Rejeição de pedidos de mandado policial na Coreia do Sul chega a 34,1% em meio a atrasos e cargos vagos na reforma da Justiça

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South Korea's Police Warrant Rejections Hit 34.1% as Justice Overhaul Faces Backlogs and Vacancies

Um em cada três pedidos de mandado policial é barrado antes de chegar à Justiça

O Ministério Público rejeitou 9.186 dos 26.961 pedidos de prisão apresentados pela polícia sul-coreana entre janeiro e agosto de 2026, uma taxa de rejeição de 34,1%, segundo dados do Serviço de Promotoria Pública. O índice ultrapassou 30% pela primeira vez, justamente quando o país se preparava para desmantelar um sistema de persecução penal que, por 78 anos, concentrou poderes de investigação e acusação.

Conteúdo
  1. Um em cada três pedidos de mandado policial é barrado antes de chegar à Justiça
  2. Tendência de alta, com explicações divergentes
  3. O que mudou em 2 de outubro
  4. As datas que moldam a transição
  5. Acúmulo de casos cresce antes do início das transferências
  6. Sistemas e chefias de investigação em falta
  7. Casos concretos expõem limites contestados
  8. Vítimas enfrentam sucessivas transferências entre órgãos
  9. Fiscalização da polícia ainda não foi concluída
  10. Pontos principais

O aumento é expressivo: a taxa de rejeição foi de 26,8% em 2025, ou seja, o índice mais recente está 7,3 pontos percentuais acima. Os pedidos de mandados de busca e apreensão seguiram a mesma tendência. O Ministério Público rejeitou 19,1% deles nos primeiros oito meses de 2026, ante taxas anuais de 10,7% a 13,7% entre 2021 e 2025.

Esses números se referem a rejeições do Ministério Público, não a recusas dos tribunais. A polícia pede ao Ministério Público que solicite um mandado, e os promotores decidem se encaminham o pedido a um tribunal. Portanto, quando um pedido é rejeitado, o processo é interrompido antes que um juiz avalie se a prisão ou a busca se justifica.

Os dados abrangem os meses anteriores à mudança institucional de 2 de outubro. Eles não permitem determinar o desempenho dos órgãos que substituíram as instituições anteriores desde que começaram a funcionar. Ainda assim, identificam um ponto de tensão que permanece após a reforma: a polícia passou a ter maior responsabilidade pelas investigações, enquanto o Ministério Público manteve a autoridade para pedir mandados e avaliar se as provas podem sustentar uma acusação.

Essa relação está sendo testada em meio a um acúmulo de 186.307 casos sem solução nas promotorias, cargos de liderança vagos e sistemas eletrônicos incompletos. O desafio imediato vai além da rivalidade institucional. Está em saber se órgãos com responsabilidades recém-divididas conseguirão dar andamento aos casos sem perder provas, repetir trabalho ou deixar as vítimas sem saber quem é responsável.

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Tendência de alta, com explicações divergentes

A taxa de rejeição de pedidos de prisão ficou em torno de 18% entre 2018 e 2020. Depois da redistribuição de poderes investigativos em 2021, passou de 20%. A maioria dos relatos aponta uma taxa de 22,8% em 2021, embora um deles informe 22,9%. Os números seguintes são consistentes: 23,2% em 2022, 25,0% em 2023, 24,7% em 2024 e 26,8% em 2025.

A tendência, portanto, foi de alta, mas não contínua. A pequena queda em 2024 contrasta com o aumento muito maior em 2026. A taxa mais recente, de 34,1%, é cerca de 27% superior à de 2025 em termos relativos. Nos pedidos de mandados de busca e apreensão, o índice de 19,1% está 5,4 pontos percentuais acima até mesmo da maior taxa anual registrada entre 2021 e 2025.

Investigadores da polícia dizem que os promotores têm devolvido cada vez mais pedidos para que sejam complementados, inclusive com solicitações para acrescentar precedentes judiciais que os embasem. Alguns relatam devoluções repetidas até em casos simples. Um policial com patente de superintendente atribuiu a relutância em pedir mandados de prisão preventiva, em parte, à carga de trabalho dos promotores: depois que a polícia transfere um suspeito detido, o Ministério Público tem 10 dias para denunciá-lo.

