Um pedido, três pagamentos previdenciários
O Cazaquistão permitirá que pessoas que atingirem a idade de aposentadoria solicitem três pagamentos previdenciários por meio de um único pedido a partir de 24 de outubro de 2026. As mudanças também dão aos solicitantes tempo para corrigir documentos, mantendo a data original do pedido. O prazo será de até 10 dias úteis para a aposentadoria por idade e de oito para a pensão básica estatal.
Conteúdo
- Um pedido, três pagamentos previdenciários
- O que os três pagamentos cobrem
- Pausa para corrigir informações ausentes ou incorretas
- Quanto tempo levará a decisão sobre a pensão
- Quando um pedido pode ser recusado
- Como comprovar períodos sem registros de contribuição
- Contribuições antigas têm regras específicas de contagem
- Correções do auxílio-funeral começam em outubro
- Avaliação da necessidade financeira começa em janeiro
- Principais pontos
O pedido combinado abrangerá pagamentos do Fundo Único de Pensão Acumulativa, a pensão básica estatal e os pagamentos de aposentadoria por idade. Os solicitantes poderão optar por esse serviço combinado ou continuar fazendo pedidos separados. Quem usar a nova opção solicitará os três pagamentos em um único pedido, mas a elegibilidade para cada um continuará sendo avaliada.
O ministro do Trabalho e da Proteção Social, Askar Yertayev, assinou a Ordem nº 390 em 6 de outubro de 2026, introduzindo as mudanças. A maioria das alterações nos pedidos entrará em vigor em 24 de outubro. Uma mudança separada começará em 1º de janeiro de 2027, quando a elegibilidade para o auxílio-funeral dependerá de uma avaliação da necessidade financeira.
Os procedimentos previdenciários fazem parte das regras previdenciárias do ministério, aprovadas pela Ordem nº 232, de 22 de junho de 2023, do vice-primeiro-ministro e ministro do Trabalho e da Proteção Social, e registradas sob o nº 32890. Essas regras definem os diferentes pagamentos previdenciários, descrevem o princípio do pedido único e estabelecem como os registros previdenciários são verificados.
Para os solicitantes, duas mudanças práticas se destacam: vários pedidos poderão ser reunidos, e um erro que possa ser corrigido poderá levar a uma suspensão temporária, em vez de exigir o reinício imediato do processo. Famílias que organizarem um funeral também terão um breve prazo para correções, embora os prazos desse benefício sejam muito mais curtos.
O que os três pagamentos cobrem
O Fundo Único de Pensão Acumulativa realiza pagamentos relacionados às contribuições previdenciárias acumuladas em nome de cada pessoa. As regras do ministério os descrevem como pagamentos a pessoas para as quais foram feitas as contribuições previdenciárias obrigatórias, ocupacionais, patronais ou voluntárias pertinentes.
A pensão básica estatal é um pagamento mensal disponível ao atingir a idade de aposentadoria estabelecida pelo Código Social. Sua avaliação envolve a verificação do período de participação da pessoa no sistema previdenciário, o que pode exigir registros de emprego e de outros períodos que atendam aos requisitos.
Os pagamentos de aposentadoria por idade têm uma base histórica diferente. As regras os definem como pagamentos a pessoas com pelo menos seis meses de tempo de serviço em 1º de janeiro de 1998, calculados proporcionalmente ao tempo de serviço que atende aos requisitos. Assim, o histórico profissional anterior a essa data pode ser fundamental para essa parte do pedido.
O procedimento combinado reúne esses pedidos em uma única solicitação. Na prática, isso reduz a repetição de tarefas para quem solicita, enquanto as autoridades continuam verificando os registros necessários para os diferentes pagamentos. A Corporação Estatal Governo para os Cidadãos é o canal para pedidos de pensão descrito nas regras, e a pensão básica também pode ser solicitada pelo portal do governo.
