Um investimento colossal enfrenta disputa sobre quem se beneficia
O megacentro de inteligência artificial de US$ 15 bilhões que o Google planeja construir em Visakhapatnam ocupa mais de 600 acres distribuídos por três locais, com mais de 260 acres sendo desmatados apenas em Tarluvada. O investimento está previsto para o período de 2026 a 2030, e algumas instalações devem começar a operar em 2028. Para os agricultores que estão perdendo suas terras, porém, a mudança imediata é o desaparecimento de uma fonte de renda que sustentava suas famílias.
Conteúdo
- Um investimento colossal enfrenta disputa sobre quem se beneficia
- Indenização não substitui o sustento de uma família
- As projeções de empregos medem coisas diferentes
- A escassez de água influencia a escolha do sistema de refrigeração
- Reposição de água e programas de água potável precisam de medidas locais
- As promessas sobre eletricidade vão além dos prédios de servidores
- O tribunal ainda não decidiu sobre a contestação ambiental
- O pacote de subsídios públicos ainda apresenta divergências não resolvidas
- Cabos e programas comunitários ampliam o alcance do investimento
- Os próximos marcos são as obras, a análise judicial e o início das operações
- Principais pontos
O projeto também chegou ao Tribunal Superior de Andhra Pradesh, que permitiu que as obras continuassem por conta e risco do desenvolvedor enquanto uma petição que contesta as autorizações permanece em análise. Trata-se de uma permissão para prosseguir durante o processo judicial, não de um aval judicial definitivo ao projeto.
O anúncio de outubro de 2025 do Google descreve seu maior investimento na Índia até hoje: um megacentro que combina infraestrutura de computação, cabos de comunicação internacional e novas instalações de energia. Entre os parceiros estão AdaniConneX e Airtel. As instalações abrigarão servidores que executam sistemas de IA e outros serviços digitais, o que exigirá grandes quantidades de eletricidade, além da capacidade de computação prometida.
Andhra Pradesh vê o empreendimento como um polo de atração para empresas de tecnologia e empregos. Moradores e ativistas questionam se esses benefícios chegarão às comunidades que estão cedendo terras agrícolas ou já enfrentam escassez de água. A disputa central, portanto, vai além do valor do investimento. Ela diz respeito à comparação entre empregos permanentes, concessões públicas e compromissos com recursos e as perdas e os riscos assumidos pela população local.
Indenização não substitui o sustento de uma família
Em Tarluvada, o agricultor Bali Narasingha Rao disse ter recebido 17 lakh de rúpias, valor informado como cerca de US$ 25 mil, por um acre. Ele descreveu a terra como a base de seu sustento:
"Nossa terra se foi, e ela era nosso sustento", disse.
A agricultora Chandala Sadamma recebeu mais de US$ 82 mil por dois acres com mangueiras e cajueiros. Aos 50 anos, ela disse que ver o terreno desmatado lhe causou uma sensação de perda, apesar da indenização:
Tenho vontade de chorar.
Os pagamentos dizem respeito a terrenos diferentes e não permitem estabelecer um valor padrão de indenização. Eles mostram, porém, por que receber uma quantia em dinheiro e perder terras produtivas são questões distintas. O governo estadual afirma que novas moradias também estão sendo construídas e entregues às pessoas que viviam na área do projeto.
O estudante de engenharia Bali Charan Teja esperava herdar as terras agrícolas da família, que agora foram vendidas. Ele duvida que o projeto ofereça muitos empregos aos moradores das vilas. O agricultor Bali Sanyasa Rao também descreve a terra como o sustento da família e uma garantia de segurança para os filhos.
As mudanças vão além dos terrenos desapropriados. E. Ashok Kumar, representante em Visakhapatnam da Confederação das Associações de Incorporadoras Imobiliárias da Índia, afirma que os preços dos terrenos subiram mais de 45% desde a divulgação dos planos de desenvolvimento da cidade. Essa alta pode beneficiar proprietários de imóveis, mas não demonstra que os agricultores deslocados consigam comprar terras equivalentes ou substituir a renda que obtinham antes.
