Absolvição de Oh Se-hoon renova perspectivas para a eleição presidencial de 2030, enquanto equipe especial de investigação planeja recurso

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Oh Se-hoon Acquittal Revives 2030 Presidential Prospects as Special Counsel Plans Appeal

Prefeito de Seul vence recurso em caso que ameaçava seu futuro político

O Tribunal Superior de Seul absolveu o prefeito Oh Se-hoon em 23 de outubro de 2026, revertendo uma condenação relacionada a supostos pagamentos de 33 milhões de won por pesquisas de opinião e aliviando uma ameaça jurídica às suas perspectivas para a eleição presidencial sul-coreana de 2030. A equipe especial de investigação anunciou imediatamente que pretende recorrer.

Conteúdo
  1. Prefeito de Seul vence recurso em caso que ameaçava seu futuro político
  2. O que envolviam os pagamentos pelas pesquisas
  3. Por que o tribunal questionou o depoimento de Myung
  4. Gravação e mensagens mudaram a avaliação
  5. Promotores dizem que outras provas foram ignoradas
  6. Como o caso chegou a este ponto
  7. Por que o veredito importa para o PPP
  8. Democratas pedem recurso e reforma do Judiciário
  9. O mesmo colegiado julgou o recurso de Yoon sobre pesquisas
  10. Principais pontos

A 7ª Vara Criminal do tribunal, presidida pelo juiz Koo Hoe-geun, rejeitou a conclusão anterior de que Oh havia recebido ilegalmente recursos políticos antes da eleição para prefeito de Seul, em 7 de abril de 2021. O ex-vice-prefeito de Seul Kang Cheol-won e o apoiador de Oh, Kim Han-jung, julgados junto com ele, também foram absolvidos.

Oh enfrentava uma multa de 10 milhões de won e a ordem de devolver outros 21 milhões de won. De acordo com a Lei de Fundos Políticos, uma multa definitiva de pelo menos 1 milhão de won por recebimento irregular de recursos políticos o afastaria do cargo e o impediria de ocupar cargos públicos por cinco anos. Isso o deixaria fora do alcance da próxima eleição presidencial.

A decisão, portanto, tem consequências que vão muito além da conta contestada das pesquisas. Oh conquistou por margem apertada seu quinto mandato como prefeito de Seul em junho e é considerado um possível candidato à Presidência pelo conservador Partido do Poder Popular (PPP), principal força de oposição ao Partido Democrático (PD), do presidente Lee Jae Myung.

O tribunal de apelação concluiu que os promotores não conseguiram provar, além de qualquer dúvida razoável, que Oh havia encomendado especificamente as pesquisas e concordado em pagá-las. A fundamentação se concentrou na confiabilidade do intermediário político Myung Tae-kyun, cujo depoimento estabelecia a ligação direta entre Oh e o suposto acordo.

O que envolviam os pagamentos pelas pesquisas

Os promotores acusaram Oh de receber de Myung os resultados de pesquisas em 10 ocasiões antes da eleição de 2021 e de combinar que Kim arcasse com os custos de 33 milhões de won por meio de Kang. Três pesquisas foram publicadas e sete não foram divulgadas.

Pesquisas de opinião medem as preferências do público consultando uma amostra de pessoas. Em uma campanha, os resultados podem ajudar a identificar adversários, avaliar o apoio e decidir onde concentrar recursos. A disputa judicial dizia respeito a saber se Oh solicitou esses serviços e combinou que um apoiador pagasse por eles como financiamento político.

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Em julho, o tribunal de primeira instância acolheu as acusações relativas a cinco das 10 pesquisas, cujos custos totalizavam 21 milhões de won. Impôs a multa de 10 milhões de won e a ordem adicional de devolução do valor. Portanto, a acusação de 33 milhões de won e a conclusão do julgamento de 21 milhões de won abrangem partes diferentes do mesmo caso.

O colegiado de apelação aceitou que alguns resultados de pesquisas chegaram à campanha de Oh e que Kim fez vários pagamentos a pessoas ligadas a Myung. Ainda assim, concluiu que as provas eram insuficientes para demonstrar a suposta encomenda e o acordo de pagamento envolvendo Oh. Para uma condenação criminal, os promotores precisam provar os elementos essenciais da acusação além de qualquer dúvida razoável; isso significa que dúvidas relevantes sobre esses elementos devem ser resolvidas em favor do réu.

