Malásia determina fechamento de escolas quando o API supera 200, enquanto a fumaça afeta aulas e a rotina das famílias

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Malaysia Orders School Closures Above API 200 as Haze Disrupts Classes and Family Routines

Ministério da Saúde define limite para fechamento enquanto a fumaça persiste

O Ministério da Saúde da Malásia afirmou em 16 de outubro de 2026 que todas as instituições de ensino, incluindo escolas e centros de educação infantil conhecidos como taska, devem fechar quando o Índice de Poluentes Atmosféricos (API) superar 200. Atividades ao ar livre e reuniões públicas também devem ser suspensas quando a poluição atingir as categorias muito insalubre ou perigosa.

Conteúdo
  1. Ministério da Saúde define limite para fechamento enquanto a fumaça persiste
  2. O que significam os índices de poluição
  3. Por que as regras para as escolas mudaram
  4. Como as decisões foram tomadas
  5. Fechamentos em Selangor e avaliações adiadas
  6. Pais podem manter as crianças em casa
  7. Aumentam as pressões sobre cuidados infantis e aprendizado
  8. Unidades de saúde registram aumento de doenças
  9. Proteção imediata e cobranças por responsabilização
  10. Principais pontos

A determinação vem após um período prolongado de fumaça em várias áreas e em meio a mudanças nas regras de fechamento de escolas, adiamento de avaliações e pressão crescente sobre pais que trabalham. Em Selangor, os fechamentos anunciados para 16 de outubro abrangeram oito distritos educacionais, enquanto as escolas de outros dois distritos permaneceriam abertas, sem atividades ao ar livre.

O Ministério da Saúde afirmou que órgãos do governo, empresas, empregadores, instituições de ensino e responsáveis por estabelecimentos pertinentes devem cumprir as medidas de precaução. O comunicado pediu uma resposta coordenada:

O ministério pede a todas as partes que garantam o cumprimento dessas determinações. A saúde da população é uma prioridade compartilhada, e essas instruções devem ser seguidas com seriedade, consistência e responsabilidade,

O ministro da Saúde, Dzulkefly Ahmad, também explicou no Parlamento que seu ministério fornece orientações de saúde, enquanto as decisões sobre o fechamento de instituições de ensino cabem aos Ministérios da Educação e do Ensino Superior. Portanto, as famílias precisam acompanhar tanto os índices locais de poluição quanto os anúncios das autoridades responsáveis por suas escolas.

O que significam os índices de poluição

O API da Malásia classifica a qualidade do ar em categorias que orientam as medidas de saúde pública. Quanto maior o número, pior a poluição e mais rigorosas as precauções:

  • 0 a 50: boa.
  • 51 a 100: moderada.
  • 101 a 200: insalubre.
  • 201 a 300: muito insalubre.
  • Acima de 300: perigosa.

O comunicado do Ministério da Saúde de 16 de outubro determina o fechamento obrigatório quando o índice passa de 200. O anúncio de 14 de outubro da ministra da Educação, Fadhlina Sidek, também usou o limite acima de 200, enquanto a explicação dela em 15 de outubro descreveu o fechamento imediato quando o índice chega a 200. A redação diverge justamente no limite, o que torna especialmente importante que as famílias acompanhem os avisos efetivos de fechamento das escolas.

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As restrições às atividades ao ar livre começam antes. O Ministério da Saúde orientou instituições de ensino, centros de educação infantil e casas de repouso a suspender atividades físicas e extracurriculares ao ar livre quando o índice estiver entre 101 e 200. O anúncio de Fadhlina em 14 de outubro estabeleceu a suspensão a partir de 100, enquanto a explicação dela em 15 de outubro usou o limite acima de 100.

Assim, uma escola pode permanecer aberta enquanto aulas e exercícios ao ar livre são suspensos. Um API de 150 está na categoria insalubre, embora fique abaixo do limite geral para fechamento. Fadhlina reconheceu que os pais têm preocupações legítimas nesse nível, especialmente quando as crianças têm asma ou outras doenças respiratórias.

Por que as regras para as escolas mudaram

Em 14 de outubro, Fadhlina anunciou que o Ministério da Educação voltaria a seguir o Plano Nacional de Ação contra a Fumaça, conhecido pela sigla malaia PTJK. A decisão veio após conversas com a Agência Nacional de Gestão de Desastres (Nadma), o Ministério da Saúde e o Departamento de Meio Ambiente.