As projeções de empregos medem coisas diferentes
As estimativas de empregos variam bastante. Uma estimativa estadual prevê até 150 mil empregos indiretos em setores de tecnologia relacionados, além de cerca de 4 mil postos anuais na construção. Outro balanço do governo aponta 188 mil empregos diretos e indiretos. Não foi divulgada uma conciliação entre os totais, e as diferenças de categorias impedem uma comparação direta.
O Google projeta cerca de US$ 688 milhões em atividade econômica local por ano. Alexander Smith, chefe de infraestrutura e energia da empresa para a Ásia-Pacífico, afirma que um empreendimento típico emprega cerca de 4.200 trabalhadores da construção civil por ano durante três a cinco anos, seguidos por centenas de profissionais especializados nas instalações, projetadas para operar por pelo menos 20 anos. Não se deve somar os empregos anuais na construção ao longo de vários anos e apresentar o resultado como se fossem outros tantos empregos permanentes distintos.
Smith também diz que cada emprego dentro de um centro de dados do Google sustenta nove postos adicionais na comunidade ao redor. Trata-se de uma estimativa da empresa sobre um efeito econômico mais amplo, não de uma promessa de nove contratações diretas pelo Google nem de uma garantia de que essas vagas serão destinadas aos moradores deslocados.
Gutta Rohith, do Fórum de Direitos Humanos, argumenta que o projeto não atende à necessidade de geração ampla de empregos:
Precisamos de empregos em massa e de indústrias que empreguem muita mão de obra, não de setores que exigem grandes investimentos de capital.
O deputado por Visakhapatnam Sribharat Mathukumilli defende a posição oposta: argumenta que os centros de dados são necessários para a Índia e podem atrair bancos, empresas de tecnologia financeira e startups de IA. O desenvolvedor de software e empreendedor Sudeep Pillarisetty espera que o investimento crie oportunidades em engenharia e ciência de dados, inclusive para apoiar startups que desenvolvem modelos de IA indianos. Esses possíveis ganhos dependem do crescimento de empresas no entorno do megacentro, e não apenas da força de trabalho das instalações.
A escassez de água influencia a escolha do sistema de refrigeração
Moradores descrevem um abastecimento de água já pressionado por uma monção fraca, seca, pelo recuo de um reservatório e pela queda dos níveis de água subterrânea. V. Jyothi vê com bons olhos a perspectiva de empregos, mas se preocupa com a pressão adicional sobre os recursos hídricos. O comerciante Gubbala Ramanamma também afirma que a escassez já é um problema, e não apenas uma preocupação com uma instalação futura.
Dados divulgados para a cidade indicam um abastecimento de cerca de 410 milhões de litros por dia, diante de uma demanda estimada em 480 milhões de litros. Se as estimativas forem precisas e comparáveis, o déficit é de 70 milhões de litros diários, ou aproximadamente 15% da demanda. Os números não constituem um balanço hídrico do projeto do Google verificado de forma independente, mas ajudam a explicar os pedidos por maior fiscalização.
O Google afirma que sua avaliação identificou pressão sobre a bacia hidrográfica local, a área de onde a água escoa para rios, reservatórios e sistemas de água subterrânea interligados. Smith diz que essa constatação influenciou a decisão de usar um sistema avançado de refrigeração a ar, em vez de refrigeração a água. Segundo a empresa, o consumo de água ficará, consequentemente, limitado sobretudo às cozinhas e aos banheiros.
Essa distinção é importante: evitar a refrigeração a água reduz uma possível fonte significativa de consumo direto. Isso, por si só, não estabelece a demanda hídrica total do projeto durante a construção ou a operação. Os relatos sobre esses compromissos não apresentam um balanço quantitativo do consumo de água do complexo.
O ministro de Tecnologia de Andhra Pradesh, Nara Lokesh, afirmou que a demanda residencial terá prioridade:
As necessidades de água da nossa população sempre virão em primeiro lugar.
O ativista ambiental E.A.S. Sarma, ex-alto funcionário dos ministérios de Energia e Finanças, defende a realização de uma auditoria hídrica independente. Uma auditoria desse tipo permitiria avaliar as promessas sobre o abastecimento doméstico e a tecnologia de refrigeração à luz do consumo real e das necessidades mais amplas da cidade.