Os promotores dão outra explicação. Eles apontam provas insuficientes dos crimes suspeitos, justificativas inadequadas para investigações coercitivas, preocupações com provas obtidas ilegalmente e um escrutínio judicial mais rigoroso. Também argumentam que, sem a antiga capacidade de preencher por conta própria as lacunas das investigações, precisam avaliar com mais cuidado o trabalho policial antes de pedir uma prisão preventiva.

Os números de rejeição não comprovam nenhuma das explicações. Não há aqui uma discriminação dos motivos das rejeições, dos tipos de crime, dos pedidos reapresentados ou de mudanças na qualidade dos pedidos. A comparação também contrapõe oito meses de 2026 a anos anteriores completos. Os dados demonstram um aumento acentuado, mas não isolam sua causa.

O que mudou em 2 de outubro

A reforma separa investigação e acusação. O antigo órgão de promotoria foi substituído por um órgão responsável por apresentar denúncias e conduzir os casos nos tribunais e por uma agência separada encarregada de investigar crimes graves designados. A polícia passou a ter mais responsabilidade pelas investigações criminais comuns.

A estrutura jurídica foi estabelecida por emendas à Lei de Organização do Governo aprovadas pela Assembleia Nacional em setembro de 2025. Mudanças no processo penal e nas regras de investigação determinam como as instituições devem cooperar agora. O Partido Democrata, que governa o país, apresenta a separação como uma resposta às críticas de longa data de que os promotores concentravam poder excessivo ao investigar casos e decidir se os levariam adiante.

O líder da bancada do Partido Democrata, Han Byung-do, descreveu o benefício esperado para a população em 1º de outubro, véspera da abertura das novas instituições:

Acima de tudo, o que importa é fortalecer a capacidade de investigação e proteger o interesse público.

O oposicionista Partido do Poder Popular questionou se havia controles adequados sobre as investigações policiais e preparo operacional suficiente. Essas preocupações são distintas da oposição à separação de poderes: uma instituição pode ter um mandato legal mais restrito e, ainda assim, não dispor de pessoal ou sistemas necessários para cumpri-lo.

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Os relatos em inglês usam nomes diferentes para os novos órgãos, entre eles Agência de Investigação de Crimes Graves e Agência de Investigação de Crimes de Grande Porte para a instituição investigativa. Os relatos também divergem quanto às sete categorias de crimes sob sua competência. Um menciona corrupção, finanças, economia, defesa, segurança nacional, crimes cibernéticos e distorção da lei. Outro lista corrupção, crimes econômicos, aquisições de defesa, drogas, insurreição e agressão estrangeira, crimes cibernéticos e distorção da lei. Essas descrições não devem ser tratadas como uma lista idêntica de competências, especialmente enquanto a responsabilidade por casos concretos está em disputa.

As datas que moldam a transição

As primeiras semanas da reforma foram marcadas por prazos e decisões que se sobrepuseram. Os dados sobre mandados foram divulgados depois da entrada em operação do novo sistema, mas abrangem apenas o período até agosto. Os acontecimentos posteriores revelam outro problema: as instituições começaram a funcionar legalmente antes que todos os arranjos práticos estivessem prontos.

  • 29 de setembro de 2026: Foram promulgadas regras investigativas revisadas, que permitem à polícia e ao Ministério Público pedir consultas em caso de divergências ou necessidade de cooperação, com participação prevista salvo circunstâncias especiais.
  • 1º de outubro: O chefe interino da polícia, Kim Jong-cheol, reuniu cerca de 650 comandantes de investigação e declarou estado de resposta emergencial.
  • 2 de outubro: Os órgãos que substituíram a promotoria e a agência de investigação de crimes graves começaram a funcionar.
  • 4 de outubro: Foram divulgados os dados que mostram a taxa de rejeição de 34,1% nos pedidos de prisão.
  • 6 de outubro: A polícia abriu uma investigação sobre o ataque hacker a uma instituição financeira, e um comitê de reforma policial anunciou 12 recomendações.
  • 14 de outubro: Foi marcada uma audiência de confirmação para Kim Ji-yong, indicado para chefiar a agência investigativa.
  • 30 de dezembro: Expira a autorização transitória para que os promotores investiguem diretamente casos já existentes.
  • Fevereiro de 2027: A previsão é que comece a funcionar o conselho de coordenação das competências investigativas.