As regras temporárias introduzidas em 8 de outubro determinavam o fechamento quando o API superasse 180 ou permanecesse acima de 150 por três dias consecutivos. O retorno ao limite acima de 200 retirou esses critérios anteriores das diretrizes gerais para a educação.

Fadhlina afirmou que a Nadma havia recomendado que a gestão da fumaça seguisse o plano nacional. Ao explicar a coordenação em seu comunicado de 14 de outubro, a ministra da Educação disse:

Esta medida busca garantir que as decisões sejam tomadas de forma mais sistemática, com base na avaliação das condições atuais, incluindo os índices de poluentes atmosféricos e as orientações de saúde do Ministério da Saúde,

Fadhlina afirmou que a qualidade do ar pode mudar em pouco tempo. Fechar escolas com vários dias de antecedência poderia reduzir o tempo de aula dos alunos caso as condições melhorassem. Ela também disse que a abordagem anterior, mais cautelosa, havia levado em conta as preocupações expressas pelo rei da Malásia, Sultan Ibrahim, além da saúde e da segurança dos estudantes.

Os pais pediram diferentes medidas, incluindo fechamentos por uma semana, enquanto outros se preocupavam com aulas perdidas e cuidados com as crianças. O retorno do ministério ao plano nacional buscou coordenar as decisões entre órgãos responsáveis por educação, saúde, monitoramento da poluição e gestão de desastres.

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Como as decisões foram tomadas

Vários anúncios e medidas locais se sucederam ao longo de outubro, levando as famílias a acompanhar mudanças nos planos:

  • 7 de outubro: cerca de 20 ativistas ambientais e da sociedade civil marcharam até o Parlamento para pedir medidas mais rigorosas contra empresas ligadas à poluição causada por incêndios na Indonésia.
  • 8 de outubro: o Ministério da Educação introduziu limites mais baixos para o fechamento: API acima de 180 ou acima de 150 por três dias consecutivos.
  • 10 de outubro: Johor anunciou o fechamento das escolas por uma semana em meio ao agravamento da fumaça.
  • 14 de outubro: Fadhlina anunciou o retorno ao limite de fechamento acima de 200 previsto no Plano Nacional de Ação contra a Fumaça.
  • 15 de outubro: Fadhlina explicou as consultas entre órgãos e a flexibilidade para os pais. Naquela noite, anunciou o fechamento de escolas em oito distritos educacionais de Selangor em 16 de outubro.
  • 16 de outubro: o comunicado do Ministério da Saúde determinou o fechamento de instituições de ensino quando o API superar 200 e restrições a atividades ao ar livre em índices mais baixos.

As medidas nacionais e os avisos locais de fechamento foram anunciados em rápida sucessão. Para pais que organizam transporte, trabalho e cuidados com os filhos, uma mudança na situação escolar do dia seguinte pode exigir que toda a rotina doméstica seja reorganizada em poucas horas.

Fechamentos em Selangor e avaliações adiadas

As escolas de Klang, Kuala Selangor, Kuala Langat, Hulu Langat, Gombak, Sepang, Petaling Perdana e Petaling Utama receberam ordem de fechamento em 16 de outubro. Fadhlina anunciou a decisão por volta das 19h da noite anterior.

Segundo o departamento estadual de educação, as escolas de Hulu Selangor e Sabak Bernam manteriam as atividades normais, mas todas as atividades ao ar livre seriam proibidas.

Às 17h, antes do anúncio, Klang registrou API de 195, seguida por Johan Setia, com 192; Shah Alam, com 180; Banting, com 174; Petaling Jaya, com 169; e Kuala Selangor, com 161. Os seis índices estavam na categoria insalubre. O índice de Klang era 34 pontos superior ao de Kuala Selangor, mostrando a variação entre os locais de monitoramento citados.

O fechamento abrangeu os distritos embora os índices citados fossem inferiores a 200. As medições foram feitas duas horas antes do anúncio; o relato da decisão não informou os critérios exatos usados na avaliação.