Pausa para corrigir informações ausentes ou incorretas
Os funcionários que verificam os pedidos de pensão examinarão se a documentação está completa, se as cópias eletrônicas correspondem aos originais e se as informações conferem com os registros digitais do governo. Erros, imprecisões ou informações ausentes podem levar à inclusão em uma lista digital de espera.
A lista de espera registra o pedido enquanto o processamento fica suspenso. O solicitante recebe uma notificação explicando a pausa e tem um prazo para corrigir os problemas identificados. Durante esse período, os documentos, inclusive os originais, são devolvidos ao solicitante, em vez de ficarem retidos pela corporação estatal.
Quem solicitar pagamentos de aposentadoria por idade terá até 10 dias úteis para fazer as correções. Para a pensão básica estatal, o prazo será de até oito dias úteis. Dias úteis são os dias considerados de expediente oficial; portanto, esses períodos não devem ser interpretados como dias corridos consecutivos.
Quem corrigir os problemas dentro do prazo permitido manterá como data do pedido a data do primeiro envio. O processamento será então retomado. Se o prazo não for cumprido, o pedido e os documentos poderão ser recusados.
O mesmo mecanismo de lista de espera será aplicado aos pedidos da pensão básica enviados pela internet. Manter a data original é particularmente útil quando a pessoa precisa obter uma segunda via de um certificado ou resolver uma divergência nos registros sem ter de reiniciar o pedido.
Quanto tempo levará a decisão sobre a pensão
O prazo geral do serviço continuará sendo de 10 dias úteis para os pagamentos de aposentadoria por idade e de oito dias úteis para a pensão básica. Dentro desse processo, a autoridade responsável pela concessão do pagamento tem um prazo menor para decidir após receber o processo eletrônico.
Essa autoridade deverá decidir sobre os pagamentos de aposentadoria por idade em até cinco dias úteis após receber o processo. Para a pensão básica, o prazo correspondente será de quatro dias úteis. O processo eletrônico é o conjunto de documentos digitais preparado para análise da autoridade.
O prazo para correções e o prazo do serviço são contagens separadas. O tempo gasto para corrigir um pedido não é contabilizado no prazo do serviço; por isso, um processo incluído na lista de espera pode levar mais tempo no total do que os 10 ou oito dias úteis previstos.
Por exemplo, um pedido de aposentadoria por idade que use todo o prazo para correções pode incluir uma pausa de até 10 dias úteis, além do período normal de processamento. Os cinco dias úteis previstos para a decisão da autoridade fazem parte do procedimento geral do serviço, e não são um prazo adicional que os solicitantes devam somar automaticamente ao total.
Quando um pedido pode ser recusado
Os solicitantes ainda precisam atender aos requisitos de elegibilidade e fornecer informações confiáveis. Entre os motivos para recusar a concessão de uma pensão estão documentos ou informações incorretos, o não cumprimento das condições legais, a recusa em permitir o acesso a dados pessoais restritos necessários e a falta de correção dos problemas identificados dentro do prazo.
Na etapa de recebimento dos documentos, os problemas podem incluir documentação incompleta, documentos vencidos, documentos que vencerão até a data da decisão ou informações de identidade incompatíveis com os registros exigidos. As regras também permitem a recusa quando a pessoa não tem direito à pensão solicitada.
Assim, o novo procedimento dá aos solicitantes uma oportunidade definida para resolver problemas documentais que possam ser corrigidos, sem alterar as verificações já existentes sobre elegibilidade e validade dos documentos. Uma notificação de suspensão significa que é preciso tomar providências para que o processamento possa continuar.
No caso de pedidos da pensão básica feitos pela internet, o sistema verificará a idade de aposentadoria, se as informações estão completas e se o pagamento já foi concedido ou se já há um pedido em análise. Também verificará se foi concedido ou solicitado um benefício social estatal por perda do provedor. Depois de obter os documentos eletrônicos comprobatórios, o solicitante poderá assinar com uma assinatura digital eletrônica. A confirmação do recebimento será enviada pela conta pessoal.
