Kim Yo-jong ameaça retomar transmissões na fronteira e posicionar mais armas após explosões de minas na Coreia

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Kim Yo-jong Threatens Border Broadcasts and More Weapons After Korean Mine Blasts

Alerta na fronteira põe em risco medida que reduziu o barulho

A Coreia do Norte está avaliando retomar as transmissões por alto-falantes e posicionar mais armas ao longo da fronteira com a Coreia do Sul, afirmou Kim Yo-jong em 19 de outubro de 2026, após explosões de minas ferirem três soldados sul-coreanos e reacenderem uma disputa sobre atividades militares perto da linha divisória.

Conteúdo
  1. Alerta na fronteira põe em risco medida que reduziu o barulho
  2. O que Kim disse que os militares estão avaliando
  3. As explosões de minas por trás da mais recente disputa
  4. Por que as obras estão aproximando os militares
  5. O que mostram os números dos avisos
  6. Como a fronteira chegou a esse ponto
  7. O que a retomada das transmissões significaria para os moradores
  8. Alerta em meio à retomada de atividades com armas
  9. Principais pontos

Kim, diretora do Departamento de Assuntos Gerais do Partido dos Trabalhadores da Coreia e irmã do líder Kim Jong-un, acusou Seul de ameaçar militares norte-coreanos com transmissões de advertência e tiros. Ela afirmou que a Coreia do Sul emitiu 2.870 avisos por alto-falantes e disparou 201 tiros de advertência entre 1º de agosto e 17 de outubro.

As Forças Armadas sul-coreanas descreveram suas ações como respostas a militares norte-coreanos que cruzaram a Linha de Demarcação Militar durante a construção de fortificações na fronteira. Segundo Seul, houve cerca de 50 travessias desse tipo neste ano, e o Norte mobilizou até 7.000 trabalhadores para instalar minas e cercas.

A ameaça pode reverter a redução do barulho na fronteira, iniciada depois que o governo do presidente Lee Jae Myung interrompeu as transmissões de propaganda em 2025 e a Coreia do Norte suspendeu as suas em resposta. Uma retomada afetaria os soldados posicionados frente a frente ao longo da fronteira e os moradores cujas rotinas haviam sido perturbadas pelo barulho intenso.

O que Kim disse que os militares estão avaliando

A declaração de Kim foi divulgada pela Agência Central de Notícias da Coreia, a agência estatal norte-coreana. Ela descreveu a situação na fronteira e culpou a Coreia do Sul, usando ROK, sigla em inglês para República da Coreia, nome oficial do país.

"Agora, a situação na fronteira sul está muito instável. Uma situação grave prevalece ao longo da fronteira sul devido ao comportamento imprudente dos bandidos militares da ROK", disse Kim.

Kim disse que a cúpula militar da Coreia do Norte estava avaliando o envio de armas adicionais e a retomada das transmissões. Sua declaração apresentou possíveis mobilizações como medidas para se preparar para uma emergência militar.

"Para lidar com a situação atual, nossa cúpula militar está examinando a possibilidade de posicionar mais meios de ataque tático ao longo da fronteira sul, como medida preventiva e de dissuasão diante de eventualidades, e de retomar as transmissões por alto-falantes contra a ROK, além de avaliar outras medidas necessárias e apropriadas", disse ela.

Armas de ataque tático geralmente são destinadas a atingir alvos militares em uma área específica. Kim não citou sistemas de armas, data para mobilização ou para a retomada das transmissões, e não especificou as outras medidas.

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As explosões de minas por trás da mais recente disputa

As explosões de 21 de setembro ocorreram na parte oeste da Zona Desmilitarizada, ou DMZ, a área de amortecimento que separa as duas forças militares. Três soldados sul-coreanos ficaram feridos, dois deles gravemente. As primeiras descrições do incidente se concentraram nos dois militares com ferimentos graves.

A Coreia do Sul atribuiu oficialmente as explosões a minas instaladas pela Coreia do Norte no início de outubro. Seul pediu que Pyongyang se desculpasse e removesse outras minas, além de interromper os trabalhos de fortificação.