O Ministério da Educação também adiou as avaliações escolares de fim de ano, conhecidas como UASA, previstas para a semana seguinte. As escolas receberam flexibilidade para remarcar as provas e informar as novas datas aos pais e responsáveis. O ministério afirmou ter levado em conta as preocupações com a ida das crianças à escola para fazer as avaliações.

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Pais podem manter as crianças em casa

Pais preocupados com os efeitos da fumaça na saúde dos filhos podem mantê-los em casa, desde que avisem a administração da escola. Fadhlina afirmou que essa flexibilidade reconhece que as crianças têm necessidades de saúde diferentes, incluindo asma, problemas respiratórios e maior sensibilidade ao ar poluído.

Para as famílias, a possibilidade de manter os filhos em casa oferece uma alternativa antes que o limite geral de fechamento seja atingido. Também cabe a elas avisar a escola e organizar os cuidados e o aprendizado das crianças.

Alisha Chan, executiva de 45 anos e mãe de filhos de 17 e sete anos, descreveu o desgaste de verificar repetidamente os índices de poluição e os anúncios das escolas. Ela disse que mudanças feitas em cima da hora são especialmente difíceis para pais que não podem trabalhar de casa todos os dias.

Chan descreveu a incerteza em 14 de outubro:

Não podemos planejar com antecedência e precisamos tomar providências de última hora, o que é estressante para uma mãe que trabalha em período integral. Estou exausta e com dor de cabeça por causa de todas essas mudanças de última hora, pois não somos funcionários que podem trabalhar de casa todos os dias.

Mak Chee Kin, presidente do Grupo de Ação de Melaka para Pais na Educação, pediu que as autoridades anunciem os fechamentos com mais antecedência, de preferência até o meio-dia do dia anterior. O pedido reflete o tempo de preparação necessário para pais, professores e responsáveis pelo transporte escolar.

Ameirul Azraie Mustadza, pai de cinco filhos e presidente de uma associação de pais e professores, também pediu comunicação em tempo hábil e respostas que levem em conta as condições vividas pelas crianças. Pais citaram irritação nos olhos, desconforto na garganta e dificuldade para respirar como motivos de preocupação, mesmo enquanto aguardavam decisões oficiais.

Aumentam as pressões sobre cuidados infantis e aprendizado

O fechamento das escolas em Johor por uma semana deu às famílias mais previsibilidade em relação aos horários escolares, mas criou outras dificuldades. Pais que trabalham do outro lado da fronteira, em Singapura, ainda precisavam encontrar um lugar seguro para os filhos durante jornadas longas e, às vezes, imprevisíveis.

Shahruddin Haeal Helmy Mohd Noh, caminhoneiro de 39 anos que mora em Iskandar Puteri, disse que ele e a esposa trabalham em Singapura. Durante o fechamento, levaram os dois filhos para a casa dos avós, enquanto os horários de trabalho e o trânsito na fronteira complicavam o planejamento.

Fariza Mohd, subgerente de um centro particular de cuidados em Pasir Gudang, relatou aumento da carga de trabalho. Normalmente, o centro atendia 40 alunos divididos entre os turnos da manhã e da tarde. Durante o fechamento, de 25 a 30 crianças passaram o dia todo no local, e os três funcionários também tiveram de supervisionar as aulas.

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O fechamento das escolas pode, portanto, transferir para as famílias, os avós e os centros de cuidados a responsabilidade pelas aulas. Noor Azimah Abdul Rahim, presidente do Grupo de Ação dos Pais pela Educação, afirmou que as escolas devem considerar o acesso a dispositivos, conexão à internet e apoio, especialmente entre famílias em situação de vulnerabilidade.

Fadhlina citou a experiência durante a Ordem de Controle de Movimento, quando foi difícil recuperar o aprendizado perdido. A decisão sobre a educação envolve duas necessidades imediatas: reduzir a exposição das crianças ao ar poluído e manter o acesso às aulas quando a frequência normal é interrompida.

Unidades de saúde registram aumento de doenças

Dzulkefly disse ao Parlamento que o monitoramento em 78 unidades de saúde sentinela havia registrado aumento de doenças associadas à fumaça. Unidades sentinela são locais selecionados para acompanhar padrões de doenças, e não representam a contagem de todos os pacientes do país.

