Thai PBS contesta divulgação de auditoria enquanto relatórios pedem devolução de 85,22 milhões de baht

13 min de leitura
Thai PBS challenges audit disclosure as reports seek 85.22 million baht in repayments

Duas controvérsias surgem de uma revisão de gastos de 5,09 bilhões de baht

Uma carta do Escritório de Auditoria do Estado, datada de 7 de outubro de 2026, segundo relatos, pede que o conselho de política da Thai PBS tome providências em relação ao diretor Vanchai Tantivitayapitak e busque o ressarcimento de 85.222.935,65 baht por contratos de programas e pagamentos a apresentadores e convidados. A Thai PBS afirma que não recebeu notificação oficial das conclusões e contestou a divulgação de informações que identificam as pessoas envolvidas.

Conteúdo
  1. Duas controvérsias surgem de uma revisão de gastos de 5,09 bilhões de baht
  2. O que a carta de auditoria, segundo relatos, solicita
  3. Por que 85,22 milhões e 230,20 milhões são valores diferentes
  4. Quais regras de contratação e pagamento estão em questão?
  5. Produtoras entram na mira
  6. Thai PBS pede investigação sobre divulgação
  7. O cronograma e os prazos contestados
  8. Ressarcimento financeiro e proposta de mudança no financiamento
  9. Planos de reforma enfrentam teste prático
  10. Principais pontos

O valor contestado do ressarcimento é composto por 15,84 milhões de baht em contratos de produção de programas entre os anos fiscais de 2023 e 2025 e 69.382.935,65 baht em pagamentos a apresentadores, âncoras, convidados e participantes no ano fiscal de 2025. A revisão mais ampla abrangeu 5.094,56 milhões de baht em gastos entre os anos fiscais de 2022 e 2025.

O caso agora envolve duas questões distintas: se a emissora cumpriu as regras de contratação pública e pagamento e se informações de auditoria foram divulgadas indevidamente antes que a Thai PBS pudesse responder formalmente. Nem uma recomendação relatada de recuperar valores nem a identificação de funcionários demonstram que um tribunal tenha considerado alguém culpado.

Um relato posterior informa que o Escritório de Auditoria do Estado criou uma comissão para investigar a suposta divulgação, com previsão de início dos trabalhos após as Reuniões Anuais do FMI e do Banco Mundial em Bangkok, de 12 a 18 de outubro de 2026. Os relatos sobre o caso não anunciaram nenhum resultado dessa investigação.

O que a carta de auditoria, segundo relatos, solicita

A carta de 7 de outubro, descrita como enviada pelo auditor-geral ao presidente do conselho de política da Thai PBS, aponta supostas falhas no cumprimento de leis e regras internas. O documento trata do uso de um método específico de contratação para a produção de programas e de remunerações pagas sem regras que estabeleçam critérios, procedimentos, condições e valores.

Segundo relatos, a carta pede que o conselho tome as medidas cabíveis em relação a Vanchai e providencie a recuperação dos danos indicados. Recomendações separadas dizem respeito a medidas disciplinares envolvendo 10 funcionários ou outros membros da equipe. O diretor e esses 10 funcionários totalizam 11 pessoas, distinção importante porque alguns relatos mencionam apenas 10 pessoas sujeitas a medidas.

Os relatos dividem os casos dos funcionários em três pessoas ligadas à contratação de programas e sete relacionadas à aprovação de remunerações. Eles não esclarecem como qualquer ressarcimento seria repartido entre as pessoas, se a responsabilidade seria compartilhada ou se o conselho aceitou o valor proposto.

Publicidade

O vice-diretor administrativo da Thai PBS, Piset Chiyasak, afirma que a emissora não pôde verificar as alegações que circulam porque não recebeu um relatório oficial. Segundo ele, as conclusões de uma auditoria apontam deficiências e recomendam medidas corretivas, mas não impõem automaticamente punições nem determinam responsabilidades legais.

Por que 85,22 milhões e 230,20 milhões são valores diferentes

Um relato mais amplo da auditoria aponta 230,20 milhões de baht em gastos associados a irregularidades. O valor combina os mesmos 15,84 milhões de baht em contratos de produção com 214,36 milhões de baht em pagamentos de remuneração entre os anos fiscais de 2023 e 2025.

