Uma final de 31 minutos dá à Indonésia mais um título
Fajar Alfian e Muhammad Shohibul Fikri conquistaram seu terceiro título de 2026 neste domingo, 18 de outubro, ao derrotarem os malaios Aaron Chia e Soh Wooi Yik por 21-8 e 21-11 na final de duplas masculinas do Denmark Open, em Odense. Os indonésios, cabeças de chave número 3, precisaram de apenas 31 minutos para transformar a decepção do ano passado na mesma fase em um título.
Conteúdo
- Uma final de 31 minutos dá à Indonésia mais um título
- Pressão constante decide o primeiro game
- Sete pontos seguidos viram o melhor início da Malásia
- Por que Fajar decidiu atacar desde o início
- Uma semifinal mais difícil preparou o caminho
- O embalo da semifinal da Malásia termina na final
- A derrota do ano passado e os Jogos Asiáticos serviram de motivação
- Fikri ganha confiança com a experiência de Fajar
- Um dia inteiro de decisões em Odense
- Principais pontos
A Associação Indonésia de Badminton, PBSI, confirma o placar e identifica a vitória como o terceiro título da dupla neste ano em seu comunicado oficial sobre a vitória. Fajar e Fikri venceram o primeiro game em 11 minutos e, em seguida, reagiram após ficarem atrás por 0-4 no segundo, marcando sete pontos consecutivos.
A vitória aconteceu em um torneio BWF World Tour Super 750, com premiação total de US$ 950 mil. A página oficial do pódio da Federação Mundial de Badminton lista os indonésios como campeões e Aaron e Soh entre os medalhistas. O registro informa que o torneio foi realizado de 13 a 18 de outubro e lista 49 duplas masculinas de 19 países.
O placar da final divulgado pela PBSI é 21-8, 21-11; um resultado publicado divergente informa 21-18, 21-16. A BWF identifica o local como SJF Bank Arena, no endereço Orbaekvej 350, enquanto outras coberturas usam Arena Fyn ou Jyske Bank Arena. A lista oficial de locais aponta a SJF Bank Arena, em Odense, como sede do torneio.
Pressão constante decide o primeiro game
Fajar e Fikri assumiram o controle quase imediatamente. Abriram 8-1, ampliaram a vantagem para 10-1 e chegaram ao intervalo vencendo por 11-3. Aaron e Soh tiveram pouco tempo para se adaptar às trocas rápidas que os haviam ajudado na semifinal.
Os indonésios continuaram pontuando após o intervalo, chegaram a 19-8 e fecharam o game com os dois pontos seguintes. A vitória por 21-8 no primeiro game deu a eles uma vantagem de 13 pontos, a maior diferença entre os dois games.
Ao longo da final, Fajar e Fikri marcaram 42 pontos, contra 19 da Malásia. Isso significa que conquistaram cerca de 69% dos 61 pontos disputados. Os números mostram o quanto controlaram a partida, embora o segundo game tenha começado brevemente a favor dos malaios.
O primeiro game também deu aos indonésios espaço para reagir com tranquilidade quando os adversários mudaram o ritmo no início do segundo. Aaron e Soh ainda precisavam vencer dois games para conquistar o título, enquanto Fajar e Fikri precisavam de apenas um.
Sete pontos seguidos viram o melhor início da Malásia
Aaron e Soh abriram o segundo game com quatro pontos consecutivos. Com 4-0 no placar, os malaios, cabeças de chave número 4, tiveram sua melhor oportunidade de prolongar a final e forçar um game decisivo.
Fajar e Fikri responderam e empataram em 4-4. Um desafio bem-sucedido, pedido para revisar uma decisão sobre a linha, deu a eles a liderança por 5-4. Continuaram pontuando até abrir 7-4, completando uma sequência de sete pontos sem resposta.
Os indonésios chegaram ao intervalo vencendo por 11-6. A vantagem inicial da Malásia havia se transformado em uma desvantagem de cinco pontos, e Fajar e Fikri retomaram o ritmo ofensivo que funcionara tão bem no primeiro game.