Por que o tribunal questionou o depoimento de Myung

Myung afirmou que Oh ligou para ele quatro vezes em 22 de janeiro de 2021, pedindo uma pesquisa que o mostrasse à frente da adversária Na Kyung-won. O tribunal de apelação considerou seu relato incoerente e incompatível com diversas circunstâncias relacionadas ao caso.

Durante a disputa de 2021, o apoio a Oh entre o público em geral era maior do que entre os filiados ao partido. O colegiado aceitou o argumento de que sua posição eleitoral não lhe dava motivo para pedir o tipo de pesquisa favorável descrito por Myung.

Kang Hye-kyung, que trabalhava na empresa de pesquisas administrada por Myung, também afirmou que uma pesquisa que colocava Oh em primeiro lugar foi alterada para deixar Na à frente, supostamente por instrução de Myung. Seu relato descreveu uma manipulação contra Oh, e não uma tentativa de produzir resultados favoráveis a ele.

Os juízes levaram em conta a própria declaração de Myung de que a primeira pesquisa havia sido realizada para Kim Jong-in, então líder interino do PPP, e não encomendada por Oh. Também analisaram provas de que as relações entre Myung e pessoas ligadas a Oh se deterioraram a partir de fevereiro de 2021 e de que Myung ficou decepcionado por não ter recebido reconhecimento suficiente após a eleição.

O colegiado afirmou que Myung começou a fazer acusações detalhadas sobre o financiamento político de Oh em dezembro de 2024, quando o prefeito anunciou que pretendia processá-lo. Concluiu que o relato se tornou mais específico à medida que os investigadores apresentavam provas, o que aumentou as dúvidas sobre sua confiabilidade.

Gravação e mensagens mudaram a avaliação

Uma gravação telefônica datada de 6 de março de 2021 tornou-se outro elemento importante no recurso. A conversa entre Myung e Kim indicava que Kang, e não Oh pessoalmente, havia apresentado os dois.

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O colegiado usou essa gravação ao avaliar a alegação de Myung de que Oh havia procurado Kim diretamente para pedir que pagasse pelas pesquisas. Na conversa, Kim disse que conheceu Myung por intermédio de Kang e que não recebeu nenhuma explicação direta do prefeito.

Os juízes também examinaram a relação entre Oh e Kim. Embora Kim apoiasse Oh desde que exibiu voluntariamente faixas durante o referendo de 2011 em Seul sobre a oferta gratuita de merenda escolar, ele não ocupava nenhum cargo ou função oficial na campanha de 2021.

Os registros de comunicação mostraram cinco mensagens de texto trocadas entre Oh e Kim de 1º de janeiro a 15 de abril de 2021. Depois que Kim entrou no Telegram em fevereiro, 16 das 18 mensagens trocadas entre os dois pelo serviço foram enviadas por Kim. O colegiado considerou que a relação entre eles não era próxima o suficiente para sustentar a versão dos promotores de que houve um pedido direto de financiamento político ilegal.

Esses detalhes ajudam a explicar por que o recurso teve um resultado diferente do primeiro julgamento. Os juízes avaliaram o depoimento contestado à luz de conversas gravadas, funções na campanha e padrões de contato, em vez de considerar o tempo de apoio de Kim como medida de sua proximidade com Oh.

Promotores dizem que outras provas foram ignoradas

A equipe especial de investigação liderada por Min Joong-ki contestou a avaliação das provas feita pelo tribunal. O procurador especial adjunto Park No-soo afirmou que a acusação se baseou em mais do que o depoimento de Myung e argumentou que o colegiado se concentrou demais na credibilidade dele.

Park citou uma conversa em que um dirigente da equipe de campanha descreveu as pesquisas contestadas como encomendadas pela campanha e disse que os resultados desfavoráveis haviam causado alvoroço. Também mencionou conversas sobre como Kim conheceu Myung e anotações de entrevistas feitas por um advogado enviado por Oh.

