Malásia adia entrega do primeiro navio de combate litorâneo para abril de 2027 enquanto lacuna de mísseis e custos são questionados

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Malaysia Delays First Littoral Combat Ship to April 2027 as Missile Gap and Costs Draw Scrutiny

Mais quatro meses, e o principal sistema de mísseis continua faltando

O primeiro navio de combate litorâneo da Malásia, o Maharaja Lela, agora tem entrega prevista para abril de 2027, em vez de dezembro de 2026, sem o sistema de mísseis Naval Strike Missile planejado. O mais recente adiamento ocorre enquanto o programa de cinco navios enfrenta obras inacabadas, compras de armamentos atrasadas e uma disputa sobre mísseis pelos quais a Malásia já pagou €124,35 milhões.

Conteúdo
  1. Mais quatro meses, e o principal sistema de mísseis continua faltando
  2. O que está atrasando a construção e os testes?
  3. Os marcos que levaram ao prazo mais recente
  4. Por que a falta do Naval Strike Missile é importante
  5. Pagamentos e compensação na disputa com a Noruega
  6. Por que abril de 2027 e dezembro de 2035 se referem a coisas diferentes
  7. Outros contratos também afetam a prontidão
  8. Mais dinheiro por menos navios
  9. Responsabilização sem interromper a conclusão
  10. Principais pontos

O ministro da Defesa, Mohamed Khaled Nordin, anunciou no Parlamento a nova data de entrega da Fase 1 em 7 de outubro de 2026, depois que o estaleiro naval de Lumut (LUNAS) informou que já não podia garantir a entrega em dezembro. O Ministério da Defesa notificou a empresa sobre a aplicação de indenização por perdas e danos liquidadas, um mecanismo contratual para buscar compensação pelo atraso.

O primeiro navio estava 86,39% concluído em agosto. No conjunto do programa, o Relatório 2/2026 do Auditor-Geral registrou avanço de 78,99%, ante 86,54% previstos em 25 de junho, uma diferença de 7,55 pontos percentuais. Os atrasos nos cinco navios variavam de 30 a 108 dias.

Desde então, Khaled instruiu o estaleiro a acelerar os trabalhos e afirmou que a conclusão deve avançar independentemente dos pedidos de criação de uma Comissão Real de Inquérito (RCI). Em declarações feitas em Kota Tinggi em 11 de outubro, o ministro separou o prazo de construção das investigações sobre a problemática aquisição.

"A conclusão do LCS 1 é uma questão separada e não depende da RCI. Caso contrário, o navio continuaria sem ser concluído. Por isso, pedimos ao estaleiro que acelere os trabalhos e garanta que não haja novos atrasos", afirmou.

A questão central agora não é apenas quando a Marinha receberá o navio. É também que capacidade ele terá ao ser entregue, quando os sistemas faltantes poderão ser instalados e quanto custará o trabalho restante.

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O que está atrasando a construção e os testes?

A LUNAS atribuiu o atraso a trabalhos pendentes de cabeamento, tubulação, instalação de equipamentos, inspeções e instalações internas e outras estruturas do navio. Essas tarefas estão interligadas: problemas na fiação ou na tubulação podem impedir que os equipamentos sejam ligados, verificados e liberados para os testes seguintes.

Khaled disse ao Parlamento que esses problemas atrasaram a ativação dos sistemas, seguida pelos testes e pelo comissionamento. Os testes de aceitação no porto verificam os equipamentos e sistemas enquanto o navio está atracado; os testes de aceitação no mar avaliam o desempenho em navegação. A conclusão física, por si só, não comprova que o navio possa operar de forma confiável.

Uma inspeção realizada no estaleiro de Lumut em 5 de outubro teria constatado que as principais obras de construção e instalação ainda estavam em andamento. O radar de vigilância aérea SMART-S Mk 2 planejado ainda não havia sido instalado no mastro integrado, embora os equipamentos de radar de navegação e de controle de tiro parecessem estar no lugar. Não foi possível confirmar de forma independente, durante a visita, a situação de outros componentes do sistema de combate.

Uma versão afirma que os testes no mar começaram em 29 de abril de 2026. Isso não comprova que todo o programa de aceitação tenha sido concluído, sobretudo diante da descrição posterior do ministro sobre atrasos nos testes e no comissionamento.

Também é importante não confundir os números mais recentes. Os 86,39% de conclusão do LCS 1 em agosto dizem respeito ao primeiro navio, enquanto o número posterior de 80,13% se refere ao programa como um todo. Esse índice representa um aumento de 1,14 ponto percentual em relação aos 78,99% da auditoria, mas não demonstra que a diferença em relação ao cronograma tenha sido eliminada.