A Coreia do Norte negou repetidamente qualquer responsabilidade. Kim acusou a Coreia do Sul de inventar o incidente e afirmou que as ações militares do país se tornaram mais agressivas desde as explosões. A atribuição feita por Seul e a negativa de Pyongyang colocam os dois governos em lados opostos sobre quem causou os ferimentos.

O local é relevante. As explosões de minas ocorreram na parte oeste da DMZ, enquanto relatos recentes sobre travessias repetidas se referem a uma área no leste, perto da 21ª Divisão sul-coreana. O confronto, portanto, envolve atividades militares em mais de um trecho da fronteira.

Por que as obras estão aproximando os militares

A Coreia do Norte iniciou sua atual campanha de fortificação da fronteira em abril de 2024. As obras incluem minas, cercas de arame farpado e barreiras para impedir a passagem de tanques, além de uma política de rompimento de laços com a Coreia do Sul.

As Forças Armadas sul-coreanas disseram em 5 de outubro que a Coreia do Norte empregou até 7.000 trabalhadores em 2026 para instalar minas e cercas. Segundo os militares, houve cerca de 50 episódios em que integrantes das forças norte-coreanas cruzaram a Linha de Demarcação Militar durante os trabalhos.

A Linha de Demarcação Militar é a linha divisória propriamente dita entre os dois lados, dentro da DMZ, que é mais ampla. A zona de amortecimento foi estabelecida pelo armistício que encerrou os combates na Guerra da Coreia, em 1953. Apesar do nome, a DMZ fica em uma das regiões de fronteira mais fortificadas do mundo.

Segundo relatos, militares norte-coreanos estão abrindo uma rota de patrulha perto da área da 21ª Divisão, na frente oriental, e cruzando repetidamente a linha em direção ao sul. A Coreia do Sul afirma ter respondido com transmissões de advertência e tiros de advertência. Kim contesta os motivos apresentados por Seul para classificar esses movimentos como travessias e acusou os militares sul-coreanos de disparar fuzis automáticos e metralhadoras de grande calibre.

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O que mostram os números dos avisos

Os números apresentados por Kim incluem um período mais curto dentro do total de agosto a outubro: ela afirmou que a Coreia do Sul realizou 998 transmissões de advertência e disparou 91 tiros de advertência entre 1º e 17 de outubro. Seul não havia divulgado números correspondentes sobre suas respostas às obras de fortificação.

Segundo os números de Kim, esses 17 dias representaram cerca de 35% das 2.870 transmissões e 45% dos 201 tiros de advertência contabilizados por ela nos 78 dias entre 1º de agosto e 17 de outubro. Os dados indicam um ritmo mais intenso de atividades de advertência na primeira parte de outubro.

As transmissões de advertência mandam militares que se aproximam parar ou recuar. Já as transmissões de propaganda, cuja retomada a Coreia do Norte ameaça, buscam influenciar ou perturbar quem as escuta do outro lado da fronteira. A Coreia do Sul continuou a fazer avisos verbais contra as travessias depois de suspender suas transmissões de propaganda.

Lim Eul-chul, professor do Instituto de Estudos do Extremo Oriente da Universidade de Kyungnam, disse que a Coreia do Sul permaneceu em alerta máximo durante os trabalhos de construção. Ele avaliou que:

E Pyongyang parece preocupada que essas atividades de advertência de Seul possam aumentar as tensões perto da fronteira ou provocar um conflito militar.

Como a fronteira chegou a esse ponto

O alerta de outubro vem após várias rodadas de confrontos e tentativas de reduzir as tensões. Os alto-falantes têm sido repetidamente parte dessas disputas.

  • 2015: Explosões de minas atribuídas à Coreia do Norte mutilaram dois soldados sul-coreanos. Seul retomou as transmissões de propaganda após uma pausa de 11 anos, e o confronto deixou os dois lados perto de um conflito armado.
  • Abril de 2024: A Coreia do Norte iniciou sua atual campanha de fortificação da fronteira.
  • Junho de 2024: A Coreia do Sul retomou as transmissões de propaganda após uma pausa de seis anos, em meio à campanha norte-coreana de envio de balões com lixo para o outro lado da fronteira.
  • 2025: O governo de Lee interrompeu as transmissões de propaganda após assumir o poder, e a Coreia do Norte suspendeu as suas em seguida.
  • Agosto: A Coreia do Norte começou a desmontar alguns alto-falantes, uma semana depois de a Coreia do Sul retirar os seus equipamentos de propaganda.
  • 21 de setembro de 2026: Explosões de minas feriram três soldados sul-coreanos na parte oeste da DMZ.
  • 19 de outubro de 2026: Kim ameaçou retomar as transmissões e posicionar armas adicionais.

