Das provas em vídeo ao pagamento em um único aplicativo
O Departamento de Polícia de Trânsito do Vietnã propôs um sistema que permitiria aos proprietários de veículos receber notificações de infrações de trânsito, verificar as provas, responder e pagar multas pelo VNeTraffic, aplicativo disponibilizado pelo Ministério da Segurança Pública. As decisões de multa incluiriam um QR Code para pagamento, com recibos eletrônicos e resultados dos pagamentos registrados automaticamente.
Conteúdo
- Das provas em vídeo ao pagamento em um único aplicativo
- Como as provas das câmeras chegariam ao proprietário
- O que os motoristas veriam em uma notificação
- A aceitação levaria à decisão de multa e ao pagamento
- Proprietários poderiam contestar as informações pelo aplicativo
- Quando o proprietário cadastrado não estava dirigindo
- O que mudaria para motoristas e policiais
- Principais pontos
O modelo, descrito por um representante do departamento em 18 de outubro de 2026, conectaria provas de câmeras, verificações policiais, notificações e pagamentos em um único processo eletrônico. As pessoas cujos casos fossem tratados por esse meio não precisariam mais ir a uma unidade da polícia de trânsito, seja onde moram, seja onde a infração ocorreu.
A proposta se baseia na Lei de Tratamento de Infrações Administrativas, emendada, que o governo apresentou para análise e aprovação na segunda sessão da 16ª Assembleia Nacional. O departamento descreve o procedimento como um modelo proposto. A aprovação parlamentar e a data de implementação ainda não foram confirmadas.
Para os motoristas, a principal mudança seria a possibilidade de resolver uma notificação remotamente, inclusive quando discordarem dela. Os proprietários poderiam aceitar as informações, apresentar uma explicação ou identificar outra pessoa que estivesse dirigindo. A polícia ainda verificaria as provas e determinaria quem deveria receber a multa.
Como as provas das câmeras chegariam ao proprietário
O processo proposto começa quando câmeras de vigilância ou equipamentos técnicos detectam uma infração de trânsito. Imagens e informações relacionadas seriam enviadas a um banco de dados de infrações, dando à polícia de trânsito um registro eletrônico para análise.
Em seguida, os agentes verificariam as informações sobre o veículo e seu proprietário. As verificações descritas pelo departamento abrangem propriedade, registro do veículo, inspeção e seguro. O registro identifica o veículo e seu proprietário cadastrado, enquanto a inspeção diz respeito às verificações técnicas obrigatórias do veículo.
Após verificar as informações pertinentes, a polícia enviaria uma notificação à conta do proprietário no VNeTraffic. Assim, o proprietário cadastrado seria a primeira pessoa contatada, com verificações adicionais quando outra pessoa estivesse dirigindo.
A sequência mantém a verificação policial entre a detecção e a notificação. Câmeras e equipamentos técnicos forneceriam as provas; os agentes consultariam os registros antes de pedir uma resposta ao proprietário. Essa etapa é especialmente importante quando a pessoa associada à placa não estava ao volante.
O que os motoristas veriam em uma notificação
Uma notificação pelo VNeTraffic poderia informar a suposta infração, o valor proposto da multa, a data, o horário e o local, a placa do veículo e a unidade policial responsável pelo caso. Imagens ou vídeos acompanhariam as informações como provas de apoio.
Esses detalhes permitiriam ao destinatário comparar a notificação com os deslocamentos do veículo e identificar quem o estava usando. O local e o horário poderiam ajudar o proprietário a reconhecer um trajeto, enquanto a foto ou o vídeo mostraria a base da alegação policial.
O valor proposto da multa apareceria no momento da notificação. Uma decisão formal de aplicação da multa viria depois que a polícia tivesse elementos suficientes para identificar a pessoa responsável. Em termos simples, a notificação fornece ao destinatário informações para verificar e responder; a decisão estabelece a penalidade a ser paga.
Incluir as provas e a unidade responsável na mesma notificação também daria aos motoristas um registro mais claro do caso. Segundo o departamento, o processo eletrônico mais amplo busca tornar o tratamento das infrações mais aberto e transparente.
A aceitação levaria à decisão de multa e ao pagamento
O proprietário que concordasse com a infração confirmaria sua resposta no VNeTraffic. A polícia emitiria a decisão de multa pelo aplicativo, incluindo um QR Code que a pessoa poderia usar para fazer o pagamento.
Um QR Code é um padrão quadrado que um aplicativo compatível pode ler para obter informações de pagamento. No sistema proposto, ele permitiria pagar a multa associada à decisão. O pagamento faria parte do procedimento eletrônico, sem exigir uma ida separada a uma unidade policial.