Os marcos que levaram ao prazo mais recente

A meta de abril vem depois tanto do prazo contratual de agosto de 2026 quanto de uma meta posterior para dezembro. Uma versão da auditoria informa que a LUNAS propôs 19 de abril de 2027 como data de entrega, enquanto o anúncio de Khaled no Parlamento especifica abril, sem confirmar o dia.

  • 2011: O programa foi aprovado para seis navios.
  • 2014: Foi assinado o contrato principal de construção, no valor de RM9,128 bilhões.
  • Abril de 2018: A Malásia fechou contrato para o pacote de mísseis Naval Strike Missile destinado a seis navios LCS.
  • 2023: Um acordo suplementar reduziu a frota para cinco navios e elevou o contrato principal para RM11,227 bilhões.
  • 18 de maio de 2026: A Malásia apresentou uma demanda formal de compensação à Kongsberg após o cancelamento da exportação dos mísseis.
  • 25 de junho de 2026: A auditoria registrou avanço de 78,99% no programa, ante 86,54% previstos.
  • 26 de agosto de 2026: O governo assinou o contrato de apoio logístico e aos testes.
  • 7 de outubro de 2026: Khaled anunciou abril de 2027 como a nova meta de entrega da Fase 1.
  • 11 de outubro de 2026: Khaled afirmou que a construção não aguardaria uma RCI e que as negociações para substituir os mísseis continuavam.

Os relatos divergem sobre algumas datas. Uma versão situa o levantamento da auditoria em junho de 2025, em vez de junho de 2026, e aponta 2011 como o ano do contrato. A cronologia mais detalhada distingue a aprovação, em 2011, da assinatura do contrato principal, em 2014. Outra versão ainda indica 26 de dezembro de 2026 como prazo de entrega, mas foi publicada antes do anúncio de Khaled, em 7 de outubro, sobre o adiamento para abril.

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Por que a falta do Naval Strike Missile é importante

O Naval Strike Missile planejado é a principal capacidade do navio para atacar alvos de superfície. Sua ausência não significa que o Maharaja Lela ficará sem armamentos, mas deixa uma lacuna específica que os sistemas de defesa aérea, guerra eletrônica e outros equipamentos do navio não substituem.

Em 11 de outubro, Khaled afirmou que o navio tinha mísseis de defesa aérea, capacidade antissubmarino e sistemas de interferência eletrônica. Segundo ele, faltava o sistema de mísseis para atacar alvos de superfície. A interferência eletrônica busca interromper sinais hostis, enquanto o sistema de gerenciamento de combate reúne informações de sensores e armamentos para que a tripulação avalie ameaças e reaja.

Há uma divergência ainda não esclarecida entre a descrição do ministro sobre os equipamentos já instalados e os registros de aquisição. Relatos parlamentares dizem que o contrato dos mísseis superfície-ar ainda não havia sido totalmente finalizado, apesar de uma carta de aceitação assinada. A inspeção no estaleiro também não conseguiu verificar a situação da instalação de todos os sistemas de combate. Aprovação da compra, instalação física e prontidão operacional são etapas distintas.

Khaled afirmou que a força aérea poderia realizar ataques enquanto o navio aguardasse o sistema de mísseis substituto. Essa é uma alternativa provisória que envolve outra força, não uma confirmação de que a capacidade faltante do navio tenha sido restabelecida.

O Ministério da Defesa discutiu a aceitação condicional do LCS 1. Segundo a resposta do ministério à auditoria, a aceitação do navio não liberaria o contratado das obrigações pendentes, incluindo a instalação e integração dos mísseis e o treinamento da tripulação. A distinção é importante: a entrega pode ocorrer antes que todas as capacidades previstas em contrato estejam prontas.

Pagamentos e compensação na disputa com a Noruega

A revogação, pela Noruega, da autorização de exportação deixou sem entrega 48 mísseis Naval Strike Missile e dois mísseis de telemetria. Mísseis de telemetria são usados para coletar informações durante os testes. Segundo a auditoria, os pagamentos somam €124,35 milhões, ou RM571,24 milhões, o equivalente a cerca de 96,6% do valor revisado do contrato dos mísseis.

Outras declarações da Malásia indicam que cerca de 95% do valor foi pago. Os números não devem ser tratados como idênticos, pois as datas de referência ou o escopo dos contratos não foram conciliados publicamente nesses relatos.

A demanda do Ministério da Defesa por compensação e reembolso é estimada em €214,66 milhões; outras versões a descrevem como US$251 milhões ou mais de RM1 bilhão. A demanda inclui prejuízos alegados além dos pagamentos já feitos, como custos associados à substituição dos equipamentos e à preparação de outro sistema de mísseis. Trata-se de uma reivindicação, não de dinheiro já recuperado.

