Oito tries levam a Austrália de volta à final
Reece Walsh marcou três tries, e a Austrália derrotou Samoa por 44 a 12 em Sydney, em 8 de novembro, para chegar à final masculina da Copa do Mundo de Rugby League. A equipe enfrentará a Nova Zelândia em Brisbane, em 15 de novembro. Os Kangaroos marcaram cinco tries consecutivos antes do intervalo, transformando uma desvantagem inicial de 2 a 0 em uma vantagem confortável de 26 a 2.
Conteúdo
- Oito tries levam a Austrália de volta à final
- Como a vantagem inicial de Samoa desapareceu
- Try anulado e fim de primeiro tempo decisivo
- Walsh responde ao próprio erro
- Por que a Austrália manteve a posse de bola
- Duas decisões de vídeo aumentam a frustração de Samoa
- Uma comemoração com motivo pessoal
- A Nova Zelândia traz um teste conhecido para a final
- Seleção feminina da Austrália também chega à final contra a Nova Zelândia
- Principais pontos
O relato oficial da partida da National Rugby League registrou 41.259 espectadores no Allianz Stadium, também conhecido como Sydney Football Stadium. O público também foi estimado em 41.529 pessoas. A numerosa torcida samoana levou barulho e cor ao estádio, mas o controle da posse de bola pela Austrália e as respostas rápidas aos momentos adversos decidiram a partida.
A Austrália agora soma seis vitórias em seis jogos de teste contra Samoa. O triunfo também ampliou para 22 partidas a sequência de vitórias da equipe na Copa do Mundo e manteve vivo o objetivo de conquistar o quarto título consecutivo. Os Kangaroos marcaram 170 pontos em quatro jogos neste torneio, média de 42,5 por partida.
A Nova Zelândia, que derrotou Tonga por 34 a 10 na outra semifinal, representa um desafio conhecido. As equipes abriram o torneio com uma vitória apertada da Austrália por 24 a 22, em 15 de outubro. O próximo encontro decidirá o título no Lang Park, em Brisbane, também conhecido como Suncorp Stadium.
Como a vantagem inicial de Samoa desapareceu
O gol de penalidade de Stephen Crichton aos cinco minutos colocou Samoa na frente, depois que a Austrália foi punida por impedimento. No entanto, menos de dois minutos depois, um erro de manuseio de Crichton perto da própria linha deu aos Kangaroos um scrum em posição de ataque, e Tom Dearden aproveitou a oportunidade.
Dearden ameaçou passar a bola, mas avançou pelo espaço entre Jazz Tevaga e Francis Manuleleua. Sua finta, um movimento que leva os defensores a esperar um passe, abriu caminho para o primeiro try da Austrália.
Jacob Preston marcou aos 14 minutos, depois que Keaon Koloamatangi avançou até perto da linha e soltou a bola para Harry Grant. Grant encontrou Cameron Munster, que deu um passe curto para Preston atravessar a defesa. A Austrália construía seus ataques com vários jogadores, em vez de depender de um único corredor.
Um erro de manuseio de Spencer Leniu aos 24 minutos deu à Austrália outra oportunidade perto da linha de Samoa. Dearden e Kotoni Staggs ajudaram a levar a bola até Tom Trbojevic, que marcou seu oitavo try no torneio. Os Kangaroos venciam por 16 a 2, e Samoa passava cada vez mais tempo se defendendo.
Try anulado e fim de primeiro tempo decisivo
Samoa pareceu encontrar um caminho para voltar à partida por volta da meia hora, quando Manuleleua disputou com Walsh uma bola alta chutada por Jarome Luai. A bola sobrou para Crichton, que cruzou a linha e iniciou uma comemoração interrompida pela intervenção dos árbitros de vídeo.
O bunker, sistema de revisão de vídeo do rugby league, decidiu que Manuleleua havia batido na bola para a frente durante a disputa. Um knock-on ocorre quando um jogador perde a bola para a frente ao tocá-la com a mão ou o braço. A decisão anulou o try e devolveu a posse à Austrália.
Walsh marcou cerca de dois minutos depois, acelerando por um espaço entre Ronald Volkman e Crichton pelo lado esquerdo da Austrália. Seu primeiro try levou o placar a 20 a 2 e transformou um momento de esperança samoana em mais um avanço australiano.
Cameron Murray atraiu três defensores e passou a bola para Preston, que deixou Bradman Best livre para marcar seu primeiro try pela seleção. Leniu foi enviado ao banco de punição por contestar uma decisão do árbitro Adam Gee após o try. Samoa chegou ao intervalo perdendo por 26 a 2 e ficou temporariamente com 12 jogadores, em vez de 13.
Os momentos mais importantes da partida se sucederam nesta ordem:
- Quinto minuto: o gol de penalidade de Crichton colocou Samoa na frente por 2 a 0.