A sequência deixa um intervalo entre o prazo de dezembro para as investigações herdadas e o início previsto, em fevereiro, do órgão encarregado de resolver disputas de competência. Até que esse conselho entre em funcionamento, a polícia e a nova agência investigativa terão de negociar a responsabilidade caso a caso.

Acúmulo de casos cresce antes do início das transferências

O número de casos não solucionados nas promotorias chegou a 186.307 no fim de setembro, ante 140.513 no fim de junho, segundo dados do Ministério Público. São 45.794 casos a mais, um aumento de aproximadamente 32,6% em três meses.

Os critérios de classificação e a lista de casos a transferir haviam sido preparados, mas relatos de 9 de outubro informaram que a transferência efetiva ainda não tinha começado. Os casos precisam ser distribuídos de acordo com a competência e com a possibilidade de os promotores concluí-los antes do fim do período de transição, em 30 de dezembro. Observadores esperam que pelo menos 100 mil casos sejam transferidos à polícia ou à nova agência, embora esse número seja uma estimativa, não um total confirmado.

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A dificuldade é administrativa e investigativa. A agência investigativa que recebeu os casos ainda não tem um sistema eletrônico de transferência concluído. Ela planeja usar funções limitadas do Sistema de Informação da Polícia para Serviços de Justiça Criminal da Coreia, conhecido como KICS, junto com registros em papel. Documentos já digitalizados talvez precisem ser impressos novamente caso não seja possível organizar a transferência eletrônica.

Atrasos nas transferências não significam automaticamente que casos tenham sido perdidos. Mas tornam necessário acompanhar conjuntamente os autos, o investigador responsável, a situação dos mandados e eventuais avisos de procurados. Kim Beom-jun, diretor do Instituto de Pesquisa de Políticas Públicas, propôs um processo de acompanhamento separado para transferências delicadas e verificações para confirmar que cada transferência esteja completa.

Ele também propôs a divulgação de relatórios públicos aos três e aos seis meses sobre prazos de tramitação, atrasos nas transferências, pessoal, análise de pedidos de mandado e proteção às vítimas. São recomendações, não compromissos de divulgação já anunciados. Sua importância estaria em mostrar se a transição funciona para além da troca das placas e dos nomes das instituições.

Sistemas e chefias de investigação em falta

A nova agência investigativa começou a funcionar sem um sistema eletrônico próprio de processos em operação. Quem apresentou denúncias em 2 de outubro recebeu cópias carimbadas, em vez de recibos eletrônicos. Relatos da semana seguinte indicaram que o processamento de registros e mandados em papel poderia continuar por vários meses ou mais.

A preparação física também não estava concluída. A previsão era que as reformas no escritório de Seul continuassem até o fim de 2026, e alguns escritórios regionais ainda não tinham fornecido computadores aos funcionários. Autoridades disseram que o início das investigações completas poderia levar mais um mês, em vez de acontecer logo após a abertura da agência.

Cargos de liderança vagos acrescentam outra limitação. No escritório de Seul, 11 dos 25 cargos de chefia de divisão estavam vagos, o equivalente a 44%. A unidade de investigação antitruste, com quadro autorizado de 122 funcionários, também não tinha um chefe. A vaga na chefia de investigação cibernética era especialmente relevante para o caso de invasão hacker em disputa.

Kim Beom-jun estimou que o quadro de pessoal das novas agências correspondia a 68% do autorizado. Esse número é uma avaliação dele e não traz uma discriminação detalhada por instituição ou especialidade investigativa. Outro relato afirmou que a agência investigativa não tinha policiais e ainda não havia começado a contratar agentes experientes na primeira semana de funcionamento.

