YG negou pedidos de uso de músicas e imagens do Blackpink para documentário sobre Lisa, diz diretora

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YG Denied Blackpink Music and Footage Requests for Lisa Documentary, Director Says

Um filme sobre liberdade sem acesso completo ao passado

A YG Entertainment não aprovou os pedidos de licenciamento de músicas e videoclipes do Blackpink nem de imagens dos primeiros anos de Lisa como trainee para Always Lalisa, afirma a diretora Sue Kim. A recusa impediu que o documentário sobre a trajetória da cantora rumo à independência usasse parte do material que explicaria como sua carreira começou.

Conteúdo
  1. Um filme sobre liberdade sem acesso completo ao passado
  2. O que muda com a recusa do licenciamento
  3. Quem controlava o documentário?
  4. A independência começou com incerteza
  5. A professora que a ajudou a encontrar a própria voz
  6. Música, atuação e o risco de começar de novo
  7. O vídeo vazado e o pedido de desculpas de Lisa
  8. Privacidade não significa silêncio sobre relacionamentos
  9. O retorno ao Blackpink e o cronograma de lançamento
  10. Principais pontos

O filme acompanha um ano longe do Blackpink, durante o qual Lisa construiu seu negócio solo, lançou Alter Ego, estreou como atriz em The White Lotus, da HBO, e se apresentou no Oscar e no Coachella. A história central trata menos de deixar um grupo e mais de aprender a tomar decisões após anos de trabalho sob supervisão rigorosa.

Kim, diretora do documentário, descreveu as tratativas da produção com a YG como limitadas a pedidos de licenciamento que não foram aceitos.

Não trabalhamos com a YG neste filme.

Ela disse que a equipe tentou obter material dos anos de treinamento de Lisa, além de gravações do Blackpink. Um relato separado da explicação dela deixa claro o resultado:

Apesar de todos os nossos esforços, não tivemos autorização para licenciar as músicas nem as imagens, então foi isso.

Isso estabelece uma restrição ao uso, no documentário, de determinadas gravações, não uma proibição de falar sobre o Blackpink. O grupo continua fazendo parte da história, e o filme termina com Lisa se preparando para voltar a ele. O relato de Kim não esclarece por que a YG rejeitou os pedidos nem se a empresa se opôs à abordagem mais ampla do documentário.

O que muda com a recusa do licenciamento

Licenciar significa obter permissão para usar material protegido, como uma gravação musical ou um videoclipe. Ter acesso a uma artista não dá automaticamente ao cineasta o direito de reproduzir gravações associadas ao início da carreira dela.

Para Kim, o material que não pôde ser usado tinha um propósito específico: permitir que o público ouvisse e visse o desenvolvimento de Lisa no Blackpink. Ela disse que queria incluir parte dessa história, mantendo o foco do documentário no ano da cantora fora do grupo.

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A distinção importa porque a ausência de apresentações conhecidas do Blackpink reflete tanto uma decisão editorial quanto uma restrição de direitos. Kim não pretendia fazer uma história abrangente do grupo, mas também não pôde incluir todo o material histórico que gostaria.

Em vez disso, o filme constrói o retrato por meio do acesso ao cotidiano atual, das lembranças da infância e de entrevistas com familiares, amigos e colegas. Essas escolhas colocam em primeiro plano a experiência individual de Lisa, sem substituir o arquivo ausente por um relato completo da história do Blackpink.

Quem controlava o documentário?

Kim disse que a Sony Music Vision, sua parceira criativa e proprietária do projeto, lhe deu total liberdade criativa. Outro relato descreve o documentário como uma encomenda da divisão de cinema da gravadora de Lisa. A conexão comercial do filme com o negócio musical da cantora, portanto, faz parte do contexto em que o público deve entendê-lo.

Liberdade criativa e financiamento corporativo podem coexistir. Segundo Kim, nem a YG nem Lisa dirigiram suas escolhas editoriais. Ela disse que Lisa não deu instruções criativas durante as filmagens e que, depois de assistir ao documentário finalizado, não pediu a remoção de nenhuma cena.