Reposição de água e programas de água potável precisam de medidas locais
O Google afirma que se comprometeu a repor 120% da água doce consumida em suas operações até 2030, inclusive o consumo para fins que não sejam de refrigeração. O compromisso abrange as operações da empresa como um todo e não representa uma garantia publicada de que cada litro usado em Visakhapatnam será reposto na mesma bacia hidrográfica e no mesmo período.
Em geral, a reposição de água significa apoiar atividades que recuperam ou protegem os recursos hídricos. Isso não deve ser interpretado como uma substituição automática do abastecimento municipal durante uma seca. O local, o período e os resultados mensuráveis dessas atividades são importantes para avaliar seus benefícios aos moradores das proximidades.
Em sua atualização oficial sobre o impacto nas comunidades, o Google afirma ter firmado uma parceria com a Sponge Collaborative para a gestão de bacias hidrográficas, a restauração de ecossistemas e sistemas de água potável. Entre as instalações planejadas estão unidades de osmose reversa, que filtram contaminantes dissolvidos, e pontos de distribuição de água chamados de caixas eletrônicos de água.
A atualização reconhece o estresse hidrológico e as sensibilidades costeiras perto dos campi. Ela não apresenta um balanço numérico completo do consumo previsto, dos volumes de reposição ou das datas de entrega de cada projeto de água potável. Esses dados ajudariam a distinguir as necessidades de recursos do próprio megacentro dos benefícios prometidos por programas comunitários separados.
As promessas sobre eletricidade vão além dos prédios de servidores
O megacentro é descrito como um projeto de um gigawatt, embora o Google não divulgue números detalhados de capacidade elétrica para cada local. Um gigawatt equivale a 1.000 megawatts. A capacidade indica a escala da demanda ou da infraestrutura elétrica, não a quantidade de eletricidade consumida ao longo de um ano.
O anúncio da parceria da Adani, datado de 14 de outubro de 2025, afirma que o investimento inclui novas linhas de transmissão, geração de energia limpa e armazenamento de energia em Andhra Pradesh. A AdaniConneX é uma joint venture de propriedade igualitária da Adani Enterprises e da EdgeConneX.
Smith afirma que o Google financia integralmente as melhorias na infraestrutura elétrica de que precisa e planeja projetos adicionais de energia limpa em Visakhapatnam. Ele também estabelece uma condição para a escolha do local pela empresa:
Se não houver energia suficiente em um local, ou se a operação de um centro de dados significar retirar energia da comunidade, o Google buscará formas de gerar mais energia ou não construirá ali.
A composição das fontes de geração, o cronograma de fornecimento e os sistemas de reserva que atenderão ao megacentro não foram totalmente divulgados. Os planos estaduais para seis usinas nucleares de 1,2 gigawatt cada somariam 7,2 gigawatts, mas essas propostas não devem ser tratadas como energia já disponível nem como fornecimento dedicado confirmado para o Google.
Em uma discussão realizada em Hyderabad em 10 de outubro de 2026, o cientista aposentado K. Babu Rao levantou preocupações com geradores de reserva, emissões, calor e ruído. O ambientalista Sagar Dhara propôs uma avaliação ambiental conduzida por moradores. As declarações expressam preocupações sobre centros de dados, mas não comprovam a configuração dos equipamentos nem as emissões medidas do megacentro de Visakhapatnam. Separadamente, o Google afirma que o nível de ruído no perímetro das instalações ficará abaixo de 55 decibéis.
O tribunal ainda não decidiu sobre a contestação ambiental
O processo no Tribunal Superior acrescenta detalhes a um relato anterior, segundo o qual uma contestação judicial em agosto não conseguiu interromper as obras. Em 5 de outubro de 2026, a presidente do tribunal, Lisa Gill, e o juiz Challa Gunaranjan marcaram para 6 de outubro a análise de uma petição que contesta as licenças. O colegiado afirmou que as condições ambientais não poderiam ser flexibilizadas e determinou que ambas as partes apresentassem documentos pertinentes, inclusive respostas às alegações da parte contrária.