O confronto de 2015 é um precedente direto para a disputa atual: os ferimentos causados por minas foram seguidos por um embate envolvendo alto-falantes. A ameaça atual vem depois de ambos os governos já terem tomado medidas para reduzir o barulho na fronteira.

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O que a retomada das transmissões significaria para os moradores

Moradores perto da fronteira reclamaram que as transmissões dos dois lados perturbavam suas vidas durante o dia e à noite. A Coreia do Sul transmitia notícias e K-pop, enquanto a Coreia do Norte usava sons altos, incluindo sirenes e tambores.

A Coreia do Sul já disse que suas transmissões podiam chegar a até seis milhas, ou cerca de 9,7 quilômetros, do outro lado da fronteira durante o dia e a mais que o dobro dessa distância à noite. Esse alcance ajuda a explicar por que uma decisão militar sobre alto-falantes pode rapidamente se tornar uma preocupação cotidiana para as comunidades próximas.

A suspensão das transmissões por Lee tinha como objetivo reconstruir a confiança. A interrupção posterior das transmissões norte-coreanas trouxe alívio aos moradores, que podiam ouvi-las até depois do horário habitual de descanso.

Kim também atacou os fundamentos políticos da abordagem de Lee. Ela acusou o governo dele de buscar o confronto apesar do discurso de reconciliação e paz, e o comparou desfavoravelmente ao governo conservador anterior, de Yoon Suk Yeol. A declaração coloca as tentativas de Seul de melhorar as relações ao lado de uma exigência militar imediata: mudar a forma como os soldados sul-coreanos respondem aos militares norte-coreanos perto da linha divisória.

Alerta em meio à retomada de atividades com armas

A ameaça norte-coreana na fronteira veio acompanhada da retomada de testes de armas. Em 17 de outubro, a mídia estatal afirmou que o país havia testado com sucesso o sistema de torpedos Zam-2.0 dois dias antes, descrevendo-o como equipado com inteligência artificial para detectar e orientar-se até os alvos.

A Coreia do Norte disse que o teste foi realizado após mais de 180 avaliações ao longo de cinco anos e verificou o sistema de propulsão da arma. O país forneceu poucos detalhes sobre o funcionamento da alegada inteligência artificial. Em termos simples, esse tipo de sistema de orientação usaria processamento computacional para ajudar a identificar um alvo e direcionar a arma até ele.

O presidente Donald Trump retomou os esforços para restaurar a diplomacia com Kim Jong-un, enquanto Pyongyang intensificou os testes de armas. A declaração de Kim Yo-jong acrescentou uma ameaça específica na fronteira a esse contexto diplomático mais amplo.

Para a Coreia do Sul, a questão imediata é como responder a novas travessias enquanto busca relações mais tranquilas. Para os moradores da fronteira, a preocupação prática é saber se os alto-falantes voltarão. As Forças Armadas sul-coreanas não haviam respondido imediatamente ao mais recente alerta de Kim.

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Principais pontos

  • Kim Yo-jong afirmou que a Coreia do Norte está avaliando retomar as transmissões de propaganda e posicionar mais armas ao longo da fronteira.
  • Explosões de minas em 21 de setembro feriram três soldados sul-coreanos, dois deles gravemente. Seul culpou minas norte-coreanas; Pyongyang negou responsabilidade.
  • As Forças Armadas sul-coreanas registraram cerca de 50 travessias durante os trabalhos de fortificação norte-coreanos em 2026.
  • Kim afirmou que a Coreia do Sul emitiu 2.870 avisos por alto-falantes e disparou 201 tiros de advertência entre 1º de agosto e 17 de outubro.
  • Os dois lados haviam interrompido as transmissões de propaganda ou de sons após Lee Jae Myung assumir o poder, em 2025.
  • Nenhum sistema de armas nem cronograma foi anunciado para as medidas em avaliação.
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