Licenças de mineração em Aceh abrangem 155.307 hectares, e Walhi pede revisão pública

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Aceh Mining Permits Cover 155,307 Hectares as Walhi Calls for Public Review

A maior parte da área autorizada ainda está na fase de exploração

As licenças de mineração em 12 regências e cidades de Aceh abrangem 155.307,50 hectares, dos quais mais de três quartos estão destinados à exploração, segundo dados atribuídos à Agência Provincial de Energia e Recursos Minerais. A dimensão da área levou a Walhi Aceh a exigir uma análise pública dos benefícios para os moradores e dos riscos para florestas, rios e terras agrícolas.

Conteúdo
  1. A maior parte da área autorizada ainda está na fase de exploração
  2. Onde se concentram as maiores áreas autorizadas
  3. O que os registros oficiais permitem verificar
  4. Como Aceh afirma verificar os pedidos de mineração
  5. Por que a autoridade responsável pelo licenciamento importa
  6. Quem recebe os ganhos e quem arca com os custos?
  7. Por que as florestas e a recuperação ambiental estão no centro da disputa
  8. Uma disputa que remonta a licenças anteriores
  9. As datas que definem o registro público
  10. Pontos principais

Os dados identificam 85 licenças de mineração de minerais e carvão: 56 licenças de exploração, que abrangem 117.727,67 hectares, e 29 licenças de produção, que cobrem 37.579,83 hectares. A exploração consiste em investigar depósitos minerais e seu potencial comercial. A produção é a fase em que a licença autoriza a extração e as operações relacionadas.

Aceh Jaya tem a maior área autorizada, com 48.324,30 hectares. Junto com Aceh Barat, Aceh Singkil e Nagan Raya, concentra cerca de 78,5% do total. Essa concentração coloca boa parte do debate sobre terra, água e meios de subsistência em quatro regências.

Autoridades de Aceh afirmam que os pedidos passam por verificações eletrônicas e exigem recomendações de vários níveis de governo. A Walhi, organização ambiental, argumenta que a discussão também precisa abordar quem recebe os ganhos econômicos e quem arca com os custos quando a terra ou a água são danificadas.

Os registros públicos também apresentam uma diferença que precisa ser explicada. O cadastro de licenças de junho de 2025 da Agência de Energia e Recursos Minerais lista 64 licenças, sendo 36 de exploração e 28 de operação de produção. A diferença entre esse cadastro e as 85 licenças atribuídas à agência não foi explicada publicamente nas informações que acompanham os dados.

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Onde se concentram as maiores áreas autorizadas

Os 48.324,30 hectares de Aceh Jaya representam cerca de 31,1% do total provincial informado. Em seguida vêm Aceh Barat, com 30.926 hectares; Aceh Singkil, com 22.049 hectares; e Nagan Raya, com 20.648,48 hectares. Juntas, as áreas autorizadas dessas regências somam 121.947,78 hectares.

O cadastro de junho de 2025 oferece um retrato mais detalhado das empresas e commodities envolvidas. Todas as licenças listadas para Aceh Jaya estão na fase de exploração, incluindo licenças de carvão da PT Mas Putih Aneka Tambang e da PT Longsunindo Perkasa, que abrangem 4.949 e 4.655 hectares, respectivamente. O cadastro também lista licenças de exploração de ouro, minério de ferro e galena na regência.

Aceh Barat tem várias licenças na fase de operação de produção. Entre elas estão licenças de carvão da PT Agrabudi Jasa Bersama, que abrangem 5.000 hectares, e da PT Mifa Bersaudara, com 3.134 hectares. Em Nagan Raya, a PT Mega Multi Cemerlang detém uma licença de operação de produção de carvão que abrange 7.943 hectares.

Esses registros mostram por que a fiscalização precisa considerar tanto a localização quanto a etapa da licença. Moradores próximos a uma mina de carvão em operação enfrentam uma situação imediata diferente da de quem vive perto de uma área onde a empresa ainda investiga depósitos. A Walhi quer que as condições das florestas e os meios de subsistência existentes em cada área sejam examinados.

O que os registros oficiais permitem verificar

O cadastro de junho de 2025 identifica os titulares das licenças, as commodities, as áreas, as localizações, as etapas das licenças, os números dos decretos e as datas de validade. Esses dados permitem que os moradores identifiquem a empresa associada a uma licença e o período coberto por sua autorização.

O cadastro também inclui calcário, argila e outros materiais usados na produção de cimento, além de metais e carvão. Por isso, é preciso considerar seu escopo ao compará-lo com dados descritos especificamente como licenças de minerais metálicos e carvão.

Um segundo recurso do governo, o conjunto de dados anuais sobre licenças, organiza a quantidade de licenças por regência e cidade. Os metadados identificam a ESDM Aceh como produtora dos dados e o escritório de Aceh da Statistics Indonesia como responsável pela publicação, com Aceh Dalam Angka indicada como fonte. O conjunto foi atualizado pela última vez em 3 de dezembro de 2025.

