Ataque a facadas em complexo comercial de Incheon deixa ao menos oito feridos e leva à revisão do monitoramento eletrônico

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Incheon shopping complex stabbing injures at least eight as electronic monitoring comes under review

Ataque ocorreu após reunião com agente de condicional

Um homem de 59 anos acusado de esfaquear clientes em um complexo comercial de Incheon havia almoçado com seu agente de condicional apenas 70 minutos antes do início do ataque, segundo o Ministério da Justiça da Coreia do Sul. O suspeito já usava uma tornozeleira eletrônica após cumprir pena de prisão por tentativa de assassinato da ex-esposa.

Conteúdo
  1. Ataque ocorreu após reunião com agente de condicional
  2. O que se sabe sobre as vítimas
  3. Trajeto pelo prédio é controverso
  4. Clientes usaram cadeiras para conter o agressor
  5. Condenação anterior e discussão recente em hospital
  6. Horários da supervisão na manhã do ataque
  7. Medicação e motivação seguem sem esclarecimento
  8. O que será analisado na revisão do monitoramento
  9. Resposta policial e contexto mais amplo de segurança
  10. Principais pontos

Pelo menos oito pessoas ficaram feridas no ataque, por volta das 13h40 de terça-feira, 13 de outubro de 2026, em um prédio que abriga o supermercado Homeplus Guwol, no distrito de Namdong. Uma mulher na casa dos 20 anos chegou ao hospital em parada cardíaca e passou por uma cirurgia de emergência. Comerciantes e clientes usaram cadeiras para conter o agressor antes de a polícia prendê-lo.

Os relatos divergem sobre o total de vítimas. Um relato em coreano informa que foram nove feridos, enquanto outros, incluindo números atribuídos à polícia e aos bombeiros, apontam oito. As oito vítimas foram descritas como seis mulheres e dois homens. Não há uma explicação confirmada para a diferença.

A Delegacia de Polícia de Namdong, em Incheon, investigava o homem por suspeita de tentativa de assassinato e outros crimes. Seu nome não havia sido divulgado. A polícia analisava seus deslocamentos pelo prédio, substâncias encontradas entre seus pertences e uma possível ligação com uma discussão anterior em um hospital.

O Ministério da Justiça pediu desculpas e anunciou uma revisão tanto da supervisão do suspeito quanto do sistema mais amplo de monitoramento eletrônico. O relato do ministério sobre uma sessão de aconselhamento, uma reunião de condicional e o almoço na manhã do ataque coloca o horário do contato com as autoridades no centro dessa revisão.

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O que se sabe sobre as vítimas

O Corpo de Bombeiros de Incheon informou que uma mulher na casa dos 20 anos passou por cirurgia após chegar a um hospital próximo em parada cardíaca. Parada cardíaca significa que o coração deixou de bombear sangue de forma eficaz. É uma emergência médica, mas essa descrição, por si só, não confirma que a pessoa morreu.

Não foi informado o estado posterior da mulher. As outras vítimas também foram levadas a hospitais, mas os bombeiros não divulgaram de imediato avaliações detalhadas dos ferimentos. Alguns relatos descreveram lesões nas costas e nos ombros.

Um relato listou as oito vítimas como duas mulheres na casa dos 20 anos, um homem na casa dos 30, quatro pessoas na casa dos 40 e uma mulher na casa dos 50. Essas idades não identificam uma nona vítima nem resolvem a divergência nos totais. Manchetes que mencionam uma pessoa em parada cardíaca e outras sete feridas descrevem oito vítimas, não sete.

As autoridades montaram um centro médico de emergência no primeiro andar do prédio para atender outras possíveis vítimas. Os relatos não trouxeram uma atualização final sobre quantas vítimas continuavam hospitalizadas ou quantas precisariam de novas cirurgias.

Trajeto pelo prédio é controverso

O ataque ocorreu em vários andares de um complexo que abriga um supermercado, áreas de alimentação e um cinema. Vários relatos afirmam que o suspeito tinha facas presas às duas mãos e atacou pessoas enquanto se deslocava pelas escadas rolantes.

Relatos da polícia situam parte do ataque em uma escada rolante entre o segundo subsolo, onde fica o Homeplus, e o segundo andar acima do térreo. Outros relatos de testemunhas dizem que a violência começou em uma loja de descontos no subsolo e continuou nos andares superiores.

Um relato em coreano apresenta outra sequência: uma mulher na casa dos 40 anos ficou ferida no térreo, seguida por sete pessoas na praça de alimentação e na área de estacionamento do segundo andar; depois, uma mulher na casa dos 50 anos foi ferida em uma escada rolante. Esse relato situa um cinema no terceiro andar, enquanto a testemunha Nah Hyun-joon descreveu o suspeito indo em direção a um cinema no quarto andar.