Na semana epidemiológica 36, as unidades registraram 7.065 casos de infecção das vias aéreas superiores, um aumento de 167%; 1.117 casos de asma, alta de 127%; e 334 casos de conjuntivite, aumento de 83%. As infecções das vias aéreas superiores afetam áreas como o nariz e a garganta. Conjuntivite é a inflamação do tecido fino que cobre a parte branca dos olhos e reveste as pálpebras.

Na semana epidemiológica 40, o ministério registrou 5.613 casos de infecção das vias aéreas superiores e descreveu o número como quase 60% maior. Os períodos usados como base para calcular os aumentos percentuais não foram especificados nos dados divulgados pelo ministro.

O número de casos na semana 40 ficou 1.452 abaixo dos 7.065 registrados na semana 36, uma queda de cerca de 21%. Os dados mostram uma redução entre essas duas semanas, enquanto o ministério continuou relatando aumento de doenças em relação ao período usado como base de comparação.

O Centro de Preparação e Resposta a Crises intensificou a vigilância a partir da semana epidemiológica 32, de 9 a 15 de agosto. A Sala Nacional de Operações contra a Fumaça foi ativada em 4 de setembro para coordenar o monitoramento e as medidas de saúde pública.

O ministério também acrescentou 841 unidades de AeroChamber para adultos, 396 unidades pediátricas e 556 nebulizadores. Os AeroChambers ajudam pacientes a inalar medicamentos de um inalador; nebulizadores transformam medicamentos líquidos em uma névoa que pode ser inalada.

Proteção imediata e cobranças por responsabilização

O Ministério da Saúde recomendou que as pessoas reduzam a atividade física ao ar livre e permaneçam em ambientes fechados sempre que possível. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas foram apontados como grupos mais vulneráveis à exposição prolongada.

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Os empregadores devem fornecer máscaras N95 aos funcionários que trabalham ao ar livre, afirmou o ministério, e a população foi incentivada a usá-las fora de casa. A N95 é um respirador projetado para filtrar partículas finas suspensas no ar quando está bem ajustado. Assim, os locais de trabalho têm uma responsabilidade específica, além das restrições que afetam escolas e reuniões públicas.

A fumaça na região tem sido associada a incêndios em Sumatra e Kalimantan, na Indonésia, em meio a um período prolongado de calor e seca relacionado a um El Niño forte. Ativistas malaios têm cobrado medidas contra as empresas e as relações financeiras ligadas a esses incêndios.

O Greenpeace Malásia e outros grupos ambientais e da sociedade civil levaram essas cobranças ao Parlamento em 7 de outubro. As propostas incluíam investigar vínculos empresariais com os incêndios, divulgar provas e fazer cumprir as normas ambientais.

Os ativistas também pediram uma Lei do Ar Limpo que combata a poluição ligada a empresas malaias que operam no exterior. Essa legislação continua sendo uma reivindicação dos ativistas, enquanto famílias e escolas enfrentam as consequências imediatas do ar poluído.

Adam Azlan, ativista de campanhas estratégicas globais do Greenpeace, destacou o papel dos governos que aprovam licenças de operação e das instituições financeiras que supervisionam o financiamento das empresas. A campanha amplia a responsabilidade para além das famílias, que podem mudar a rotina e reduzir a exposição, mas dependem das autoridades públicas e das empresas para combater os incêndios.

Principais pontos

  • O Ministério da Saúde determinou o fechamento de instituições de ensino, incluindo escolas e centros de educação infantil, quando o API superar 200.
  • As restrições a atividades ao ar livre começam com índices de poluição mais baixos, antes do limite geral para fechamento.
  • O Ministério da Educação voltou a seguir o Plano Nacional de Ação contra a Fumaça após adotar temporariamente limites mais baixos para o fechamento.
  • Pais podem manter os filhos em casa por preocupações com a saúde, desde que avisem a administração da escola.
  • Oito distritos educacionais de Selangor tiveram fechamento em 16 de outubro, e as escolas receberam autorização para remarcar as avaliações UASA adiadas.
  • O monitoramento de saúde em 78 unidades registrou aumentos de infecções respiratórias, asma e conjuntivite.
  • Empregadores devem fornecer máscaras N95 a trabalhadores que atuam ao ar livre, enquanto ativistas pedem maior responsabilização das empresas pela poluição causada pela fumaça.
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