O Ministério das Relações Exteriores da Noruega confirmou que certas licenças de exportação foram revogadas. A posição da Kongsberg é que a decisão sobre as licenças impede legalmente a entrega, e a empresa invocou força maior, uma cláusula contratual relativa a eventos fora do controle de uma das partes. A Malásia sustenta que o fornecedor deve responder pela compra não entregue e pelos custos associados.

O desfecho depende de termos contratuais e procedimentos de resolução de disputas que não foram divulgados nesses relatos. Houve negociações para um acordo na Turquia em 12 e 13 de agosto, mas não há registro de um acordo concluído. Khaled afirmou em 5 de outubro que a recuperação dos valores levaria tempo.

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Por que abril de 2027 e dezembro de 2035 se referem a coisas diferentes

O alerta da auditoria de que o LCS 1 talvez só alcance plena capacidade em dezembro de 2035 tornou-se um ponto de discórdia à parte. Abril de 2027 diz respeito à proposta de entrega do navio. Dezembro de 2035 se refere a um cenário para concluir a capacidade faltante, não necessariamente à data em que o navio poderia iniciar qualquer operação.

A versão detalhada da auditoria explica que o cenário de 2035 prevê três anos para a compra de mísseis substitutos e outros seis anos para a implementação, usando como referência a duração do contrato original dos mísseis. O Ministério da Defesa informou ao auditor que o navio não estaria plenamente operacional sem sua capacidade de atacar alvos de superfície.

Khaled contesta essa projeção. Ele afirmou que a Malásia considerava alternativas da Coreia do Sul, da Turquia e da França e argumentou que a entrega e a instalação poderiam levar três anos, em vez do período mais longo associado ao contrato norueguês. Uma versão anterior, publicada em outubro, atribui a ele uma estimativa de três a quatro anos.

Essas declarações não estabelecem um prazo definitivo para a substituição. O fornecedor ainda não foi anunciado, as negociações continuam e não há uma data confirmada para a assinatura do contrato a partir da qual se possa calcular o prazo de entrega. Khaled afirmou em 11 de outubro que a compra não dependeria da verba prevista no Orçamento de 2027.

A divergência, portanto, gira em torno das estimativas de tempo para compra e instalação. O ministro espera um caminho mais curto para a conclusão; a auditoria apresenta um cenário mais longo. Nem a meta de entrega em abril nem a rejeição da projeção para 2035 resolvem o cronograma de substituição.

Outros contratos também afetam a prontidão

A disputa dos mísseis não é o único problema de aquisição. No levantamento da auditoria em junho, quatro compras complementares continuavam pendentes, enquanto a aquisição dos mísseis para alvos de superfície também havia sido suspensa. Outros relatos mencionam cinco contratos incompletos de armamentos e apoio, referindo-se a esse conjunto de requisitos ainda pendentes.

Houve avanços desde então. O contratado assinou o contrato de apoio logístico e aos testes em 11 de agosto, e o governo o assinou em 26 de agosto. O contrato autoriza as atividades de apoio, treinamento e testes necessárias para preparar o navio para o serviço.

Uma carta de aceitação para 29 mísseis superfície-ar foi assinada em 3 de agosto. O relato parlamentar prevê um período de fornecimento de 69 meses, enquanto Khaled disse que os documentos do contrato deveriam ser finalizados até meados de outubro. Esse prazo extenso de fornecimento deve ser diferenciado da meta muito mais próxima para a entrega do navio.

A munição para os canhões e o Sistema Integrado de Lançamento de Iscas continuavam em negociação direta. Os relatos divergem quanto à munição: alguns citam projéteis para um canhão de calibre médio de 30 mm, enquanto o relato parlamentar detalhado menciona munição 3P de 57 mm e munição para iscas. Sem uma lista de aquisições conciliada, não é possível afirmar com segurança que essas descrições correspondam à mesma compra.

A auditoria também constatou que os botes infláveis de casco rígido fornecidos para o programa não atendiam às especificações contratuais. Ikmal Hisham Abdul Aziz, ex-vice-ministro da Defesa, afirmou que o problema vinha sendo apontado desde 2019. Em conjunto, os contratos pendentes e os defeitos nos equipamentos mostram por que uma data de entrega depende de compras coordenadas, testes e treinamento, e não apenas da construção.

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Mais dinheiro por menos navios

A mudança financeira no programa é expressiva, mesmo antes de se definir o custo dos mísseis substitutos. O contrato principal subiu de RM9,128 bilhões em 2014 para RM11,227 bilhões no acordo suplementar de 2023, um aumento de RM2,099 bilhões, ou cerca de 23%. A frota planejada caiu de seis navios para cinco.