Uma decisão posterior relatada pela imprensa permitiu que a Vizag Hyperscale Data Center Park Ltd, empresa de desenvolvimento pertencente à Adani Infra, prosseguisse por sua conta e risco. Enquanto o processo estiver em andamento, a desenvolvedora não poderá usar os valores gastos como argumento para proteger o projeto de uma decisão final desfavorável.
A petição foi apresentada pelo ativista ambiental Bolisetty Satyanarayana. Seu advogado, Virag Gupta, contestou a classificação na categoria B/B2 e citou a distância informada de 0,86 quilômetro entre o local e o Santuário de Vida Selvagem de Kambalakonda.
Segundo o sistema indiano de licenciamento ambiental, projetos da categoria A são avaliados pelo governo central, enquanto os da categoria B geralmente ficam sob responsabilidade das autoridades estaduais. Projetos B2 normalmente não exigem uma avaliação detalhada de impacto ambiental. O autor da petição questiona se a classificação considera adequadamente as consequências da operação de um grande centro de dados. O estado defende sua avaliação na categoria de construção de edifícios, com base na área construída.
A proximidade relatada do santuário é um dos motivos apresentados para uma análise mais rigorosa, não uma prova de dano ecológico. Os relatos não demonstram nenhum prejuízo ao santuário confirmado de forma independente. Outro relato sobre o processo judicial identifica a subsidiária da Alphabet Raiden Infotech Pvt. Ltd. na contestação às licenças, enquanto a decisão que permite a continuidade das obras diz respeito à empresa de desenvolvimento da Adani. Os papéis corporativos não devem ser tratados como equivalentes.
O processo também envolve 160 acres pertencentes ao Simhachalam Devasthanam. O autor da petição contesta o acordo; o estado afirma que a terra foi arrendada por meio da Corporação de Infraestrutura Industrial de Andhra Pradesh, e não transferida, e que gera cerca de 26 crore de rúpias por ano para o templo.
O pacote de subsídios públicos ainda apresenta divergências não resolvidas
Reportagens detalhadas sobre os incentivos descrevem um desconto de 25% no preço de 480 acres, um desconto de 25% na água industrial, isenção de imposto sobre eletricidade, desconto de uma rúpia na tarifa de eletricidade e reembolso do Imposto Estadual sobre Bens e Serviços durante a construção, limitado a 2.245 crore de rúpias.
Esse relato estima que as concessões de eletricidade durarão cerca de 15 anos e as de água, 10 anos. Outras reportagens mencionam tarifas reduzidas de água e eletricidade por 10 anos. A diferença na duração da concessão de eletricidade não foi esclarecida.
O mesmo relato sobre os incentivos descreve um investimento de 87.520 crore de rúpias, ou US$ 10 bilhões, no centro de dados, enquanto o anúncio oficial do Google prevê US$ 15 bilhões para o megacentro mais amplo, incluindo infraestrutura de energia e conectividade. Os valores podem se referir a escopos diferentes, mas não há explicação explícita que os concilie. Da mesma forma, os 480 acres abrangidos pelo desconto informado para o terreno não devem ser automaticamente equiparados aos mais de 600 acres distribuídos pelos três locais.
O limite informado para o reembolso de impostos equivale a cerca de 2,6% do investimento declarado de 87.520 crore de rúpias. Trata-se de um teto, não de prova de que o valor total será pago. O ministro de Tecnologia da Informação de Karnataka, Priyank Kharge, questionou se Andhra Pradesh tem condições de arcar com as concessões. As comparações com Karnataka incluem o subsídio de 10% para terrenos fora da região urbana de Bengaluru, limitado a 10 acres, o que ilustra diferenças tanto nas taxas de subsídio quanto nas terras elegíveis.
A organizadora comunitária Deeksha Vanguru argumenta que os recursos públicos deveriam primeiro atender a necessidades como escolas e hospitais. Defensores do projeto no estado sustentam que as concessões trarão valor econômico duradouro. Uma avaliação completa exigiria dados sobre os custos reais dos subsídios e as receitas públicas, e não apenas projeções de investimento e emprego.