O indicado para chefiar a agência, Kim Ji-yong, foi criticado por defensores da reforma do Ministério Público no partido governista e por Lim Eun-jung, chefe da promotoria de Gwangju, que questionaram sua adequação ao cargo. Ele prometeu organizar uma equipe para tratar de pessoal, instalações e sistemas e recrutar ex-promotores, policiais, advogados, contadores e outros especialistas. Sua audiência de confirmação foi marcada para 14 de outubro; os relatos não informam o resultado.

Casos concretos expõem limites contestados

Uma investigação sobre um ataque hacker aberta pelo Escritório Nacional de Investigação da polícia em 6 de outubro se tornou um dos primeiros testes das novas regras de competência. O caso envolvia instituições financeiras, mas a responsabilidade dependia da classificação jurídica dos sistemas afetados.

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Os relatos descrevem de maneiras diferentes a questão em análise: se os sistemas constituem infraestrutura financeira eletrônica ou se se enquadram como infraestrutura crítica nacional, abrangida pelo mandato da nova agência. A polícia concluiu preliminarmente que poderia manter o caso e pediu uma interpretação jurídica à Comissão de Serviços Financeiros. Os relatos não informaram que essa análise tenha chegado a uma conclusão.

Mesmo que fosse necessário encaminhar o caso, a vaga na chefia de investigação cibernética da nova agência levantava uma questão prática sobre quem conduziria a investigação. A disputa mostra como a responsabilidade jurídica e a capacidade operacional podem apontar em direções diferentes.

Uma segunda sobreposição envolve o Hospital Won, no distrito de Michuhol, em Incheon, onde quatro pacientes morreram no primeiro semestre de 2026. Em 6 de outubro, a Comissão Nacional de Direitos Humanos da Coreia apresentou uma denúncia criminal contra o diretor do hospital à nova agência, alegando crimes que incluem homicídio culposo por negligência profissional, confinamento ilegal e determinação de procedimentos médicos por pessoa não habilitada.

A polícia de Incheon já investigava o caso após uma denúncia de familiares enlutados e fez buscas no hospital naquele mesmo dia. São acusações sob investigação, não conclusões de culpa. Como há denúncias em duas instituições, as autoridades precisam decidir como coordenar o trabalho e evitar depoimentos repetidos sem necessidade.

Vítimas enfrentam sucessivas transferências entre órgãos

As consequências da reforma vão além dos mandados. Quando a polícia decide não encaminhar um caso para acusação, o Ministério Público pode analisar os registros e pedir uma nova investigação. A polícia pode investigar novamente e manter sua decisão inicial, o que pode levar a outro pedido ou à transferência do caso para outro órgão investigativo.

Esse tipo de revisão já mudou decisões. Dados da Agência Nacional de Polícia enviados ao deputado Kang Myoung-gu, do Partido do Poder Popular, mostram que a polícia reverteu decisões iniciais em 8.808 dos 40.001 casos após pedidos de nova investigação entre 2023 e 2025, ou 22%. O número demonstra que a revisão corrigiu algumas decisões anteriores, não que todas as demais estivessem erradas.

Também houve pedidos de investigação complementar em 110.623 dos 752.560 casos encaminhados pela polícia em 2025, ou 14,7%, ante uma taxa informada de 11,9% em 2021. Esses pedidos dizem respeito a casos encaminhados e não devem ser somados aos números separados de revisão de decisões de não encaminhamento.

Com as novas regras, os promotores podem pedir uma nova investigação e verificar os fatos, mas normalmente não podem fazer investigações complementares por conta própria. Declarações e materiais obtidos por meio dessa verificação não podem ser aceitos como prova em julgamento. A autorização transitória restrita para casos existentes vale somente até 30 de dezembro.

Koo Bon-jin, advogado e ex-promotor de uma divisão criminal, explicou a mudança nas regras de prova:

Às vezes, as vítimas mudam seus depoimentos depois de chegar a um acordo,

Antes, as declarações dadas a um promotor podiam ser usadas como prova se a pessoa que as prestou confirmasse que eram verdadeiras. Pelo novo sistema, elas não podem ser usadas como prova, mesmo que a pessoa as confirme.

Se ainda forem necessárias provas admissíveis, uma agência investigativa precisa obtê-las. Por isso, a qualidade da comunicação entre as instituições é fundamental tanto para a rapidez quanto para a solidez de um caso.

