Final tenso no retorno de Osaka a Tóquio
Naomi Osaka salvou três set points consecutivos antes de derrotar Jasmine Paolini por 6-3, 7-6(4), na terça-feira, no Ariake Tennis Park, em Tóquio. Assim, transformou sua primeira participação no Pan Pacific Open em quatro anos em um retorno vitorioso diante da torcida de casa. A ex-número 1 do mundo completou a vitória na primeira rodada em uma hora e 37 minutos.
Conteúdo
- Final tenso no retorno de Osaka a Tóquio
- Paolini apagou duas vezes a vantagem inicial
- Três chances de levar a partida ao set decisivo
- Um desenho de grou ligado à família
- Por que este retorno teve um significado especial
- A maternidade mudou sua perspectiva
- Pohankova terá seu primeiro teste contra uma Top 20
- Rybakina está perto de um grande objetivo
- Pontos principais
Osaka, de 29 anos, chegou usando uma capa azul e branca bordada com grous, em homenagem ao Japão e à terra natal de sua mãe, em Hokkaido. Depois do início da partida, a sétima cabeça de chave do torneio precisou tanto de seu poder de ataque quanto de seu equilíbrio para superar a italiana, que havia vencido o único confronto anterior entre elas.
O momento mais perigoso aconteceu quando Osaka sacava em 5-6 no segundo set. Paolini teve três chances seguidas de levar a partida para o set decisivo, mas Osaka escapou e depois venceu o tie-break por 7-4. Os melhores momentos da partida da WTA confirmam que a ex-campeã avançou para enfrentar Mia Pohankova por uma vaga nas quartas de final.
Osaka, número 18 do mundo, acertou sete aces, contra um de Paolini, número 35. Essa vantagem no saque ajudou a japonesa a fechar a partida em dois sets contra uma adversária que reagiu repetidamente após sair atrás no placar.
Osaka, tetracampeã de Grand Slam, falou sobre o desafio e a satisfação de vencer no Japão durante a entrevista em quadra.
A partida foi muito difícil. Já tinha jogado contra ela uma vez e perdi, então estou muito feliz por estar jogando em casa e vencer.
Paolini apagou duas vezes a vantagem inicial
Osaka abriu uma vantagem de 3-0 e colocou Paolini sob pressão desde o início. A italiana reagiu vencendo três games seguidos e depois teve um break point que poderia colocá-la à frente por 4-3. Break point é a chance de quem recebe o saque vencer o game de serviço da adversária; em geral, é uma oportunidade valiosa, pois quem saca começa cada ponto em vantagem.
Paolini mandou para fora um forehand nessa oportunidade. Osaka confirmou o serviço e, no game seguinte, retomou o controle com golpes fortes junto às linhas. Uma bola vencedora de forehand garantiu a quebra e o placar de 5-3, deixando Osaka a um game de fechar o primeiro set.
O segundo set começou de forma parecida. Osaka quebrou o saque para abrir 3-2, mas Paolini devolveu a quebra imediatamente e empatou em 3-3. As duas vantagens iniciais de Osaka não impediram a italiana de voltar a igualar o placar.
Paolini, finalista de Grand Slam em duas ocasiões, recebeu atendimento no pé esquerdo depois de abrir 4-3. Ela continuou competindo em alto nível e acabou criando a melhor oportunidade da partida para mudar seu rumo.
Três chances de levar a partida ao set decisivo
Paolini chegou a ter três set points quando Osaka sacava em 5-6. Vencer qualquer um dos três pontos seguintes daria o set à italiana e levaria a partida para um terceiro.
Osaka respondeu com um tênis agressivo, usando o forehand e acertando uma bola vencedora de backhand durante a reação. No terceiro set point, uma troca exigente terminou com Paolini mandando um forehand para a rede. Osaka confirmou o serviço, empatou em 6-6 e forçou o tie-break.