- Dos sete aos 24 minutos: Dearden, Preston e Trbojevic marcaram e abriram vantagem para a Austrália.
- Por volta da meia hora: o aparente try de Crichton foi anulado, e Walsh marcou do outro lado do campo.
- Antes do intervalo: Best marcou, e Leniu foi enviado ao banco de punição, deixando Samoa 24 pontos atrás.
- Segundo tempo: Samoa marcou duas vezes, mas Walsh completou seu hat-trick, e Jack Bostock fez o oitavo try da Austrália.
Walsh responde ao próprio erro
Walsh deu uma oportunidade a Samoa no início do segundo tempo ao deixar cair uma bola alta chutada por Volkman. Crichton recuperou a bola e marcou, reduzindo a diferença para 26 a 8.
Três minutos depois, Walsh restabeleceu a vantagem australiana. Ao receber um passe curto de Grant, avançou e rompeu o tackle de Crichton para marcar seu segundo try. A conversão de Munster levou o placar a 32 a 8, anulando de imediato o avanço de Samoa.
Izack Tago marcou no canto esquerdo aos 61 minutos, após receber passes de Volkman, Luai e Hamiso Tabuai-Fidow. A Austrália respondeu novamente com um try de Walsh, que concluiu uma jogada iniciada ainda no próprio campo e que envolveu Trbojevic, Dearden e Munster.
Bostock fechou o placar a oito minutos do fim, marcando seu sétimo try no torneio. Os três tries de Walsh valeram 12 pontos antes das conversões, o mesmo total de Samoa em toda a partida.
A atuação ofensiva de Walsh veio após uma preparação interrompida. Uma lesão no tornozelo o afastou das partidas por oito semanas antes do torneio. Desde então, ele se tornou peça central do ataque australiano, com uma longa sequência de pontuações e um tackle decisivo contra a Nova Zelândia no jogo de abertura.
Por que a Austrália manteve a posse de bola
A Austrália completou quase 90% de suas sequências de ataque e limitou Samoa a uma quebra da linha defensiva. No rugby league, uma equipe normalmente tem seis tackles para avançar antes que a posse de bola mude de lado. Completar uma sequência geralmente significa chegar ao sexto tackle e fazer um chute útil, em vez de perder a bola por um erro.
Samoa cedeu um total de 12 penalidades e reinícios de jogo. Um reinício dá ao time que ataca uma nova contagem de tackles, obrigando os defensores a continuar trabalhando sem recuperar a bola. A Austrália também recebeu quatro penalidades a mais que Samoa.
Essas interrupções deram repetidamente aos Kangaroos mais posse de bola e melhores posições de ataque. Nos 19 minutos finais do primeiro tempo, Samoa só conseguiu chegar ao chute em duas ocasiões. A pressão alimentou um ciclo de defesa, desgaste físico e novos erros.
Munster e Grant organizaram boa parte das jogadas da Austrália, enquanto Dearden ameaçava a linha defensiva com suas arrancadas. Pat Carrigan e Tino Fa'asuamaleaui ajudaram os forwards a suportar o início físico de Samoa. Leniu, por outro lado, perdeu a bola em sua primeira corrida e voltou a perdê-la em seu primeiro toque depois de retornar do banco de punição.
O capitão da Austrália, Isaah Yeo, disse que a atuação refletiu o progresso da equipe ao longo do torneio e sua resposta à pressão de uma semifinal.
"Acho que provavelmente foi nosso melhor início nesta campanha até agora", disse Yeo.
Yeo descreveu a vitória como um passo em direção ao nível que a Austrália precisa alcançar na final.
Sinto que temos evoluído a cada semana, e esse foi um passo importante na direção certa.
Duas decisões de vídeo aumentam a frustração de Samoa
Samoa teve dois tries anulados, e a primeira decisão contra Manuleleua foi alvo de críticas em especial. Trent Robinson, técnico do Sydney Roosters, discordou durante a transmissão da decisão de que a bola havia sido impulsionada para a frente.
"Está claro que a bola foi rebatida para trás", disse Robinson.
Um try de Tabuai-Fidow no segundo tempo foi anulado depois que Manuleleua foi considerado culpado de obstruir Liam Martin. Há obstrução quando um jogador bloqueia ilegalmente um defensor que tenta alcançar um adversário. A decisão de Gee teve o aval do árbitro de vídeo Chris Butler.
Shaun Johnson, ex-jogador da seleção neozelandesa, criticou tanto as decisões em campo quanto o processo de revisão de vídeo. Ele reconheceu a atuação da Austrália, mas expressou frustração com a arbitragem.
"Não quero tirar o mérito do que os australianos fizeram, mas não consigo deixar de sentir frustração com a forma como a partida foi arbitrada", disse Johnson.