Como comprovar períodos sem registros de contribuição
Em geral, os períodos cobertos por contribuições previdenciárias obrigatórias serão verificados por meio do banco de dados centralizado. Os registros de contribuições do governo são, portanto, o ponto de partida habitual para estabelecer o histórico previdenciário pertinente.
Trabalhadores cujos empregadores pagaram as contribuições com atraso ou de forma incompleta têm outras maneiras de comprovar os períodos afetados. Dependendo das circunstâncias, podem apresentar um certificado do empregador ou de seu sucessor legal, registros de arquivo relativos às contribuições ou uma decisão judicial. Os períodos de contribuição devem corresponder às informações de emprego dos documentos usados para comprovar o tempo de serviço.
Os períodos em que o governo aplicou um coeficiente zero às alíquotas de contribuição exigem um certificado do empregador. Um coeficiente zero significa que a alíquota de contribuição foi reduzida a zero por decisão do governo, tornando necessário confirmar a atividade correspondente.
O banco de dados centralizado também confirmará os períodos em que a pessoa recebeu um pagamento social por perda de renda durante um estado de emergência ou a aplicação de medidas restritivas. Assim, diferentes tipos de períodos que atendem aos requisitos têm diferentes formas de comprovação.
Contribuições obrigatórias pagas em excesso ou por engano, que já tenham sido contabilizadas na concessão de uma aposentadoria por idade, não poderão ser reembolsadas posteriormente. Quem tiver registros desse tipo tem um motivo concreto para esclarecer dúvidas sobre seu histórico de contribuições durante o processo de avaliação.
Contribuições antigas têm regras específicas de contagem
As contribuições pagas antes de 1º de julho de 2006 recebem tratamento específico para determinadas categorias de trabalhadores. Entre elas estão empresários individuais, profissionais autônomos, pessoas que recebem rendimentos por contratos civis e integrantes ou responsáveis por empresas camponesas e agrícolas.
No período fiscal pertinente, o pagamento de pelo menos o valor anual obrigatório estabelecido em contribuições previdenciárias permite contabilizar um ano de participação no sistema previdenciário de capitalização. Quando o valor pago foi menor, o período creditado é calculado proporcionalmente ao montante efetivamente contribuído.
A regra vincula o tempo creditado ao valor de contribuição exigido. Quem pagou menos do que o valor anual estabelecido recebe um período proporcionalmente menor, em vez de um ano completo automaticamente. O limite anual depende das regras aplicáveis ao período em questão.
Várias transferências referentes ao mesmo mês não podem gerar meses adicionais de participação previdenciária. Cada mês do calendário é contabilizado apenas uma vez. Para quem contribuiu de forma irregular, tanto os valores transferidos quanto os períodos a que se referem são relevantes na avaliação do histórico.
Correções do auxílio-funeral começam em outubro
A partir de 24 de outubro, a lista digital de espera também será aplicada aos pedidos do auxílio-funeral de pagamento único, custeado pelo orçamento republicano. O prazo para correções dependerá do canal usado para solicitar o benefício.
Quem fizer o pedido pela Corporação Estatal Governo para os Cidadãos terá até três dias úteis para resolver os problemas. Quem usar o portal on-line terá até um dia útil. Portanto, o prazo pelo portal é dois dias úteis menor do que o concedido para pedidos feitos pela corporação estatal.
Somente a pessoa que organizou o funeral poderá fazer o pedido. Os canais disponíveis são a corporação estatal, o portal do governo e um serviço proativo por celular.
A mudança de outubro diz respeito ao tratamento dos pedidos com erros. A avaliação da necessidade financeira começará mais tarde, em 1º de janeiro de 2027. É importante distinguir essas datas para que as famílias não esperem que o novo critério de elegibilidade comece ao mesmo tempo que o procedimento de correção.