Dividindo os valores totais dos contratos pelo número de embarcações, chega-se a uma média de aproximadamente RM1,52 bilhão por navio originalmente planejado e RM2,25 bilhões agora, um aumento de cerca de 48%. Essa comparação considera os valores totais do contrato principal, não o custo exato de construção de cada navio nem o custo final de todos os pacotes de armamentos.

Até o levantamento da auditoria, o governo havia pago RM8,557 bilhões do contrato principal de RM11,227 bilhões, aproximadamente 76,2%. Restavam cerca de RM2,67 bilhões. O deputado Shahidan Kassim defendeu que os pagamentos restantes dependessem de marcos verificáveis, com atualizações regulares ao Comitê de Contas Públicas e explicações para mudanças de custo ou escopo.

Durante o debate parlamentar, o deputado Tan Hong Pin, de Bakri, argumentou que a construção e as compras de equipamentos separadas precisavam de um plano único e coordenado.

"Navios, armamentos, munições, sistemas de proteção e apoio operacional precisam ser concluídos de acordo com um plano coordenado", afirmou.

A notificação de indenização por perdas e danos emitida à LUNAS é outra medida em resposta ao atraso, mas não foi informado nenhum valor apurado ou recuperado. O Ministério das Finanças é proprietário da LUNAS, e Khaled afirmou que trabalharia com o Ministério da Defesa para monitorar a entrega. Ao distinguir o cliente do contratado, ele atribui ao estaleiro a responsabilidade pela construção, sem afastar a responsabilidade do governo pela coordenação das aquisições.

Responsabilização sem interromper a conclusão

Os pedidos de criação de uma RCI dizem respeito a como o programa chegou a esse ponto e se a supervisão existente foi suficiente. Khaled afirmou que as investigações devem ficar a cargo da Comissão Anticorrupção da Malásia e das autoridades competentes. Ele mencionou uma ação judicial envolvendo um ex-chefe da Marinha que também havia sido diretor-geral do Estaleiro Naval Boustead, mas não anunciou um novo cronograma para investigações.

Lam Choong Wah, analista de defesa da Universidade da Malásia, apoia a criação de uma RCI e argumenta que ela poderia examinar documentos sigilosos aos quais o Comitê de Contas Públicas não tem acesso e recomendar reformas. Ele também propõe que o Parlamento fiscalize as aquisições de defesa acima de RM100 milhões e que as principais compras sejam incluídas no orçamento federal anual.

Salawati Mat Basir, especialista em assuntos marítimos da Universidade Nacional da Malásia, defende a criação de um comitê de aquisições que envolva as forças armadas e os ministérios, além de licitações públicas internacionais. Essas são mudanças propostas, não medidas cuja adoção tenha sido confirmada.

Os dois analistas argumentam que os navios ainda ofereceriam capacidade naval útil apesar dos atrasos, embora reconheçam o risco de alguns sistemas ficarem atrás das tecnologias mais recentes. Lam distinguiu um equipamento atrasado de um projeto que não produz nada.

"Então, ainda é melhor do que nada", afirmou.

Os próximos passos mensuráveis são a conclusão dos contratos pendentes, os testes de aceitação e a entrega em abril de 2027. Continuam sem solução a escolha do fornecedor dos mísseis substitutos, o preço e o cronograma de instalação, o resultado da disputa por compensação e o valor a pagar segundo a notificação de atraso. A conclusão do navio e a investigação do programa podem avançar separadamente, mas nenhum desses processos substitui a comprovação de que a Marinha receberá a capacidade que comprou.

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Principais pontos

  • A entrega do LCS 1 na Fase 1 está prevista para abril de 2027, quatro meses depois da meta anterior, de dezembro de 2026.
  • O navio será entregue sem o sistema Naval Strike Missile planejado; as negociações com fornecedores substitutos continuam.
  • O LCS 1 estava 86,39% concluído em agosto, enquanto a auditoria de junho apontou que o programa estava 7,55 pontos percentuais atrasado em relação ao cronograma.
  • A Malásia pagou €124,35 milhões por um pacote de mísseis não entregue e busca compensação.
  • O contrato principal subiu para RM11,227 bilhões, enquanto a frota foi reduzida de seis navios para cinco.
  • Khaled contesta o cenário da auditoria de plena capacidade apenas em dezembro de 2035, mas não há prazo confirmado para os mísseis substitutos.
  • O Ministério da Defesa notificou a LUNAS sobre a aplicação de indenização por perdas e danos e afirma que a construção não deve aguardar uma RCI.
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