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Em geral, os investigadores têm três meses para concluir uma nova investigação solicitada, enquanto as vítimas têm três meses após a notificação para contestar uma decisão policial de não encaminhar o caso. Um relato calcula que o percurso por etapas sucessivas de revisão e investigação pode levar 11 meses. Trata-se de uma sequência possível, não de um prazo mínimo universal nem de uma média medida. A média de 6,9 meses citada para 2025 vai da investigação à primeira decisão judicial, portanto não é diretamente comparável.

Fiscalização da polícia ainda não foi concluída

O chefe interino da polícia, Kim Jong-cheol, reagiu à transição reunindo cerca de 650 comandantes na sede da polícia, em Seul, em 1º de outubro. Ele afirmou que a população observava se a polícia tinha capacidade suficiente e exercia sua autoridade com justiça e moderação, e então anunciou:

Declaro estado de resposta emergencial até que o novo sistema esteja plenamente consolidado na prática.

A polícia afirmou que os chefes de delegacias verificariam diariamente os casos importantes e aqueles apontados pelos promotores, com novas revisões por órgãos provinciais e metropolitanos e pelo Escritório Nacional de Investigação. Casos de má conduta grave, incluindo manipulação de processos ou suborno, normalmente resultariam em demissão ou afastamento. Unidades especiais criadas em setembro acompanhariam os pedidos dos promotores por investigações complementares.

O Comitê de Reforma da Investigação Policial para Restaurar a Confiança Pública apresentou outras 12 recomendações em 6 de outubro. Propôs contratar pelo menos 100 policiais com formação em direito por ano durante cinco anos e designar de dois a quatro especialistas jurídicos adicionais para cada delegacia. Também defendeu a obrigatoriedade de informar consultas não autorizadas sobre casos, sanções para quem não as comunicar e o registro eletrônico das instruções investigativas dadas por superiores.

Outras recomendações incluíram transferir casos que envolvam parentes de policiais para outro órgão, permitir a consulta on-line do andamento dos casos e criar por lei um painel de revisão investigativa composto inteiramente por membros externos. A Agência Nacional de Polícia afirmou que acolheria as recomendações ativamente e apresentaria planos e prazos de implementação. Essa resposta não significa que as medidas já estejam em vigor.

A supervisão externa também continua pendente. As mudanças propostas para a Comissão Nacional de Polícia permitiriam que ela exigisse relatórios, pedisse medidas disciplinares e mantivesse sua própria secretaria administrativa. Os planos de rodízio de pessoal enfrentaram resistência diante da possibilidade de perda de conhecimento especializado e das condições locais, e as negociações com o conselho de trabalhadores da polícia foram interrompidas.

A corporação tenta implementar essas mudanças sob seu terceiro chefe interino desde que o ex-comissário-geral Cho Ji-ho foi afastado do cargo, em dezembro de 2024, por seu papel na declaração de lei marcial de 3 de dezembro. O desafio conjunto é concreto: uma revisão mais rigorosa precisa identificar investigações frágeis sem criar atrasos evitáveis, enquanto poderes policiais mais amplos exigem controles que funcionem na prática.

Pontos principais

  • O Ministério Público rejeitou 34,1% dos pedidos de prisão apresentados pela polícia entre janeiro e agosto de 2026, ante 26,8% em 2025.
  • Os números se referem a pedidos barrados pelos promotores antes de serem analisados pelos tribunais e são anteriores à reforma institucional de 2 de outubro.
  • O acúmulo de casos não solucionados nas promotorias chegou a 186.307 no fim de setembro, cerca de 32,6% acima do registrado em junho.
  • A nova agência investigativa começou a funcionar com sistemas incompletos, falta de pessoal e cargos de liderança vagos.
  • A autorização para investigações herdadas expira em 30 de dezembro, enquanto a previsão é que o conselho de coordenação das competências comece a funcionar em fevereiro de 2027.
  • As reformas de fiscalização policial e as recomendações sobre contratação de profissionais jurídicos estão em diferentes etapas de planejamento e implementação.
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