Avaliação da necessidade financeira começa em janeiro
A partir de 1º de janeiro de 2027, o auxílio-funeral será submetido a uma avaliação de renda e patrimônio, conforme o Código Social. Esse tipo de avaliação considera a situação financeira para determinar se o solicitante tem direito à assistência.
A avaliação usará o Cartão Digital da Família, uma ferramenta do governo para analisar as circunstâncias familiares. Será negado o benefício aos solicitantes classificados no nível A, descrito como alto, ou no nível B, descrito como abastado. A explicação do ministério sobre essas categorias descreve uma avaliação que combina renda, patrimônio e estabilidade social, em vez de se basear em um único indicador.
Um dos critérios financeiros é ter recursos equivalentes a pelo menos sete mínimos de subsistência por integrante da família. Uma renda alta, por si só, não coloca automaticamente uma família nas categorias A ou B. Entre os critérios patrimoniais estão a propriedade de vários imóveis residenciais com área total de pelo menos 120 metros quadrados condicionais por pessoa, além de imóveis comerciais. Ser dono de um único apartamento ou de um carro não resulta automaticamente em nenhuma das duas classificações.
O Cartão Digital da Família também considera veículos de luxo, participação em empresas, propriedades rurais, agricultura familiar, emprego e obrigações de crédito. A ferramenta usa informações dos sistemas governamentais, e a classificação de uma família pode ser reavaliada quando houver mudanças em sua renda, composição, patrimônio ou outras circunstâncias. A partir de 1º de janeiro de 2027, o critério baseado na necessidade será aplicado apenas aos benefícios e medidas de apoio previstos em lei, com preservação das exceções legais.
Os solicitantes também deverão consentir com a coleta e o tratamento de dados pessoais, incluindo informações protegidas pelo sigilo bancário e informações sobre dívidas de crédito. A recusa em dar esse consentimento será motivo para negar o benefício. Portanto, o acesso a informações financeiras passará a fazer parte do processo de avaliação da elegibilidade ao auxílio-funeral.
As principais datas são:
- 22 de junho de 2023: a Ordem nº 232 aprovou as regras previdenciárias que servem de base ao sistema.
- 12 de julho de 2026: dispositivos específicos da Ordem Ministerial nº 193, de 26 de maio de 2026, entraram em vigor no âmbito dessas regras.
- 6 de outubro de 2026: a Ordem nº 390 introduziu as mudanças mais recentes nos pedidos.
- 24 de outubro de 2026: entram em vigor o pedido combinado de pensão e os novos procedimentos de correção.
- 1º de janeiro de 2027: o auxílio-funeral passa a depender da avaliação da necessidade financeira.
Principais pontos
- A partir de 24 de outubro de 2026, aposentados elegíveis poderão optar por um único pedido para pagamentos do fundo, a pensão básica e os pagamentos de aposentadoria por idade.
- Solicitantes de pensão poderão ter até 10 ou oito dias úteis para corrigir problemas, conforme o pagamento solicitado.
- Correções feitas dentro do prazo preservam a data original do pedido; o tempo para corrigir não é contabilizado no prazo do serviço.
- Os prazos gerais do serviço continuam sendo de 10 dias úteis para aposentadorias por idade e de oito para a pensão básica.
- Os registros de contribuição são normalmente verificados por meio do banco de dados centralizado, e documentos comprobatórios são aceitos em situações específicas.
- Para corrigir pedidos do auxílio-funeral, haverá até três dias úteis pelo canal da corporação estatal ou um dia útil pela internet.
- A partir de 1º de janeiro de 2027, solicitantes do auxílio-funeral classificados nos níveis A ou B serão excluídos pelo critério de necessidade financeira.
- As classificações do Cartão Digital da Família consideram em conjunto renda, patrimônio e circunstâncias sociais. Um dos critérios financeiros é ter pelo menos sete mínimos de subsistência por integrante da família, mas nenhum indicador isolado determina automaticamente as categorias A ou B.