O técnico de Samoa, Ben Gardiner, disse que a Austrália "recebeu decisões favoráveis por jogar em casa", mas também apontou aspectos que sua própria equipe precisava corrigir. Seus jogadores tiveram dificuldade para se recuperar após as penalidades e erraram tackles em excesso.
Gardiner descreveu como um revés levava repetidamente a outro, impedindo Samoa de retomar o controle.
Depois de algumas das penalidades marcadas, simplesmente não reagimos bem. Uma coisa levou a outra e, depois, veio um try. Ficou difícil conseguir reagir.
Uma comemoração com motivo pessoal
Walsh comemorou seu primeiro try com um salto mortal para trás e perdeu uma chuteira no movimento. Depois, sentou-se para calçá-la novamente. O técnico da Austrália, Kevin Walters, disse no intervalo que não haveria mais saltos mortais depois da pausa.
Walters explicou mais tarde que Walsh havia feito uma promessa a crianças doentes. A comemoração tinha um propósito além de entreter a torcida.
Ele fez isso por algumas crianças doentes. Todas pediram que ele desse um salto mortal se marcasse um try, então não dá para ser contra isso quando ele está fazendo as crianças sorrirem.
Walters também saiu em defesa de seu fullback após a bola alta que Walsh deixou cair e que levou ao try de Crichton. A resposta imediata de Walsh, com um try, mostrou por que o técnico o colocou no centro do ataque australiano, apesar dos erros cometidos.
A Nova Zelândia traz um teste conhecido para a final
Austrália e Nova Zelândia disputarão uma final masculina da Copa do Mundo pela primeira vez desde 2013. As equipes também decidiram os títulos de 2000 e 2008, com vitória neozelandesa por 34 a 20 em Brisbane, em 2008.
Aquela continua sendo a derrota mais recente da Austrália em uma Copa do Mundo. Os Kangaroos venceram as três edições seguintes, enquanto a campanha de Samoa voltou a terminar diante da Austrália em uma Copa do Mundo, assim como na derrota por 30 a 10 na final de 2022.
O confronto de 15 de outubro oferece uma comparação recente bem mais equilibrada que o placar da semifinal. A Austrália venceu a Nova Zelândia por apenas dois pontos, 24 a 22. O fullback neozelandês Kalyn Ponga continuou jogando por cerca de 20 minutos com um braço quebrado naquela partida. Depois, voltou para a vitória na semifinal contra Tonga e teve uma atuação que lhe rendeu o prêmio de melhor jogador da partida.
Walters reconheceu a qualidade de Ponga, mas manteve o foco na preparação da Austrália.
Para os jogadores, o foco tem sido no que podemos fazer como equipe. Se acertarmos nisso, estou satisfeito.
Para a Austrália, a semifinal mostrou uma fórmula prática para 15 de novembro: manter a posse de bola, obrigar os adversários a se defender por longos períodos e responder rapidamente aos pontos deles. A derrota apertada para os australianos no jogo de abertura dá à final um ponto de partida diferente da luta de Samoa para se manter perto no placar.
Seleção feminina da Austrália também chega à final contra a Nova Zelândia
A seleção feminina da Austrália derrotou Fiji por 30 a 14 na partida anterior, no mesmo estádio, e garantiu outra final contra a Nova Zelândia. Abbi Church marcou quatro tries, e as Jillaroos superaram um confronto difícil antes de abrir vantagem.
O resultado mantém as australianas na disputa pelo quarto título mundial consecutivo, em sintonia com a ambição da seleção masculina. Assim, Brisbane receberá duas finais entre Austrália e Nova Zelândia em 15 de novembro: as Jillaroos enfrentarão as Kiwi Ferns, e os Kangaroos jogarão contra os Kiwis.
Para Samoa, a derrota masculina encerra a tentativa de chegar à segunda final consecutiva. O capitão Junior Paulo elogiou a Austrália, mas lamentou como a noite se desenrolou.
O mérito é dos australianos, que entraram em campo da forma como entraram e fizeram essa partida. Sabíamos que seria difícil.
Principais pontos
- A Austrália venceu Samoa por 44 a 12, depois de abrir 26 a 2 no intervalo, em Sydney.
- Reece Walsh marcou seu primeiro hat-trick internacional, e a Austrália terminou com oito tries.
- Samoa teve dois tries anulados, e Spencer Leniu foi enviado ao banco de punição por contestar uma decisão.
- A Austrália ampliou para 22 partidas sua sequência de vitórias na Copa do Mundo e segue invicta em seis jogos de teste contra Samoa.
- A final masculina contra a Nova Zelândia está marcada para 15 de novembro, em Brisbane.
- A seleção feminina da Austrália venceu Fiji por 30 a 14, com quatro tries de Abbi Church, e enfrentará a Nova Zelândia na final.