A quantidade de licenças e os hectares autorizados respondem a perguntas diferentes. A quantidade mostra quantas autorizações estão registradas. A área indica o terreno abrangido por essas autorizações. Para um morador que queira entender um projeto próximo, o nome da empresa, a commodity, a etapa e a data de vencimento fornecem mais detalhes.

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Como Aceh afirma verificar os pedidos de mineração

Marwan Nusuf, chefe da Agência de Investimentos e Serviços Integrados de Atendimento Único de Aceh, conhecida como DPMPTSP, afirmou que o processo de licenciamento é eletrônico, da solicitação à aprovação. Suas declarações são de 9 de julho de 2026.

Marwan disse que solicitantes e agentes responsáveis pelo licenciamento não se encontram diretamente durante a emissão:

Não há interação presencial entre solicitantes e agentes durante o processo de emissão da licença.

Segundo sua explicação, o sistema registra as datas de envio, análise e assinatura. As autoridades verificam se os documentos da empresa estão completos e válidos, incluindo documentos comprobatórios e assinaturas.

Os solicitantes precisam obter recomendações dos governos de aldeia, subdistrito e regência ou cidade. Também são necessárias recomendações técnicas dos órgãos competentes para avaliar se o local proposto é apropriado para a mineração.

Para as comunidades, essas recomendações são uma etapa concreta do processo de aprovação em que o uso local da terra e as condições da região entram na avaliação do governo. A exigência da Walhi vai além: pede uma análise aberta das condições ambientais, dos riscos de conflitos sociais e dos benefícios que os moradores realmente recebem.

Por que a autoridade responsável pelo licenciamento importa

Marwan atribui a autoridade de Aceh para emitir determinadas licenças de mineração à Lei nº 11 de 2006, sobre a Governança de Aceh. Ele afirmou que a província mantém poderes específicos no âmbito desse regime especial, apesar da transferência mais ampla da autoridade de licenciamento de mineração para o governo central, estabelecida pela Lei nº 3 de 2020, sobre Mineração de Minerais e Carvão.

A questão administrativa é direta: uma empresa solicita a licença à autoridade responsável, que avalia se os requisitos foram cumpridos. Marwan disse que a DPMPTSP poderia ser contestada no Tribunal de Justiça Administrativa do Estado, conhecido como PTUN, caso rejeitasse um pedido que atendesse a todos os requisitos.

A Walhi dirige seu pedido de avaliação tanto ao governo de Aceh quanto ao governo central. A análise proposta examinaria as condições das florestas, os efeitos ecológicos, possíveis conflitos sociais, os benefícios econômicos para os moradores e as obrigações das empresas de recuperar o meio ambiente.

As duas posições tratam de partes diferentes da decisão. Marwan descreve como o governo processa um pedido conforme suas regras. A Walhi quer que sejam examinadas as consequências para as pessoas e os lugares abrangidos pelas licenças, inclusive depois que a extração terminar.

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Quem recebe os ganhos e quem arca com os custos?

Afifuddin, chefe da Divisão de Advocacia e Campanhas da Walhi Aceh, afirmou que os números de investimentos e empregos, por si só, dão às comunidades uma visão incompleta da mineração. Suas declarações são de 6 de outubro de 2026.

Afifuddin disse que a discussão pública dá pouca atenção aos moradores e ao meio ambiente:

O governo e os donos das minas sempre falam em crescimento econômico e criação de empregos. Mas o que raramente se discute é o impacto sobre as comunidades e o meio ambiente.

Segundo ele, a mineração pode gerar empregos e atividade econômica, enquanto os maiores benefícios podem ir para outras pessoas. Os moradores próximos a um projeto podem ser os mais expostos à água poluída, a rios danificados e à queda da produtividade da terra.

Para famílias que dependem da agricultura, de plantações ou da silvicultura, a água e as terras produtivas são ativos econômicos. A perda de qualidade pode afetar a produção de alimentos e a renda mesmo depois do fim dos empregos oferecidos pela mina. Por isso, a exigência da Walhi também diz respeito a como o governo compara uma fonte de renda com os meios de subsistência já existentes.

Os cadastros de licenças publicados fornecem informações sobre empresas e terrenos. A Walhi pede que os benefícios para as comunidades e as responsabilidades de recuperação sejam incluídos na mesma análise pública, para que os moradores possam avaliar o que um projeto representa para sua própria realidade.

Por que as florestas e a recuperação ambiental estão no centro da disputa

Afifuddin relaciona diretamente a proteção das florestas às necessidades cotidianas das comunidades, em vez de tratá-la como uma questão de conservação à parte. Ele afirmou:

As florestas estão diretamente ligadas à disponibilidade de água, à segurança alimentar, à proteção contra desastres ecológicos e à continuidade dos meios de subsistência das comunidades e da vida silvestre.