O tie-break foi mais equilibrado do que o resultado em sets diretos pode sugerir. As jogadoras foram separadas por apenas um ponto vencido no saque da adversária: Paolini errou um forehand e ficou atrás por 5-3. Osaka manteve a vantagem e fechou em 7-4.
Depois da partida, Osaka disse que se sentiu confiante ao entrar no tie-break. Seus sete aces, seis a mais que Paolini, deram a ela um motivo concreto para confiar no saque no momento decisivo.
Questionada sobre essa confiança, Osaka explicou como encarava o confronto.
Eu sabia que meu saque era melhor que o dela. Sentia que sabia o que fazer e o que não fazer.
A vitória reverteu o resultado do único encontro anterior entre elas, no Miami Open do ano passado. Osaka também demonstrou preocupação com Paolini depois de conversar com ela sobre a lesão. Não foram divulgados diagnóstico nem prazo de recuperação.
Um desenho de grou ligado à família
A entrada de Osaka trouxe uma mensagem pessoal antes mesmo de ela bater na bola. A estilista de Tóquio Hana Yagi criou a capa azul e branca, com bordados de grous e mangas compridas inspiradas em um quimono.
O padrão dos grous fazia referência a Hokkaido, ilha ao norte do Japão de onde vem a mãe de Osaka. No Japão, os grous também representam a paz. Para Osaka, o desenho ligava a história de sua família ao retorno ao torneio, que ela descreveu como uma volta para casa.
Yagi já havia trabalhado com Osaka em um vestido branco inspirado em quimono para Wimbledon. Em Tóquio, a colaboração trouxe uma referência semelhante à roupa japonesa para outro contexto, desta vez diante da torcida local.
Osaka explicou por que queria tornar a ocasião especial, em vez de reservar suas entradas mais elaboradas para os quatro torneios do Grand Slam.
No lado da moda, eu sentia que sempre reservava esses grandes momentos para os Grand Slams. Como estava voltando para casa, quis fazer algo especial aqui também.
Entre os looks que usou nesta temporada estão um modelo inspirado em águas-vivas, de Robert Wun, no Australian Open, e paetês dourados de Kevin Germanier em Roland Garros. O visual de Tóquio deu continuidade a essa abordagem criativa, colocando sua herança japonesa no centro da homenagem.
Por que este retorno teve um significado especial
A história de Osaka no Pan Pacific Open inclui uma final em Tóquio, um título em sua cidade natal e uma participação excepcionalmente curta, quatro anos antes desta vitória. Ela conquistou o título em 2019, quando o torneio foi realizado em Osaka, e não na capital japonesa.
A última campanha completa dela no torneio diante da torcida de Tóquio havia sido em 2018, quando terminou como vice-campeã, atrás de Karolina Pliskova. Sua participação em 2022 se resumiu a apenas um game, antes que uma lesão e uma doença interrompessem sua campanha.
- 2018: Osaka chegou à final do Pan Pacific Open em Tóquio e perdeu para Karolina Pliskova.
- 2019: Ela venceu o torneio, disputado na cidade de Osaka.
- 2021: Chegou à terceira rodada da competição de tênis dos Jogos Olímpicos de Tóquio.
- 2022: Daria Saville abandonou a partida de estreia após um game, com uma lesão no ligamento cruzado anterior. Depois, Osaka desistiu antes de enfrentar Beatriz Haddad Maia por causa de dores abdominais.
- 2024: Osaka venceu uma partida em Tóquio durante as eliminatórias da Billie Jean King Cup.
- Neste retorno: Completou a partida da primeira rodada contra Paolini e avançou em sets diretos.
O intervalo de quatro anos, portanto, se refere à ausência de Osaka no Pan Pacific Open. A vitória de terça-feira proporcionou à torcida local uma partida completa, depois de sua participação anterior no torneio ter terminado quase antes de começar.
A maternidade mudou sua perspectiva
Osaka disse que sua vida está diferente desde a última participação no torneio. Desde então, ela se tornou mãe de Shai e reconquistou um lugar entre as melhores do ranking.