O pedido de ressarcimento relatado considera um período mais restrito para as remunerações: somente o ano fiscal de 2025, no total de aproximadamente 69,38 milhões de baht. Portanto, os dois valores não devem ser tratados como estimativas intercambiáveis da mesma reivindicação. Um representa um conjunto mais amplo de despesas questionadas, enquanto o outro é o valor específico que, segundo relatos, está sendo cobrado como ressarcimento.

Com base nos valores relatados, as remunerações representam cerca de 81,4% do pedido de ressarcimento de 85,22 milhões de baht. O ressarcimento solicitado corresponde a aproximadamente 1,67% dos 5.094,56 milhões de baht examinados, enquanto o valor mais amplo de 230,20 milhões de baht representa cerca de 4,52%.

Essas comparações mostram o tamanho relativo dos gastos questionados, não o montante de corrupção comprovada. O relato que apresenta o valor mais alto diz que não foi comprovada conduta corrupta nesses casos. O descumprimento de regras de gastos pode exigir medidas corretivas sem provar que todos os pagamentos foram desviados ou que todos os beneficiários agiram ilegalmente.

Quais regras de contratação e pagamento estão em questão?

As alegações sobre contratação citam a Lei de Administração de Contratações Públicas e Suprimentos de 2017, incluindo o artigo 56, parágrafo primeiro, alínea (2)(c). A preocupação relatada é saber se determinados contratos de programas se enquadravam nas condições para o método específico de contratação utilizado.

Em termos simples, esse método permite que uma agência procure um fornecedor específico em condições definidas por lei, em vez de realizar uma concorrência aberta. A questão central é se as condições eram aplicáveis e foram devidamente documentadas. A escolha de um produtor específico, por si só, não prova irregularidade.

A questão das remunerações é diferente. Ela diz respeito a pagamentos a apresentadores, âncoras, convidados e participantes de programas que, segundo as alegações, foram feitos sem regras internas suficientemente definidas. Essas regras determinam quem pode receber pagamentos, quem pode aprová-los, como os valores são escolhidos e quais documentos são exigidos.

Publicidade

A Thai PBS sustenta que sua contratação e administração foram transparentes e nega corrupção ou irregularidades. A direção afirma que os contratos passaram pelo sistema eletrônico de contratação pública do governo, conhecido como e-GP, e que os programas foram produzidos e exibidos. A entrega dos programas e o uso de um sistema eletrônico são fatos relevantes, mas não esclarecem, por si sós, se o método de contratação escolhido ou as aprovações de pagamento cumpriram todas as exigências legais.

Produtoras entram na mira

Detalhes de contratos divulgados identificam a Alka Link Co Ltd como beneficiária de nove contratos no valor de 28,06 milhões de baht. A jornalista Karuna Buakamsri é descrita como detentora de 45% das ações. Os trabalhos incluíram Flashpoint, programa sobre assuntos internacionais, com uma taxa de produção informada de 230.000 baht por episódio, além de trabalhos de apresentação para Tob Jote.

Karuna defendeu o valor da produção mencionando os custos de licenciamento e de cobertura internacional. Não foi apresentada uma comparação detalhada de custos que permita determinar, de forma independente, se o valor por episódio era razoável ou excessivo.

Outras duas empresas também aparecem nos relatos sobre os contratos. A Kafae Dam Co Ltd recebeu pelo menos 27 projetos, no valor de mais de 26,23 milhões de baht. O veterano jornalista Suthichai Sae Yoon é descrito como diretor e maior acionista, com 69%. A Khon Khom Khit Co Ltd recebeu pelo menos quatro contratos no valor de 2,2 milhões de baht; o apresentador Wisut Khomwatcharapong é descrito como diretor e detentor de 50% das ações.

Os valores informados para essas duas últimas empresas somam aproximadamente 28,43 milhões de baht. Esses totais de contratos não devem ser adicionados ao pedido de ressarcimento relatado: os relatos não demonstram que todos os contratos listados façam parte da reivindicação de 15,84 milhões de baht relativa às contratações. A participação societária e o recebimento de contratos também não comprovam influência indevida, conflito de interesses ou conduta ilegal.