Uma deixadinha seguida de uma combinação de golpes de ataque levou o placar a 13-8. Erros dos malaios ampliaram a diferença para 17-9. Aaron e Soh marcaram mais dois pontos, mas os indonésios chegaram ao match point em 20-11 e encerraram a partida quando a devolução do saque da Malásia não passou da rede.
Por que Fajar decidiu atacar desde o início
A explicação de Fajar se concentrou em dois fatores práticos: a velocidade da peteca e a familiaridade com os adversários. Ele disse que os dois indonésios enfrentaram Aaron e Soh muitas vezes, inclusive antes de Fajar e Fikri se tornarem parceiros, o que lhes deu um bom entendimento dos pontos fortes e fracos da dupla malaia.
Fajar, um dos integrantes da dupla indonésia campeã, explicou a escolha tática no comunicado da PBSI. Em tradução do indonésio, ele disse:
A peteca estava muito rápida, então não queríamos jogar na defesa. Desde o início, mantivemos a pressão e atacamos, para que nossos adversários não conseguissem desenvolver o jogo deles.
Uma peteca rápida deixa menos tempo para os defensores reagirem. Ao optar por atacar desde o início, Fajar e Fikri buscaram fazer Aaron e Soh responderem aos golpes, em vez de construírem seus próprios ataques. A vantagem no primeiro game e a reação após o 0-4 mostram como os indonésios retomaram a iniciativa com eficiência quando ela escapou brevemente.
O relato de Fajar também explica por que a experiência contra esses adversários específicos foi importante. Os indonésios chegaram à final com um entendimento já consolidado dos jogadores do outro lado da rede e, depois, ajustaram a abordagem às condições da arena.
Uma semifinal mais difícil preparou o caminho
A final de Fajar e Fikri foi mais curta e mais tranquila do que a semifinal contra os chineses Liang Wei Keng e Wang Chang. No sábado, 17 de outubro, eles precisaram de três games para vencer por 21-16, 16-21 e 21-16.
Naquela partida, precisaram se recuperar depois de perder o segundo game. Nas quartas de final, contra os tailandeses Peeratchai Sukphun e Pakkapon Teeraratsakul, haviam vencido em dois games, por 21-17 e 21-16.
As etapas finais da campanha pelo título se desenrolaram ao longo de três dias consecutivos:
- 16 de outubro: venceram Peeratchai Sukphun e Pakkapon Teeraratsakul por 21-17 e 21-16 nas quartas de final.
- 17 de outubro: venceram Liang Wei Keng e Wang Chang por 21-16, 16-21 e 21-16 na semifinal.
- 18 de outubro: venceram Aaron Chia e Soh Wooi Yik por 21-8 e 21-11 na final.
Nessas três partidas, os indonésios venceram seis games e perderam um. O teste mais difícil veio logo antes da final, quando Liang e Wang os obrigaram a recomeçar em um game decisivo.
O embalo da semifinal da Malásia termina na final
Aaron e Soh chegaram à final depois de derrotarem a dupla cabeça de chave número 1, formada pelos sul-coreanos Kim Won Ho e Seo Seung Jae, por 21-14 e 21-18, em 38 minutos. A vitória em 17 de outubro os deixou a uma partida de conquistar o primeiro título da temporada no World Tour.
A dupla malaia voltou a jogar junta depois que a seleção nacional testou diferentes combinações de duplas. O sucesso na semifinal também marcou a segunda vitória consecutiva sobre Kim e Seo, depois de vencê-los na semifinal do Campeonato Mundial, em agosto.
Contra os sul-coreanos em Odense, Aaron e Soh haviam emendado sete pontos consecutivos para transformar uma desvantagem de 11-13 em uma vantagem de 18-13 no primeiro game. Na final, viveram a situação inversa: a vantagem de 4-0 desapareceu durante uma sequência de sete pontos dos indonésios.
A Malásia ainda terminou o torneio no pódio, ao lado dos campeões indonésios e dos semifinalistas chineses e sul-coreanos. O título, porém, ficou com uma dupla que impediu Aaron e Soh de repetir as viradas que os levaram à final no sábado.
A derrota do ano passado e os Jogos Asiáticos serviram de motivação
Fajar e Fikri perderam a final do Denmark Open no ano anterior. O retorno à mesma fase lhes deu uma oportunidade direta de melhorar aquele resultado, enquanto a decepção nos Jogos Asiáticos foi outro motivo para buscar um desempenho superior.