A ex-número 1 do mundo descreveu uma relação mais tranquila com o tênis e ligou essa mudança diretamente à filha. Sua explicação dizia respeito tanto ao lugar que o esporte ocupa em sua vida quanto aos resultados que obtém em quadra.
Ao refletir sobre como se sentia antes, Osaka disse:
Naquela fase da minha vida, eu não entrava em pânico, mas vivia estressada o tempo todo.
Em seguida, Osaka explicou como a maternidade mudou esse sentimento.
Agora estou bem tranquila, e acho que isso tem a ver com minha filha. Ela me equilibra e me fez entender que este é o meu trabalho.
Contra Paolini, Osaka precisou se recuperar depois de perder uma vantagem inicial em cada set e, em seguida, superar três pontos que poderiam ter prolongado a partida. Ela terminou sem precisar de um set decisivo e agradeceu à torcida pelo apoio.
Pohankova terá seu primeiro teste contra uma Top 20
A próxima adversária de Osaka será a eslovaca Mia Pohankova, de 18 anos, que recebeu um convite para o torneio, ocupa a 144ª posição do ranking e foi campeã juvenil de Wimbledon em 2025. Pohankova chegou à segunda rodada ao derrotar a tcheca Tereza Valentova, vinda do qualifying, por 6-1, 6-4, em 70 minutos.
A vitória elevou para oito vitórias e seis derrotas o retrospecto de Pohankova contra jogadoras entre as 100 melhores do ranking. Enfrentar Osaka será algo inédito para ela: nunca jogou contra uma adversária entre as 20 primeiras.
Osaka chega com quatro títulos importantes de simples e experiência de já ter vencido este torneio. Pohankova traz um título juvenil de Wimbledon e uma convincente vitória na estreia contra outra adolescente, Valentova, de 19 anos.
Uma vaga nas quartas de final estará em jogo. Para Osaka, outra vitória prolongaria um retorno para casa que já incluiu um teste exigente. Para Pohankova, a partida será a primeira oportunidade de medir seu jogo contra uma integrante atual do Top 20.
Rybakina está perto de um grande objetivo
Em outra parte da chave em Tóquio, a qualifier Yulia Putintseva derrotou Maria Sakkari por 6-4, 3-6, 6-1, em duas horas e 26 minutos. Ela avançou para enfrentar a cabeça de chave número 1 e número 1 do mundo, Elena Rybakina, em um duelo entre jogadoras que representam o Cazaquistão.
Rybakina, que folgou na primeira rodada, garantirá o posto de número 1 do mundo no fim do ano se derrotar Putintseva. Essa classificação identifica a jogadora que termina a temporada no topo do ranking, e não alguém que ocupa a primeira posição apenas durante parte do ano.
O retrospecto dos confrontos anteriores está empatado em duas vitórias para cada uma. Putintseva venceu em Roma, em 2020, e em Indian Wells, em 2021, enquanto Rybakina levou a melhor nos encontros mais recentes, em Madri, em 2024, e em Miami, em 2026.
A vitória de Putintseva sobre Sakkari foi a segunda contra a grega e a primeira desde o confronto inicial entre elas, em Tóquio, em 2016. O resultado marcou um novo duelo em que estará em jogo mais do que uma vaga na rodada seguinte.
Pontos principais
- Naomi Osaka derrotou Jasmine Paolini por 6-3, 7-6(4), em uma hora e 37 minutos, no Pan Pacific Open.
- Osaka salvou três set points consecutivos quando sacava em 5-6 no segundo set e acertou sete aces.
- O look de entrada bordado com grous, criado por Hana Yagi, homenageou o Japão e a terra natal da mãe de Osaka, em Hokkaido.
- A campeã de 2019 enfrentará Mia Pohankova por uma vaga nas quartas de final.
- A cabeça de chave número 1, Elena Rybakina, pode garantir o posto de número 1 do mundo no fim do ano se derrotar Yulia Putintseva.