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Essas diferenças deixam sem esclarecimento o ponto exato em que o ataque começou e o trajeto completo. A maioria dos relatos situa o início por volta das 13h40. Uma reportagem diz que o incidente foi comunicado por volta das 13h50, o que pode indicar o horário do aviso, e não um horário de início diferente. A polícia não havia conciliado publicamente as descrições dos andares.

Clientes usaram cadeiras para conter o agressor

Nah Hyun-joon, testemunha que ajudou a imobilizar o suspeito, contou que o viu atacar cerca de quatro pessoas na praça de alimentação do segundo andar antes de subir ao terceiro andar e esfaquear pelo menos uma mulher. Nah disse que várias pessoas bloquearam com cadeiras o caminho do suspeito em direção ao cinema.

Segundo Nah, pessoas que estavam acima do suspeito bloquearam o topo de uma escada rolante, enquanto outras o cercaram por baixo. Por fim, elas o derrubaram com cadeiras perto da entrada da escada rolante do terceiro andar e retiraram suas facas antes da chegada da polícia.

Nah descreveu o agressor como silencioso e aparentemente atacando as pessoas que encontrava, sem anunciar uma queixa ou escolher as vítimas de forma evidente.

Ele simplesmente saiu por aí esfaqueando as pessoas”, disse Nah. “Não falou nada. Só esfaqueou quem via.

O relato explica como civis puseram fim ao ataque, mas não esclarece a motivação do suspeito. A polícia ainda investigava se alguma das vítimas tinha ligação com ele. Outro relato de testemunha disse que as facas estavam presas com fita adesiva e que havia outras facas dentro da bolsa dele. Esses detalhes precisam ser confirmados pela investigação.

Condenação anterior e discussão recente em hospital

O suspeito havia sido condenado a quatro anos de prisão por tentativa de assassinato em 2015 e foi solto em 2019. Os relatos identificam a vítima daquele ataque anterior como sua ex-esposa. Após a soltura, ele passou a ser monitorado eletronicamente por um período que se estenderia até fevereiro de 2029.

O relato em coreano informa que o monitoramento terminaria em 23 de fevereiro de 2029. Outros relatos especificam apenas fevereiro de 2029 ou o ano de 2029. Os quatro anos de prisão e os dez anos de monitoramento são períodos distintos, e não indicam que ele tenha cumprido uma pena de dez anos de prisão.

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O Ministério da Justiça informou que, no mês anterior, o suspeito também havia sido fichado sob suspeita de portar uma arma durante um protesto em frente a um hospital de Incheon. Segundo o ministério, ele usou uma faca de cozinha para furar um cartaz de protesto em um hospital onde havia uma disputa sobre tratamento médico. Ser fichado significa que a polícia abriu um caso criminal; isso não equivale a uma condenação.

O ministério também afirmou que ele não havia cometido outros delitos enquanto estava sob supervisão. Essa declaração vem acompanhada do relato sobre a investigação recente envolvendo uma arma. A distinção entre um crime suspeito ainda sob investigação e um crime comprovado pode ser importante, mas a explicação divulgada pelo ministério não esclareceu a questão. A polícia pretendia investigar se a discussão no hospital tinha relação com o ataque ao complexo comercial.

Horários da supervisão na manhã do ataque

O Ministério da Justiça forneceu horários incomumente detalhados sobre o contato do suspeito com as autoridades naquele dia. Segundo o relato do ministério, um agente de condicional confirmou que ele havia tomado a medicação e almoçou com ele antes de se despedirem.

  • 2015: O suspeito foi condenado a quatro anos de prisão por tentativa de assassinato.
  • 2019: Ele foi solto e passou a ser monitorado eletronicamente.
  • No mês anterior ao ataque: A polícia o fichou por suspeita de porte de arma durante um protesto em um hospital.
  • 13 de outubro, das 10h às 11h: Ele participou de uma sessão de aconselhamento.
  • Das 11h20 às 11h55: Ele se reuniu com seu agente de condicional.
  • Até as 12h30: O agente almoçou com ele depois de confirmar que havia tomado a medicação.
  • Por volta das 13h40: Começou o ataque ao complexo comercial.
  • Fevereiro de 2029: O monitoramento eletrônico deveria terminar.

O intervalo entre o fim do almoço e o início informado do ataque foi de uma hora e dez minutos. Esse cálculo não mostra o que o agente poderia ter previsto. Ele identifica, porém, um período curto em que os investigadores precisarão reconstituir os deslocamentos do suspeito e determinar quando e como ele conseguiu ou preparou as armas.

Medicação e motivação seguem sem esclarecimento

A polícia informou ter encontrado uma grande quantidade de drogas entre os pertences do suspeito. Segundo relatos, ele disse aos investigadores que havia consumido drogas no momento do ataque. A polícia pretendia encaminhar as substâncias para análise.

As substâncias não haviam sido identificadas publicamente. O termo drogas nesses relatos não esclarece se eram medicamentos prescritos, substâncias ilícitas ou outra coisa. A confirmação do agente de que o suspeito havia tomado a medicação mais cedo naquele dia também não comprova o que ele tomou depois nem quais foram os efeitos.