Cabos e programas comunitários ampliam o alcance do investimento
Os planos oficiais do Google incluem um novo ponto de conexão de cabos submarinos internacionais em Visakhapatnam, que acrescentará rotas de cabos às conexões existentes no litoral de Mumbai e Chennai. Reportagens descrevem três cabos sendo instalados perto da costa, enquanto os anúncios do Google se referem de forma mais ampla a vários cabos internacionais. Smith afirma que as conexões em direção à África do Sul e à Austrália podem fazer de Andhra Pradesh o terceiro grande polo de cabos submarinos da Índia.
Rotas separadas podem aumentar a resiliência da rede, reduzindo a dependência de um único corredor de cabos. Essa conectividade é um componente concreto do investimento que vai além dos prédios do centro de dados. O Google também cita uma análise encomendada à Access Partnership que projeta pelo menos US$ 15 bilhões em produto interno bruto dos Estados Unidos entre 2026 e 2030. Essa projeção mede a atividade nos Estados Unidos e não deve ser apresentada como renda para os moradores de Visakhapatnam.
Na região, o Google afirma que a parceria com a Fundação Sambhav busca oferecer a mais de 1.000 pescadores ferramentas de navegação e previsão do tempo, além de treinamento. Seu programa NARI Shakti pretende apoiar mais de 10 mil mulheres na criação de pequenos negócios. Parcerias de treinamento buscam alcançar mais de 1.000 trabalhadores locais e mais de 1.200 estudantes e educadores, enquanto o Fundo Google Udaan Índia apoiará projetos comunitários por meio de subsídios.
Esses números são metas dos programas, não resultados de emprego já alcançados. O Google também propõe um Corredor de IA com compras locais. Enquanto isso, o investimento de US$ 11 bilhões em um centro de dados de IA feito pela Reliance Industries, Brookfield e Digital Realty ajuda a explicar por que ativistas pedem a suspensão de novas aprovações em Andhra Pradesh até que sejam publicadas avaliações ambientais e sociais independentes. A preocupação também abrange a demanda combinada de vários empreendimentos.
Os próximos marcos são as obras, a análise judicial e o início das operações
O projeto combina um período de investimento definido com questões jurídicas e de recursos ainda sem resposta. Seus principais marcos divulgados são:
- 14 de outubro de 2025: Google e Adani anunciaram a parceria e o investimento previsto para 2026 a 2030.
- Início das obras em abril: a construção foi lançada oficialmente, com apresentação do apoio estadual e dos programas comunitários.
- Contestação judicial em agosto: uma tentativa anterior de interromper as obras não conseguiu paralisar a construção.
- 5 de outubro de 2026: o Tribunal Superior marcou para 6 de outubro a análise da contestação às licenças e exigiu que ambas as partes apresentassem documentos pertinentes.
- Decisão judicial posterior: as obras puderam continuar por conta e risco da desenvolvedora.
- 2028: algumas instalações devem começar a operar.
- 2030: termina o período de investimento anunciado e vence o prazo da meta de reposição de água do Google.
Os relatos sobre o processo não identificam uma decisão final nem a data confirmada de uma próxima audiência. Entre os dados ainda não divulgados estão o balanço hídrico do complexo, a composição do fornecimento de eletricidade, o gasto final com subsídios e a parcela de empregos duradouros que chegará às comunidades próximas. Esses números determinarão como as promessas do investimento se comparam aos custos locais.
Principais pontos
- O Google planeja investir US$ 15 bilhões em um megacentro de IA em Visakhapatnam entre 2026 e 2030.
- O empreendimento ocupa mais de 600 acres, e algumas instalações devem entrar em operação em 2028.
- Agricultores afirmam que a indenização não compensou a perda do sustento e da segurança familiar.
- O Google diz que a refrigeração a ar limitará o uso de água e que financiará as melhorias necessárias na infraestrutura elétrica.
- As grandes projeções de emprego incluem vagas indiretas; espera-se que as funções permanentes nas instalações somem centenas.
- As obras podem continuar por conta e risco da desenvolvedora enquanto a petição ambiental estiver pendente.
- A demanda de água, os detalhes do fornecimento de energia e o custo final das concessões públicas continuam sem definição.