A divergência diz respeito tanto à confiabilidade do relato de Myung quanto ao peso das provas relacionadas. O tribunal descreveu o depoimento dele como a única prova direta sobre os principais pontos em disputa; os promotores afirmaram que mensagens, conversas e anotações de entrevistas sustentavam as acusações e mereciam uma análise mais completa.

A equipe pretende levar o caso ao Supremo Tribunal. Disposições de julgamento acelerado da Lei de Investigação Especial sobre Kim Keon-hee podem permitir uma decisão definitiva já em janeiro de 2027, embora ainda não tenha sido marcada uma data para a decisão do Supremo.

Como o caso chegou a este ponto

A disputa se estende dos preparativos para a eleição de Seul de 2021 até um recurso julgado depois que Oh conquistou outro mandato como prefeito. Algumas datas ajudam a entender como os calendários jurídico e eleitoral se cruzaram.

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  • 22 de janeiro de 2021: Myung alegou que Oh ligou quatro vezes pedindo uma pesquisa favorável; o tribunal de apelação rejeitou o relato por considerá-lo pouco confiável.
  • 6 de março de 2021: Myung e Kim tiveram a conversa gravada sobre como se conheceram.
  • 7 de abril de 2021: Seul realizou a eleição para prefeito, antes da qual foram fornecidas as pesquisas contestadas.
  • Dezembro de 2024: Segundo o tribunal de apelação, Myung começou a fazer acusações detalhadas sobre Oh depois que o prefeito anunciou que pretendia processá-lo.
  • Junho de 2026: Oh venceu por margem apertada seu quinto mandato como prefeito enquanto o caso ainda tramitava.
  • Julho de 2026: O tribunal de primeira instância impôs uma multa de 10 milhões de won e determinou a devolução de 21 milhões de won.
  • 23 de outubro de 2026: O Tribunal Superior de Seul reverteu a condenação e absolveu Oh e seus dois corréus.
  • Janeiro de 2027: Uma decisão do Supremo Tribunal pode sair já neste mês, de acordo com o cronograma acelerado.

Oh chegou ao Tribunal Superior de Seul, no distrito de Seocho, por volta das 13h30, antes da audiência do veredito, marcada para as 14h. Ele disse que, durante o recurso, foram apresentadas provas favoráveis e decisivas que não estavam disponíveis no primeiro julgamento.

Ao ser questionado sobre a decisão que se aproximava, o prefeito de Seul, Oh Se-hoon, deu uma resposta breve:

Vamos aguardar o resultado do julgamento.

Após a absolvição, Oh pediu desculpas por ter comparecido diante dos promotores e dos tribunais, prometeu exercer o serviço público com mais cuidado e agradeceu aos moradores de Seul que confiaram nele e votaram para mantê-lo no cargo durante o processo.

Por que o veredito importa para o PPP

A absolvição de Oh dá ao PPP mais condições de tratá-lo como possível candidato à Presidência, em vez de prefeito que poderia em breve perder o direito de exercer o cargo. Sua vitória apertada em junho já havia dado aos conservadores um resultado expressivo em uma eleição na qual o partido sofreu perdas mais amplas.

Oh é um crítico contundente das políticas habitacionais do governo Lee, um tema politicamente sensível associado à queda dos índices de aprovação do presidente nos últimos meses. Manter a prefeitura permite que ele continue contestando o governo a partir de um cargo executivo eletivo.

O veredito também pode fortalecer sua posição em um partido no qual sua influência tem sido relativamente limitada. O líder do PPP, Jang Dong-hyeok, enfrenta uma disputa interna por se recusar a romper com o ex-presidente Yoon Suk Yeol e pela responsabilidade pela derrota eleitoral de junho.

Alguns parlamentares e comentaristas políticos esperam que o fortalecimento de Oh ajude os esforços para substituir Jang. O deputado independente Han Dong-hoon, ex-líder do PPP e outro possível candidato conservador à Presidência, poderia se beneficiar de uma cooperação com Oh na disputa pela liderança do partido. Essa cooperação continua sendo uma possibilidade política, e não um acordo anunciado.

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A resposta imediata do partido se concentrou na administração de Seul. O principal porta-voz do PPP, Park Choong-kwon, saudou a decisão em um comentário:

É um grande alívio e, ao mesmo tempo, nada mais do que o correto que a administração municipal, confiada ao prefeito Oh Se-hoon por dez milhões de moradores de Seul, possa continuar sem interrupções.