A Walhi quer uma revisão transparente de todas as licenças e pede ao governo que pare de emitir novas autorizações que possam ameaçar as florestas e os espaços onde as comunidades vivem. Seu pedido abrange as condições da terra antes do desenvolvimento, possíveis conflitos durante as operações e a responsabilidade por reparar os danos posteriormente.

Recuperação ambiental é o trabalho de restaurar terras afetadas pela mineração. No debate apresentado pela Walhi, a preocupação prática é saber se os moradores terão terras utilizáveis e água confiável depois que a atividade comercial terminar.

Afifuddin descreveu o resultado que sua organização quer evitar:

A comunidade não pode ficar apenas com crateras de mineração e danos ambientais que terá de suportar por anos.

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Uma disputa que remonta a licenças anteriores

O debate de Aceh sobre mineração e os interesses das comunidades é anterior aos dados sobre as 85 licenças. Em dezembro de 2018, M. Nur, então diretor-executivo da Walhi Aceh, disse que informações do governo apontavam 37 Contratos de Trabalho e licenças de atividade mineradora, que abrangiam 156.003 hectares em 10 regências e cidades.

Na época, moradores e a Walhi contestavam uma licença de operação de produção concedida à PT Emas Mineral Murni para uma área de 10.000 hectares em Nagan Raya e Aceh Central. Eles pediam a revogação no Tribunal de Justiça Administrativa do Estado de Jacarta Oriental devido a preocupações com a localização da área no Ecossistema Leuser, que inclui habitats de tigres, elefantes e orangotangos-de-sumatra.

A Walhi também informou que a mineração ilegal de ouro havia danificado 7.500 hectares de floresta e terra até o fim de 2018. Esse número dizia respeito aos danos causados por atividades ilegais, enquanto os totais maiores de hectares descreviam áreas cobertas por licenças.

O inventário de mineração de 2020 da Walhi, publicado em 7 de abril de 2021, listou posteriormente 28 licenças de minerais metálicos e carvão, que abrangiam 70.761,10 hectares. O documento incluía a PT Emas Mineral Murni e várias empresas que também aparecem no cadastro do governo de junho de 2025.

Os registros históricos têm escopos diferentes: o dado de 2018 incluía Contratos de Trabalho, o inventário de 2020 se concentrava em minerais metálicos e carvão, e o cadastro de junho de 2025 inclui materiais industriais. Para analisá-los em conjunto, é preciso considerar essas categorias e as mudanças em cada licença.

As datas que definem o registro público

Os documentos e as declarações abrangem vários anos. As datas ajudam a explicar a que retrato das licenças cada fonte se refere e quando o debate se desenvolveu.

  • Dezembro de 2018: a Walhi informou que havia 37 Contratos de Trabalho e licenças de atividade mineradora, que abrangiam 156.003 hectares, além de mencionar a contestação da licença da PT Emas Mineral Murni.
  • 7 de abril de 2021: a Walhi publicou um inventário atualizado até 2020, com 28 licenças que abrangiam 70.761,10 hectares.
  • Junho de 2025: a ESDM Aceh atualizou seu cadastro de 64 licenças, dividido entre 36 licenças de exploração e 28 licenças de operação de produção.
  • 3 de dezembro de 2025: o portal do governo atualizou seu conjunto anual de dados sobre a quantidade de licenças por regência e cidade.
  • 9 de julho de 2026: foi datada a explicação de Marwan sobre o licenciamento eletrônico e a autoridade de Aceh.
  • 6 de outubro de 2026: foi datado o pedido de Afifuddin por uma análise dos efeitos sobre as comunidades e o meio ambiente.

O cadastro de junho de 2025 também contém datas futuras de vencimento das licenças. A licença de operação de produção de carvão da PT Energy Tambang Gemilang em Nagan Raya é válida até 2 de julho de 2039, enquanto a licença de operação de produção de calcário da PT Tripa Semen Aceh em Aceh Tamiang é válida até 12 de junho de 2040.

Esses prazos estendem o debate sobre fiscalização e recuperação ambiental por muitos anos. Para os moradores, a questão central é como as decisões tomadas durante a aprovação e a operação afetarão a água, as terras produtivas e a renda familiar ao longo desse período.

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Pontos principais

  • Dados atribuídos à ESDM Aceh indicam que 85 licenças de mineração em 12 regências e cidades abrangem 155.307,50 hectares.
  • A exploração corresponde a 56 licenças e 117.727,67 hectares, cerca de 75,8% da área autorizada.
  • Aceh Jaya, Aceh Barat, Aceh Singkil e Nagan Raya, juntas, concentram cerca de 78,5% da área total informada.
  • O cadastro oficial de junho de 2025 lista 64 licenças, uma quantidade diferente que precisa ser esclarecida em comparação com os dados posteriores.
  • Autoridades de Aceh descrevem um processo eletrônico, com verificação de documentos e recomendações de governos locais e órgãos técnicos.
  • A Walhi quer uma análise aberta das licenças, dos benefícios para as comunidades, das condições das florestas, dos riscos sociais e das obrigações de recuperação ambiental.
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