, enquanto Aoyama, personagem de Nagasawa, se junta a ele após ser transferida do serviço meteorológico.

Min Tanaka entra na história como o professor Kanji Murakami, um biólogo profundamente marcado psicologicamente pela guerra. Sua presença acrescenta outra pessoa cuja experiência com a nova crise é moldada pelo que aconteceu antes do retorno de Godzilla.

Tanaka, de 81 anos, disse que seu envolvimento começou durante uma refeição com Yamazaki. Em uma conversa sobre os papéis que gostaria de interpretar, ele demonstrou interesse por um personagem que expressasse abertamente todo o espectro das emoções. Em seguida, recebeu o convite para participar de Godzilla.

O papel também exigiu bastante corrida. Tanaka brincou que passou boa parte da vida fugindo e suspeitava que os cineastas quisessem especificamente mostrar em movimento um homem da sua idade. Seu relato acrescenta um detalhe físico a uma produção discutida sobretudo por seus efeitos e sua intensidade emocional.

Yamada retorna como Shiro Mizushima, integrante da tripulação do Shinseimaru; Sasaki, como seu capitão, Akitsu; e Mio Tanaka, como Tatsuo Hotta, ex-capitão do destróier Yukikaze. Sakura Ando também retorna do filme anterior. Juntos, os atores que voltam preservam a rede de pessoas que enfrentou Godzilla antes da chegada dos novos especialistas.

Yamazaki diz que o Oscar não trouxe pressão

Godzilla -1.0, lançado em 2023, arrecadou 7,65 bilhões de ienes nas bilheterias japonesas e ganhou mais de 50 prêmios de cinema no Japão e no exterior. A vitória na categoria de efeitos visuais no 96º Oscar fez dele o primeiro filme asiático a vencer nessa categoria.

Mesmo assim, Yamazaki disse que não sentiu pressão ao fazer a sequência. Ele voltou a assumir a direção, o roteiro e os efeitos visuais, trabalho que cria ou combina imagens na tela para além do que pode ser captado durante as filmagens. Suas três funções conectam a concepção da história à aparência final das cenas de destruição e das sequências com a criatura.

Publicidade

Kamiki disse que o entusiasmo de Yamazaki durante a produção superou até o que ele havia visto no filme anterior. O ator descreveu uma equipe que, inspirada por essa energia, se perguntava como cada pessoa poderia criar algo ainda mais surpreendente.

Depois de assistir ao filme finalizado, Kamiki ligou para Yamazaki e passou cerca de uma hora compartilhando sua reação. Na estreia, os dois brincaram sobre a duração da conversa. Kamiki insistiu que o diretor havia gostado de ouvir sua opinião e agradecido a ele.

Yamazaki descreveu a sequência como o filme de Godzilla que queria fazer e pediu ao público que se preparasse para o conteúdo ousado. Seus comentários, junto com os relatos do elenco, apresentaram a nova produção como uma tentativa de ir além, em vez de simplesmente repetir o sucesso do filme anterior.

Elenco relata forte impacto emocional

Yoshioka deu o relato mais marcante sobre assistir ao filme pronto. Disse que o impacto o deixou sem conseguir comer por cerca de dois dias e descreveu o resultado como duas ou três vezes mais impressionante do que o roteiro que havia recebido.

Yoshioka também relacionou sua recuperação a outro filme de Yamazaki, ALWAYS: Sunset on Third Street 2. Ele contou que assistir ao longa e ir ao IMAX com Mio Tanaka fizeram parte do processo de recuperar o equilíbrio. Seus comentários foram reações pessoais de um ator que viu o trabalho concluído.

Min Tanaka relacionou sua reação à própria vida. Nascido em 1945, ano do fim da guerra, ele disse que essa história permaneceu com ele desde a infância. Tanaka tremeu durante as filmagens e novamente na primeira sessão, descrevendo uma experiência diferente de tudo que já havia sentido com um filme.

Nagasawa também disse que a produção finalizada a abalou profundamente. O choque compartilhado por vários integrantes do elenco deu um tom sério à estreia, sob a celebração no tapete, principalmente porque a história volta a acompanhar pessoas tentando se recuperar de perdas anteriores.

Kamiki falou de uma emoção diferente: alívio. Antes da estreia de Godzilla -1.0, ele se preocupava se os fãs o aceitariam. Ver a expectativa deles pela sequência fez com que sentisse que seu lugar na série havia sido bem recebido.

Publicidade

Tela maior e lançamento internacional

Godzilla -0.0 foi produzido dentro do programa Filmed for IMAX, descrito como uma iniciativa inédita para um filme japonês. A classificação se refere à produção para exibição em salas IMAX, fazendo do formato de tela grande parte da identidade de lançamento do filme.

A estreia japonesa foi precedida por uma sessão na Gala Spotlight do Festival de Cinema de Nova York, onde o filme foi bem recebido. Os próximos marcos públicos são as estreias nos cinemas do Japão e da América do Norte, separadas por três dias.

Os planos de lançamento também incluem Europa, América Latina, Ásia, Oriente Médio e Austrália, em datas amplamente semelhantes. Os detalhes da estreia não informaram datas específicas para esses mercados.

O dia 3 de novembro é celebrado como o Dia de Godzilla, e a estreia japonesa estabelece uma ligação direta com o aniversário da franquia. A programação prevista é:

  • 19 de outubro: estreia japonesa no TOHO Cinemas Hibiya, seguida do evento no tapete em Ginza, na antiga KK Line.
  • 3 de novembro: estreia nos cinemas de todo o Japão, no Dia de Godzilla.
  • 6 de novembro: estreia nos cinemas da América do Norte, três dias depois da estreia japonesa.

Por trás do espetáculo, uma história de recuperação

O cenário de 1949 e o intervalo de dois anos da sequência conectam detalhes que, de outra forma, poderiam parecer separados: o casamento de Koichi e Noriko, o crescimento de Akiko, o novo cargo de Noda e as lembranças da guerra de Murakami. Cada um revela um custo humano diferente do desastre que retorna.

Para a família central, um novo ataque ameaça o lar que tiveram tempo para construir. Para o departamento de desastres, a crise exige ação coordenada e conhecimentos especializados. Para Murakami, ela chega acompanhada de feridas que persistem desde a guerra.

Ginza foi um lugar adequado para apresentar essa história. O elenco celebrou em meio a um distrito real e movimentado que Yamazaki destruiu na tela, enquanto falava de personagens fictícios cuja recuperação também volta a estar ameaçada. Mio Tanaka, que interpreta Hotta, encerrou o evento com um convite direto ao público.

Preparem-se para o impacto de Godzilla -0.0!

Principais pontos

  • Godzilla -0.0 teve sua estreia japonesa em 19 de outubro, seguida de um evento com um tapete de 83 metros em Ginza, acompanhado por mais de 300 espectadores.
  • A sequência se passa em 1949, dois anos após o ataque de Godzilla no filme anterior.
  • Kamiki e Hamabe retornam como Koichi e Noriko, agora casados, e a vida familiar dos dois e o ferimento de Noriko são centrais para a continuação da história.
  • Nagasawa volta à franquia após cerca de 22 anos como a meteorologista Makoto Aoyama. Min Tanaka entra no elenco como o biólogo Kanji Murakami.
  • Yamazaki volta a dirigir, escrever e cuidar dos efeitos visuais após a vitória do filme anterior no Oscar.
  • O filme estreia no Japão em 3 de novembro e na América do Norte em 6 de novembro.
Compartilhar esta matéria

Você também pode gostar