Para os moradores, a consequência imediata é a continuidade na prefeitura enquanto o processo judicial avança rumo a uma decisão definitiva. Para o PPP, a disputa de longo prazo é sobre quem liderará o partido e, por fim, enfrentará o PD, que está no governo.

Democratas pedem recurso e reforma do Judiciário

O PD reagiu com veemência. O porta-voz sênior Park Sung-joon argumentou que o tribunal de apelação descartou acusações envolvendo pagamentos que a primeira instância havia aceitado como financiamento político ilegal.

Park Sung-joon, falando em nome do partido governista, relacionou a decisão à agenda de reforma do Judiciário:

Esta decisão desafiou o bom senso.

Ela servirá de catalisador para a reforma do Judiciário.

O líder da bancada do PD, Han Byung-do, também lamentou a decisão e pediu que a equipe especial de investigação recorresse imediatamente. Park comparou o colegiado a uma "máquina de venda automática" de absolvições, citando a decisão tomada no início de outubro de absolver Yoon em outro caso relacionado a pesquisas eleitorais.

Os riscos políticos já estavam claros antes do recurso de Oh. Em setembro, o líder do PD, Kim Min-seok, foi fotografado olhando um bloco de notas com cinco possíveis candidatos, incluindo ele próprio, para uma eleição que escolheria um substituto para Oh. A absolvição de sexta-feira desviou a atenção dessa possibilidade e a voltou para o próprio futuro de Oh.

O mesmo colegiado julgou o recurso de Yoon sobre pesquisas

O colegiado do juiz Koo havia revertido outra condenação de destaque em 7 de outubro, absolvendo Yoon em um caso separado envolvendo a Lei de Fundos Políticos e Myung. A acusação dizia respeito a 58 pesquisas, avaliadas em 274,4 milhões de won, realizadas antes da eleição presidencial de 2022.

A sentença de primeira instância de Yoon havia sido de dois anos de prisão. No recurso, o colegiado concluiu que não havia provas suficientes de um acordo entre Myung e Yoon ou sua esposa para encomendar ou receber as pesquisas sem pagar. A fundamentação também analisou se as pesquisas constituíam um benefício financeiro.

Os dois casos levaram as atividades de pesquisa do mesmo intermediário ao mesmo tribunal de apelação em um intervalo de 16 dias. O caso de Oh tratava de um suposto acordo para que um apoiador pagasse pelas pesquisas; o de Yoon, de pesquisas supostamente fornecidas gratuitamente.

Koo, de 58 anos, tornou-se juiz em 1996 e ingressou no Tribunal Superior de Seul em 2019. Entre suas decisões anteriores estão uma multa de 500 mil won imposta em 2010 a Lee, então candidato à prefeitura de Seongnam, por violação da lei eleitoral, e uma decisão de 2023 que determinou que o Japão pagasse 200 milhões de won a cada requerente em um processo movido por 16 sobreviventes da escravidão sexual em tempo de guerra e seus familiares.

Para Oh, o ganho imediato é a anulação da condenação de primeira instância que ameaçava seu cargo e sua elegibilidade eleitoral. O próximo marco judicial é o recurso previsto ao Supremo Tribunal; sua oportunidade política é transformar a elegibilidade renovada em maior influência no campo conservador.

Principais pontos

  • O Tribunal Superior de Seul absolveu Oh Se-hoon em 23 de outubro de 2026, revertendo sua condenação pela Lei de Fundos Políticos.
  • As acusações envolviam 10 pesquisas e pagamentos de 33 milhões de won; a primeira instância havia acolhido acusações relativas a cinco pesquisas, no valor de 21 milhões de won.
  • O colegiado de apelação considerou pouco confiável o depoimento central de Myung Tae-kyun e concluiu que o suposto acordo não havia sido suficientemente comprovado.
  • A equipe especial de investigação pretende recorrer e argumenta que outras provas sustentavam a acusação.
  • Uma decisão definitiva pode sair já em janeiro de 2027, de acordo com as disposições de julgamento acelerado.
  • A absolvição fortalece a posição de Oh como possível candidato do PPP à eleição presidencial de 2030.
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