Thai PBS pede investigação sobre divulgação

A Thai PBS apresentou uma petição ao presidente da Comissão de Auditoria do Estado, chamada de Comitê Nacional de Auditoria em alguns relatos em inglês, para que examine como detalhes da auditoria e nomes chegaram ao público. Relatos anteriores mencionavam uma petição planejada; os posteriores afirmam que ela foi apresentada, inclusive por meio de uma carta de Vanchai.

A emissora cita o artigo 35 da legislação nacional de auditoria e um comunicado pertinente da comissão sobre o direito de uma entidade auditada de contestar um processo que considere incompatível com as políticas ou normas de auditoria. A reclamação também menciona o artigo 104 da Lei Orgânica de Auditoria do Estado de 2018 em relação à suposta divulgação. Ainda não foi determinado se esse dispositivo foi violado.

A petição pede esclarecimentos sobre quatro pontos:

  • Se informações e nomes foram divulgados enquanto o processo de auditoria ainda estava em andamento.
  • Quais medidas de confidencialidade estavam em vigor e como as informações chegaram às redes sociais antes da notificação oficial.
  • Se alguma divulgação decorreu de ação deliberada ou negligência e quem foi responsável.
  • Como corrigir possíveis mal-entendidos e reparar os danos à Thai PBS e às pessoas envolvidas.
Publicidade

Piset também invoca a Lei de Informação Oficial de 1997 ao discutir os direitos das pessoas identificadas. Ele argumenta que a publicação prematura prejudicou reputações e o moral da equipe. Ao explicar essa preocupação, o vice-diretor administrativo afirmou:

"A divulgação prematura corre o risco de retratar funcionários como culpados antes que tenham a oportunidade de responder e de prejudicar o moral deles", disse.

A Thai PBS afirma que não se opõe à auditoria e que analisará recomendações úteis assim que receber o relatório oficial. A reclamação sobre a divulgação não resolve as alegações relativas aos gastos, assim como essas alegações não esclarecem quem divulgou as informações.

O cronograma e os prazos contestados

Os relatos apresentam uma sequência de períodos de gastos, correspondências e etapas de investigação previstas. Também há uma divergência importante sobre o prazo para concluir as medidas após a notificação.

  • Anos fiscais de 2022 a 2025: a revisão mais ampla dos gastos abrangeu 5.094,56 milhões de baht.
  • Anos fiscais de 2023 a 2025: o total questionado de contratações de programas foi de 15,84 milhões de baht; uma revisão mais ampla das remunerações abrangeu 214,36 milhões de baht.
  • Ano fiscal de 2025: remunerações no valor de 69.382.935,65 baht fizeram parte do pedido de ressarcimento relatado.
  • 7 de outubro de 2026: a carta do auditor-geral, segundo relatos, foi datada e endereçada ao presidente do conselho de política da Thai PBS.
  • 8 de outubro de 2026: a Thai PBS afirmou que não havia recebido notificação formal das conclusões.
  • De 12 a 18 de outubro de 2026: as Reuniões Anuais do FMI e do Banco Mundial estavam programadas para o Centro Nacional de Convenções Queen Sirikit, em Bangkok; segundo relatos, a investigação sobre a divulgação deveria começar depois do evento.

Os relatos concordam que há a exigência de iniciar as medidas em até 60 dias. Eles divergem quanto ao prazo para concluí-las: os relatos que descrevem a carta mencionam 120 dias, enquanto outro cita 240 dias após a notificação.

Não é possível resolver essa divergência sem documentação formal confirmada. A data de recebimento também importa, pois os prazos são descritos como contados a partir da notificação, e não simplesmente da data escrita na carta. Como a Thai PBS contesta que tenha recebido a notificação, não há uma data-limite confirmada para a conclusão. Não foi informada uma data para a comissão de divulgação apresentar suas conclusões.

Ressarcimento financeiro e proposta de mudança no financiamento

A disputa sobre a auditoria coincide com o debate sobre substituir o financiamento específico da emissora, proveniente de impostos sobre tabaco e álcool, por repasses do orçamento regular do governo. As emendas propostas fazem parte de um pacote que afeta quatro organizações, e há relatos de que parlamentares do Bhumjaithai buscam mudanças.