A pessoa que efetuasse o pagamento receberia um recibo eletrônico. Os resultados do pagamento e o recibo seriam registrados no sistema de processamento de infrações, que registraria automaticamente a conclusão do caso.
Para uma infração aceita, a sequência proposta é simples: analisar a notificação e as provas, confirmar a concordância, receber a decisão de multa, pagar e receber o recibo. A conexão entre essas etapas reduziria o trabalho administrativo necessário para encerrar um caso.
Proprietários poderiam contestar as informações pelo aplicativo
O proprietário de um veículo que acreditasse que uma notificação contém informações incorretas poderia responder diretamente pelo VNeTraffic. O procedimento proposto permitiria apresentar uma explicação acompanhada de documentos, fotografias ou outros materiais de apoio para análise da polícia.
A polícia de trânsito receberia a resposta e investigaria o caso. A contestação poderia se referir à própria infração alegada, a um erro nas informações ou à identidade de quem dirigia. Em cada situação, os agentes precisariam verificar os fatos pertinentes antes de prosseguir.
A possibilidade de anexar materiais de apoio é uma parte prática da proposta. O motorista poderia incluir uma explicação e provas no processo eletrônico, em vez de apenas selecionar um botão indicando que discorda.
Assim, o modelo do departamento prevê dois caminhos após a notificação. A aceitação levaria o caso à decisão de multa e ao pagamento. Uma notificação contestada voltaria à polícia para verificação, e a próxima etapa dependeria do que os agentes apurassem.
Quando o proprietário cadastrado não estava dirigindo
Proprietários que não estivessem dirigindo no momento da infração seriam solicitados a informar o nome completo do motorista, o número de identidade nacional e o vínculo dele com o proprietário. A polícia usaria esses dados para verificar quem conduzia o veículo.
Depois de identificar o motorista, a polícia enviaria as informações sobre a infração à conta dessa pessoa no VNeTraffic. Assim, o tratamento do caso passaria do proprietário cadastrado para a pessoa identificada como responsável por dirigir.
Veículos vendidos, mas ainda não registrados em nome do comprador, apresentam uma situação mais difícil. A pessoa que ainda consta nos registros do veículo poderia receber a notificação sem conseguir identificar quem estava dirigindo. Segundo a proposta, a polícia continuaria investigando esses casos.
Essa disposição aborda uma lacuna concreta entre o registro de um veículo e seu uso nas ruas. O banco de dados pode indicar aos agentes o proprietário cadastrado, mas identificar o motorista pode exigir informações do proprietário e novas verificações policiais.
O que mudaria para motoristas e policiais
Segundo o Departamento de Polícia de Trânsito, o modelo reduziria deslocamentos, contatos presenciais e o tempo necessário para concluir os procedimentos de multa. O foco prático são as infrações detectadas por câmeras e equipamentos técnicos, cujas provas já entram no processo por meio eletrônico.
Um motorista notificado sobre uma infração enquanto estivesse longe de casa poderia cumprir o procedimento proposto sem viajar até a unidade policial responsável pelo local. O departamento também prevê eliminar a necessidade de comparecer a uma unidade da polícia de trânsito perto da residência da pessoa.
O trabalho policial continuaria nesse processo remoto. Os agentes verificariam os registros dos veículos, analisariam explicações, identificariam motoristas e emitiriam decisões. Os elementos automáticos descritos na proposta dizem respeito à transferência de informações e ao registro do pagamento e da conclusão, em paralelo a essas tarefas policiais.
A proposta reúne mais do que a cobrança de multas. Seu escopo vai do registro inicial feito pela câmera até o recibo final, dando aos proprietários a possibilidade de responder à alegação. O benefício pretendido é reduzir o percurso administrativo dos motoristas, com o caso e seu desfecho registrados no mesmo sistema eletrônico.
Principais pontos
- O Departamento de Polícia de Trânsito do Vietnã propõe tratar notificações de infrações de trânsito, respostas, decisões de multa e pagamentos pelo VNeTraffic.
- O modelo se baseia em uma proposta de emenda à Lei de Tratamento de Infrações Administrativas e ainda não está em vigor.
- A polícia verificaria as provas das câmeras e as informações do veículo antes de notificar o proprietário cadastrado.
- As notificações poderiam incluir o valor proposto da multa, data, horário, local, placa, unidade responsável e imagens ou vídeos de apoio.
- Os proprietários poderiam aceitar a infração, contestar as informações ou fornecer os dados de outro motorista.
- As decisões de multa incluiriam um QR Code para pagamento, seguido de recibo eletrônico e registro automático da conclusão.
- O departamento pretende reduzir as idas a unidades policiais, os deslocamentos e o tempo gasto para concluir os procedimentos.