Fajar descreveu essa motivação no comunicado da PBSI. Em tradução do indonésio, ele disse:
Graças a Deus, estamos muito gratos por, depois de perdermos a final no ano passado, termos conseguido vencer o Denmark Open desta vez.
Ele também relacionou a vitória à reação da dupla após os Jogos Asiáticos:
A derrota nos Jogos Asiáticos recentemente levou nós dois a buscar novamente o melhor resultado possível.
Para Fajar, o título foi uma forma de ganhar confiança para os torneios seguintes. Ele também expressou a esperança de que os resultados recentes da Indonésia continuem tanto no badminton adulto quanto no juvenil, com mais títulos e novos avanços.
Fikri ganha confiança com a experiência de Fajar
Fikri descreveu outro aspecto da evolução da dupla: aprender a lidar com uma final sem se deixar dominar pela pressão. Ele disse que antes tinha dificuldade para apresentar seu melhor nível em decisões por título e que aprendeu e ganhou motivação com a vasta experiência de Fajar.
Muhammad Shohibul Fikri, parceiro de Fajar na dupla campeã, explicou sua abordagem no comunicado da PBSI. Em tradução do indonésio, ele disse:
Minha mentalidade é tratar cada partida como um novo começo, algo novo, como se começássemos do zero. Por isso, não devemos nos dar por satisfeitos cedo demais.
Fikri disse que levou energia deliberadamente para a final, inclusive gritando em quadra, porque queria compensar a tristeza pela derrota do ano anterior. Também relacionou essa determinação à decepção da dupla nos Jogos Asiáticos.
Seu relato sobre o amadurecimento foi prático: pensar menos em tudo o que pode acontecer e se concentrar no esforço e na oração. Junto com a explicação tática de Fajar, isso ajuda a entender o desempenho em Odense: um plano de ataque claro e uma postura mais segura diante da pressão.
Um dia inteiro de decisões em Odense
A partida de Fajar e Fikri foi a quarta da programação das finais. A sessão estava marcada para começar ao meio-dia na Dinamarca, ou às 17h no oeste da Indonésia, com transmissão disponível pelo Vidio. O horário da partida dependia da conclusão das três finais anteriores.
A sul-coreana An Se-young defendeu o título de simples feminino ao derrotar a japonesa Akane Yamaguchi por 21-23, 21-14 e 21-18. An se recuperou de uma desvantagem de 5-11 no game decisivo e passou à frente em 13-12, repetindo a vitória sobre Yamaguchi na final dos Jogos Asiáticos.
A Malásia conquistou o título de duplas femininas com Pearly Tan e Thinaah Muralitharan, que derrotaram as japonesas Hinata Suzuki e Nao Yamakita por 21-18 e 21-11. As chinesas Jiang Zhen Bang e Wei Ya Xin levaram o título de duplas mistas contra Feng Yan Zhe e Huang Dong Ping, vencendo por 21-18, 8-21 e 21-16 em 55 minutos.
O francês Alex Lanier venceu a final de simples masculino contra o dinamarquês Anders Antonsen por 21-15, 13-21 e 21-13. O próximo torneio indicado era o French Open, em Paris, de 20 a 25 de outubro, onde An estava programada para enfrentar a indiana PV Sindhu na primeira rodada. Os próximos adversários de Fajar e Fikri não foram informados.
Principais pontos
- Fajar Alfian e Muhammad Shohibul Fikri conquistaram o título de duplas masculinas do Denmark Open em 18 de outubro de 2026.
- A PBSI registra a vitória sobre Aaron Chia e Soh Wooi Yik por 21-8 e 21-11, em 31 minutos.
- Os indonésios reagiram após ficarem atrás por 0-4 no segundo game, marcando sete pontos consecutivos.
- A PBSI identifica o título como o terceiro da dupla no ano.
- Fajar atribuiu o resultado ao jogo ofensivo, à rapidez da peteca e à familiaridade com os adversários.
- Os dois jogadores disseram que a derrota na final do Denmark Open do ano passado e a derrota nos Jogos Asiáticos serviram de motivação.






