Malásia avalia ampliar uso de CFTV com reconhecimento facial após conversas sobre segurança com a China

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Malaysia Weighs Wider Facial Recognition CCTV Use After China Security Talks

Câmeras a cada 50 metros inspiram proposta de policiamento da Malásia

A Malásia avalia ampliar o uso de câmeras de CFTV com reconhecimento facial em áreas com altos índices de criminalidade e regiões turísticas, após o vice-primeiro-ministro Ahmad Zahid Hamidi discutir a tecnologia de policiamento da China com Wang Xiaohong, conselheiro de Estado chinês e ministro da Segurança Pública, em Pequim, em 14 de outubro de 2026. Zahid afirmou que câmeras instaladas a cerca de 50 metros umas das outras em áreas de alto risco na China ajudaram as autoridades a identificar e prender suspeitos em aproximadamente três minutos e 30 segundos.

Conteúdo
  1. Câmeras a cada 50 metros inspiram proposta de policiamento da Malásia
  2. Como funciona a abordagem de vigilância da China
  3. O que significam os tempos de prisão e as alegações sobre crimes
  4. A Malásia já tem experiência local
  5. As 10 mil câmeras de Kuala Lumpur são um exemplo de maior escala
  6. A rede faz mais do que reconhecer rostos
  7. O financiamento determinará onde a expansão começará
  8. Investigações sobre drogas sustentam a parceria mais ampla
  9. Cooperação contra fraudes cibernéticas vai além das câmeras de rua
  10. Principais pontos

A proposta ampliaria a vigilância já em operação na Malásia. Kuala Lumpur habilitou o reconhecimento facial em 10 mil câmeras de vigilância, após investir 500 milhões de ringgits malaios desde 2020. Zahid também citou um projeto-piloto de policiamento anterior em Iskandar Puteri, no estado de Johor, e o uso de sistemas semelhantes para combater furtos de bolsas em Bukit Bintang, em Kuala Lumpur.

Os recursos financeiros determinarão qualquer expansão adicional. Zahid afirmou que a Malásia poderia priorizar locais com alta incidência de crimes e grande fluxo de turistas, em vez de instalar a tecnologia em todas as sedes distritais da polícia. Ele planeja compartilhar com colegas do gabinete a experiência da China para que seja avaliada.

Zahid, que também é ministro do Desenvolvimento Rural e Regional da Malásia, conversou com jornalistas malaios após a reunião, durante uma visita de trabalho de cinco dias iniciada em 12 de outubro. As discussões foram além das câmeras e incluíram o compartilhamento de informações de inteligência, investigações sobre drogas e ações conjuntas contra fraudes em telecomunicações e crimes cibernéticos.

As conversas, portanto, reuniram duas abordagens de policiamento: o uso de câmeras e softwares para monitorar ruas específicas e o apoio às forças de segurança para rastrear redes criminosas além das fronteiras. A primeira se concentra em detectar atividades em determinado local; a segunda depende de investigadores compartilharem informações e coordenarem o trabalho entre países.

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Como funciona a abordagem de vigilância da China

Zahid descreveu a abordagem chinesa como "não onipresente", ou seja, a tecnologia ajuda a monitorar áreas sem exigir a presença física de agentes de segurança em todos os lugares. As câmeras oferecem uma visão contínua, enquanto os softwares ajudam as autoridades a identificar pessoas ou atividades que possam exigir atenção.

Câmeras de CFTV de alta definição captam imagens detalhadas. O software de reconhecimento facial analisa características do rosto e as compara com imagens armazenadas em um banco de dados. Para quem conhece as câmeras de segurança comuns, a principal diferença é que o sistema pode ajudar a procurar uma pessoa, em vez de deixar os policiais examinarem manualmente todas as gravações.

Ao explicar as lições que pretende levar de volta à Malásia, Zahid afirmou:

Estas são lições que aprendi e compartilharei com meus colegas do gabinete sobre como a tecnologia pode fortalecer nossa capacidade de prevenir crimes e proteger nosso país contra ameaças externas,

O espaçamento entre as câmeras descrito por ele, de aproximadamente 50 metros, dá uma ideia concreta da cobertura nos locais chineses em discussão. Câmeras frequentes podem oferecer imagens sucessivas à medida que alguém se desloca por uma área. Ainda cabe à polícia responder aos alertas, localizar suspeitos e realizar as prisões.

O que significam os tempos de prisão e as alegações sobre crimes

Zahid estimou em cerca de três minutos e 30 segundos o tempo necessário para identificar e deter suspeitos com o sistema chinês. Também afirmou que isso ocorre em menos de quatro minutos após um crime. As duas descrições apontam para o mesmo benefício alegado: reduzir o intervalo entre um incidente e a resposta policial.

Zahid também afirmou que o sistema pode reduzir os índices de criminalidade para menos de dois dígitos e até abaixo de um ponto percentual. Um ponto percentual mede a diferença entre duas porcentagens: uma queda de 5% para 4% é uma redução de um ponto percentual. Para compreender um índice de criminalidade, também é necessário saber o número de ocorrências, a população ou outra medida usada e o período comparado.