Publicidade

Segundo relatos, a Thai PBS recebe cerca de 1,9 bilhão a 2 bilhões de baht por ano por meio dos impostos específicos, com limite anual de 2 bilhões de baht. Piset afirma que esses recursos são gastos de acordo com as regras de disciplina fiscal e de contratação pública e são auditados pelo Escritório de Auditoria do Estado e por outros órgãos reguladores. Pela lei que a rege, a emissora também deve apresentar relatórios anuais de desempenho à Câmara dos Representantes e ao Senado.

Os opositores da mudança no financiamento argumentam que a necessidade de aprovação orçamentária anual poderia expor a emissora a pressões políticas. Os defensores questionam o valor e a prestação de contas dos gastos atuais. Piset não quis dizer se a disputa sobre a auditoria estava relacionada à proposta de financiamento do governo. Os relatos não demonstram uma relação causal entre as duas questões.

Os resultados financeiros divulgados mostram déficits líquidos anuais entre 155 milhões e 275 milhões de baht nos anos fiscais de 2021 a 2024, seguidos por um superávit líquido de 69,05 milhões de baht no ano fiscal de 2025. Os custos de produção e aquisição de programas caíram de 1.085 milhões de baht no ano fiscal de 2021 para 858,36 milhões de baht no ano fiscal de 2025, uma redução de 226,64 milhões de baht, ou cerca de 20,9%.

As despesas com depreciação e amortização também teriam diminuído. Os números não separam quanto da melhora do resultado decorreu de mudanças operacionais e quanto veio de despesas contábeis. Um superávit não resolve questões de conformidade, e as alegações de auditoria, por si sós, não demonstram que outro modelo de financiamento produziria resultados melhores.

Planos de reforma enfrentam teste prático

Vanchai propôs um programa de reformas para o período de 2027 a 2029, com uma fase inicial começando em outubro de 2026. Até março de 2027, o plano prevê reduzir tarefas duplicadas, revisar o quadro de funcionários, testar o uso de inteligência artificial em 10 processos e ampliar a divulgação de informações orçamentárias.

De abril de 2027 a março de 2028, o plano divulgado prevê ampliar o One Content Workflow, um processo integrado de produção e distribuição de conteúdo, juntamente com um sistema de planejamento de recursos empresariais, ou ERP. O software ERP reúne funções como finanças, compras e gestão de recursos em um sistema compartilhado. Essa mesma fase inclui o One Archive e uma plataforma de IA.

A fase final, de abril de 2028 a setembro de 2029, busca integrar sistemas de gestão de radiodifusão e mídia e desenvolver a VIPA como plataforma nacional de streaming. São mudanças organizacionais propostas, não provas de que os gastos questionados já tenham sido tratados.

O teste prático será saber se as reformas resultarão em regras claras para remunerações, justificativas documentadas para as escolhas de contratação e aprovações rastreáveis. Os relatos não especificam quando as novas regras de pagamento entrarão em vigor, como o sucesso será medido ou como o andamento será divulgado. Por enquanto, seguem pendentes a resposta do conselho às conclusões formais da auditoria, qualquer determinação de responsabilidade individual e o resultado da investigação sobre a divulgação.

Publicidade

Principais pontos

  • Uma carta de auditoria, segundo relatos, pede o ressarcimento de 85.222.935,65 baht, composto por gastos com contratação de programas e pagamentos de remuneração no ano fiscal de 2025.
  • O valor mais amplo de 230,20 milhões de baht abrange gastos questionados em um período maior e não corresponde ao pedido de ressarcimento.
  • Os relatos identificam o diretor e 10 funcionários como sujeitos a medidas propostas, não como pessoas cuja culpa legal foi comprovada.
  • A Thai PBS afirma que não recebeu as conclusões oficiais e pediu uma investigação sobre a divulgação de informações e nomes.
  • Segundo relatos, o Escritório de Auditoria do Estado criou uma comissão para investigar a divulgação, com início dos trabalhos previsto após as reuniões realizadas em Bangkok de 12 a 18 de outubro de 2026.
  • Os relatos divergem sobre a exigência de concluir as medidas em 120 ou 240 dias após a notificação.
  • As mudanças no financiamento e as reformas organizacionais são decisões distintas, que não resolvem as conclusões contestadas da auditoria.
Compartilhar esta matéria

Você também pode gostar