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O Ministério da Justiça informou que ele recebia tratamento para dependência de álcool e doenças mentais não especificadas. Não foram divulgados diagnóstico, avaliação clínica ou parecer médico que relacionasse esses quadros ao ataque. Portanto, o histórico de tratamento não deve ser tratado como uma explicação comprovada para a violência.

A polícia considerava a possibilidade de um crime planejado, inclusive diante do relato de que havia facas presas às mãos do suspeito e outras armas com ele. A preparação, porém, não explica por si só por que ele atacou nem se escolheu vítimas específicas. Os investigadores não haviam estabelecido publicamente uma motivação.

O que será analisado na revisão do monitoramento

O programa de monitoramento eletrônico da Coreia do Sul abrange pessoas condenadas por crimes como assassinato e usa GPS para rastrear sua localização em tempo real. Um sinal de localização pode mostrar onde uma pessoa está, mas não revela diretamente se ela está carregando uma arma ou pretende atacar alguém.

O Ministério da Justiça afirmou que as autoridades não detectaram nenhuma tentativa do suspeito de destruir o dispositivo de monitoramento. Isso torna a revisão anunciada mais ampla do que uma análise sobre o funcionamento físico da tornozeleira. Ela inclui a supervisão do suspeito, o tratamento de informações recentes que poderiam servir de alerta e os procedimentos relativos ao monitoramento eletrônico.

Em seu pedido de desculpas, o Ministério da Justiça reconheceu a preocupação pública com um ataque cometido por alguém que já estava sob supervisão.

“Pedimos sinceras desculpas pela grande preocupação pública causada pelo ataque com faca cometido por uma pessoa sob monitoramento eletrônico”, afirmou o ministério.

O ministério se comprometeu a revisar a supervisão do suspeito e os procedimentos de monitoramento de forma mais ampla. Não anunciou conclusões, não apontou uma falha técnica específica nem informou uma data para a conclusão da revisão. Também não explicou publicamente se o incidente anterior no hospital levou a mudanças na supervisão do suspeito.

Resposta policial e contexto mais amplo de segurança

Kim Jong-chul, chefe interino da Agência Nacional de Polícia, orientou a polícia a conduzir uma investigação rápida e minuciosa durante uma reunião virtual com chefes de agências policiais. Ele também determinou o reforço das medidas de prevenção, com efetivo policial suficiente em locais públicos lotados.

A polícia local pretendia pedir um mandado de prisão preventiva após interrogar o suspeito. Essa seria uma etapa judicial posterior à prisão no local, e não uma decisão sobre culpa. Não foram informados a data de uma audiência nem o prazo para uma decisão sobre a denúncia.

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O ataque ocorre após outros episódios de violência contra desconhecidos na Coreia do Sul. Uma série de ataques a facadas em 2023 causou mortes e ferimentos e provocou temor generalizado. Relatos também mencionam um ataque fatal contra uma mulher na casa dos 60 anos em um supermercado, em abril de 2025, e um ataque em maio, em Gwangju, que matou uma menina de 17 anos e feriu outro adolescente. O homem condenado pelo caso de Gwangju recebeu prisão perpétua.

A Statistics Korea registrou cerca de 0,5 homicídio por 100 mil habitantes em 2024, índice descrito como aproximadamente um décimo da média global. Essa medida contabiliza mortes por homicídio, não todas as agressões ou tentativas de assassinato. Ela contextualiza a baixa taxa de homicídios do país, mas não mede a frequência de ataques como o de Incheon.

As prioridades imediatas são mais específicas: estabelecer o número final de vítimas e o estado de saúde delas, reconstituir o ataque, identificar as substâncias encontradas e determinar se falhas nos procedimentos de supervisão deixaram de considerar um risco conhecido. Nenhuma dessas questões tinha uma resposta pública definitiva.

Principais pontos

  • Pelo menos oito pessoas ficaram feridas em um complexo comercial de Incheon que abriga o Homeplus Guwol; um relato em coreano informa que foram nove.
  • Uma mulher na casa dos 20 anos passou por cirurgia de emergência após chegar ao hospital em parada cardíaca.
  • Comerciantes e clientes contiveram o suspeito com cadeiras antes de a polícia prendê-lo.
  • O suspeito, de 59 anos, usava uma tornozeleira eletrônica após cumprir pena de prisão por tentativa de assassinato.
  • O Ministério da Justiça informou que o agente de condicional almoçou com ele até as 12h30, 70 minutos antes do horário atribuído ao ataque.
  • A polícia investigava a motivação, as substâncias encontradas com ele e uma possível ligação com uma discussão em um hospital.
  • O Ministério da Justiça pediu desculpas e prometeu revisar os procedimentos de supervisão e monitoramento eletrônico.
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