A expansão proposta na Malásia ainda não tem orçamento, data de implementação ou lista de locais anunciados, e Zahid não informou quando o gabinete discutirá o tema. Também não especificou os números de referência por trás da alegação sobre os índices de criminalidade, o período usado para medir os tempos de prisão nem as regras que regerão os bancos de dados faciais, o armazenamento de imagens e o acesso a elas.

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A Malásia já tem experiência local

Iskandar Puteri foi o local de um projeto-piloto de policiamento moderno lançado quando Zahid era ministro do Interior. Ele afirmou que a iniciativa contribuiu para reduzir o índice de criminalidade na região, tornando-se um exemplo que poderia ser citado na discussão sobre o uso mais amplo da tecnologia.

Bukit Bintang, uma importante área turística e comercial de Kuala Lumpur, foi outro exemplo. Zahid afirmou que sistemas semelhantes ajudaram a reduzir os furtos de bolsas no local. Sua proposta coloca os distritos turísticos ao lado das áreas com altos índices de criminalidade como prioridades para futuros investimentos.

Esses locais relacionam a proposta a uma preocupação cotidiana: a rapidez com que a polícia pode responder quando alguém é roubado em um espaço público movimentado. Um sistema que ajude a identificar um suspeito e rastrear seus deslocamentos pelas ruas próximas pode fornecer aos policiais informações mais úteis do que uma gravação isolada, analisada posteriormente.

O relato de Zahid também mostra que a decisão da Malásia diz respeito à extensão de uma abordagem já existente. O país tem experiência com projetos locais, enquanto sua capital opera agora uma rede integrada de câmeras muito maior.

As 10 mil câmeras de Kuala Lumpur são um exemplo de maior escala

Desde 2020, as autoridades de Kuala Lumpur investiram 500 milhões de ringgits, valor informado como US$ 125,9 milhões, para instalar e operar a rede de vigilância inteligente da cidade. O reconhecimento facial foi habilitado em todas as 10 mil câmeras, que cobrem vias principais, cruzamentos, espaços públicos e áreas comerciais.

Fadil Marsus, chefe da polícia de Kuala Lumpur, afirmou que o sistema melhorou em até 50% a detecção de suspeitos e deu suporte às investigações. Ele também disse que o sistema ajudou a aumentar a resolução de casos. A detecção de suspeitos diz respeito a encontrar ou identificar alguém procurado pela polícia; a resolução de casos envolve o trabalho mais amplo necessário para concluir uma investigação.

Dividir o investimento total por 10 mil câmeras resulta em 50 mil ringgits por câmera. Esse é um cálculo proporcional dos gastos com instalação e operação desde 2020, que também incluem softwares e infraestrutura de apoio da rede. Isso ajuda a explicar por que ampliar a cobertura exige mais gastos do que simplesmente comprar câmeras.

Fadlun Mak Ujud, prefeito de Kuala Lumpur, afirmou que a plataforma unificada substitui transmissões de vigilância que antes operavam separadamente. Reunir essas transmissões reduz lacunas de informação e permite às autoridades ter uma visão comum ao decidir como responder.

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A rede faz mais do que reconhecer rostos

As câmeras de Kuala Lumpur alimentam uma plataforma integrada que reúne reconhecimento facial, geofencing, análise comportamental e alertas emitidos em tempo real. Geofencing é a definição de um limite virtual ao redor de um local, de modo que atividades naquela área possam gerar uma notificação. A análise comportamental usa softwares para sinalizar movimentos ou padrões que exijam atenção.

A prefeitura de Kuala Lumpur e a Polícia Real da Malásia compartilham informações pelo sistema. Hannah Yeoh, ministra do Departamento do Primeiro-Ministro responsável pelos Territórios Federais, afirmou que a plataforma permite ajustar as estratégias de monitoramento com base em dados atuais e no retorno das equipes de segurança.

Em áreas turísticas, anúncios públicos automatizados em vários idiomas são transmitidos a cada 10 minutos para desestimular atividades inconvenientes. Esse é outro aspecto da abordagem descrita por Zahid: as autoridades podem se comunicar com as pessoas em determinado local sem manter um agente em cada ponto.

A mesma rede também permite monitorar congestionamentos, emergências e riscos de enchentes. A experiência de Kuala Lumpur, portanto, reúne várias tarefas municipais em uma única plataforma, além do trabalho policial que é central à expansão proposta por Zahid.

O financiamento determinará onde a expansão começará

Zahid apontou as limitações orçamentárias como um obstáculo à implementação em todo o país. A resposta sugerida por ele foi concentrar recursos nos locais com alta incidência de crimes e nas áreas turísticas, em vez de buscar cobertura em todas as sedes distritais da polícia.

Ao falar sobre como recursos financeiros adicionais poderiam afetar o alcance do programa, Zahid afirmou:

Talvez, no futuro, se tivermos mais recursos financeiros, possamos ampliar ainda mais o policiamento moderno, priorizando as áreas com altos índices de criminalidade em vez de implementá-lo em todas as sedes distritais da polícia,

Os gastos de Kuala Lumpur oferecem uma referência útil para essa decisão. O investimento de 500 milhões de ringgits foi acumulado desde 2020 e cobriu a instalação e a operação. Estender recursos semelhantes a outras regiões exigiria conectar câmeras, manter equipamentos, operar softwares e garantir que a polícia possa agir com base nas informações recebidas.

Os acontecimentos se distribuem ao longo de vários anos:

  • Desde 2020: as autoridades de Kuala Lumpur investiram 500 milhões de ringgits na instalação e operação de câmeras de CFTV inteligentes.
  • Agosto de 2025: as operações Black Ash e Blackwood apreenderam mais de 1,03 tonelada de citrato de fentanila, com apoio de informações de inteligência da China.
  • 12 de outubro de 2026: Zahid iniciou sua visita de trabalho à China.
  • 14 de outubro de 2026: Zahid se reuniu com Wang Xiaohong, em Pequim, e apresentou possíveis planos de expansão da vigilância e de estreitamento da cooperação entre as forças de segurança.
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Investigações sobre drogas sustentam a parceria mais ampla

Malásia e China concordaram em ampliar o compartilhamento de informações de inteligência, fortalecer as capacidades de segurança e intensificar os esforços conjuntos contra redes criminosas que atuam além das fronteiras nacionais. Zahid citou uma apreensão anterior de drogas como exemplo dos resultados dessa cooperação.

Segundo Zahid, as operações Black Ash e Blackwood resultaram na apreensão de mais de 1,03 tonelada de citrato de fentanila em agosto de 2025. Ele afirmou que o compartilhamento de informações de inteligência entre a polícia malaia e a Comissão Nacional de Controle de Narcóticos da China ajudou na operação.

Ao descrever o valor da atuação coordenada das forças de segurança, Zahid afirmou:

Este êxito demonstra que, quando as informações de inteligência são compartilhadas, as operações são coordenadas e as forças de segurança trabalham juntas, as redes criminosas internacionais podem ser desmanteladas de forma mais eficaz,

A Malásia também propôs a criação de um grupo de trabalho conjunto entre o Departamento de Investigação Criminal de Narcóticos da Polícia Real da Malásia e as autoridades chinesas de combate às drogas. Zahid afirmou que a proposta teve uma resposta positiva e serviria de base para coordenar investigações, trocar informações de inteligência e realizar treinamentos conjuntos.

Um grupo de trabalho daria a essas tarefas uma estrutura organizacional permanente. A proposta vincula a apreensão anterior a planos de cooperação contínua, em vez de limitar os contatos a investigações pontuais.

Cooperação contra fraudes cibernéticas vai além das câmeras de rua

Malásia e China também concordaram em aprofundar a cooperação operacional contra fraudes em telecomunicações e crimes cibernéticos. O trabalho planejado inclui compartilhamento de informações, investigações coordenadas e desenvolvimento de conhecimentos técnicos para combater organizações criminosas cada vez mais sofisticadas.

Fraudes em telecomunicações envolvem enganar pessoas por canais como ligações telefônicas e mensagens. Crimes cibernéticos usam serviços e sistemas digitais para lesar vítimas. Investigar esses crimes pode exigir que órgãos de diferentes países conectem informações sobre suspeitos, comunicações e atividades criminosas.

Zahid afirmou que a participação da Malásia na Aliança Internacional de Combate a Fraudes em Telecomunicações e Cibernéticas criaria novas oportunidades de ações conjuntas com a China e outros países. Ele também disse que a cooperação em cibersegurança, treinamento técnico e competências especializadas continuará sendo discutida à medida que os métodos criminosos mudarem.

As conversas em Pequim situam a proposta de CFTV em uma relação de segurança mais ampla. As câmeras podem ajudar a polícia a acompanhar acontecimentos em uma rua ou espaço público, enquanto o compartilhamento de informações de inteligência e as investigações coordenadas ajudam as autoridades a perseguir redes cujas atividades atravessam fronteiras.

Zahid afirmou que proteger os malaios, combater organizações criminosas e preservar os interesses nacionais e a soberania continuam sendo prioridades do governo. Ele disse que a cooperação em segurança será ampliada sem comprometer a soberania da Malásia.

Principais pontos

  • A Malásia avalia ampliar o uso de câmeras de CFTV com reconhecimento facial em áreas com altos índices de criminalidade e regiões turísticas, após a reunião de Zahid com Wang Xiaohong em 14 de outubro de 2026.
  • Zahid descreveu câmeras chinesas instaladas a cerca de 50 metros umas das outras e a identificação e prisão de suspeitos em aproximadamente três minutos e 30 segundos.
  • Kuala Lumpur já conta com reconhecimento facial em 10 mil câmeras, após um investimento de 500 milhões de ringgits desde 2020.
  • As limitações orçamentárias favorecem uma expansão direcionada, e a experiência da China será compartilhada com colegas do gabinete.
  • A Malásia propôs um grupo de trabalho conjunto de combate às drogas e concordou com a China em intensificar as ações contra fraudes em telecomunicações e crimes cibernéticos.
  • Zahid citou a apreensão, em agosto de 2025, de mais de 1,03 tonelada de citrato de fentanila como resultado da cooperação em inteligência.
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