Kim descreveu a cantora como reservada no início; a confiança foi se desenvolvendo com o tempo que passaram juntas, e não em uma única conversa persuasiva. Essa crescente intimidade faz parte da progressão do filme: Lisa vai se abrindo mais à medida que se adapta a tomar decisões fora da estrutura de trabalho a que estava acostumada.

O acesso foi amplo, mas era difícil acompanhar a agenda. As filmagens envolveram viagens entre a Tailândia, os Estados Unidos e outros países. Kim disse que integrantes da equipe adoeceram tentando acompanhar o ritmo e que, por fim, a produção distribuiu equipes separadas em diferentes países para registrar as atividades de Lisa.

A independência começou com incerteza

Lisa e as outras integrantes do Blackpink, Jennie, Jisoo e Rosé, concordaram em passar um ano longe das atividades do grupo para se dedicar a interesses individuais. Lisa disse que a ideia inicial não era preencher todo o tempo disponível com trabalho. Ela pensou em viajar, até que a oportunidade de atuar em The White Lotus ajudou a transformar a pausa em uma agenda profissional lotada.

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No início do documentário, Lisa descreve restrições durante o período em que trabalhava na Coreia do Sul: não podia beber, namorar ou tirar carteira de motorista; tinha pouca liberdade para encontrar amigos e seus deslocamentos eram monitorados. Essas são descrições de sua experiência, não um conjunto de regras da empresa divulgado publicamente.

De início, a liberdade trouxe ansiedade. Lisa, rapper e dançarina do Blackpink, que estreou com o grupo em 2016, descreveu a dificuldade de se tornar responsável por sua próxima decisão.

Ninguém me dizia o que fazer, e sou eu quem precisa escolher qual caminho seguir.

Kim identificou um exemplo pequeno, mas revelador, no estúdio de gravação: às vezes, Lisa não sabia se podia falar diretamente com os produtores. O desafio não era simplesmente escolher uma música ou marcar uma apresentação. Era aprender a expressar suas preferências em situações nas quais antes esperava receber orientações.

Seu caminho solo incluiu a criação da LLOUD e a assinatura de um contrato nos Estados Unidos com a RCA Records. Essas mudanças dizem respeito à carreira individual dela; o retorno do documentário ao Blackpink deixa claro que seguir um caminho próprio não significou abandonar o grupo.

A professora que a ajudou a encontrar a própria voz

O relato do filme sobre as ambições de Lisa volta à Tailândia e à infância, quando ela estudava dança com Teacher Nok. Lisa disse que, no começo, queria se tornar professora de dança como ele, mas o incentivo dele a levou a cantar e a buscar mais espaço no palco.

Sua mãe, Chitthip Bruschweiler, lembrou que Nok desafiava a filha a deixar de ficar em segundo plano. Depois disso, Lisa participou de competições que envolviam tanto canto quanto dança. Bruschweiler atribuiu ao instrutor o mérito de reconhecer um potencial que ela ainda não conseguia enxergar.

Ao falar sobre a influência de Nok no documentário, Lisa disse:

Acho que ele mudou minha vida. Quando eu era pequena, queria ser professora de dança como ele.

Mais tarde, Nok adoeceu com câncer. Segundo Bruschweiler, Lisa foi aceita como trainee da YG antes da morte dele e conseguiu lhe contar a notícia. Lisa foi selecionada por volta dos 13 anos, entre cerca de 4 mil candidatas.

Essa história dá uma base mais pessoal ao relato do filme sobre independência. A ambição dela não começou com o sucesso do Blackpink nem com um plano de entrar no mercado americano. Ela surgiu das aulas de dança na infância, das competições e do incentivo de alguém cuja perda ainda é dolorosa para ela.

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Música, atuação e o risco de começar de novo

O documentário registra uma sequência concentrada de conquistas profissionais: o álbum solo de estreia Alter Ego, uma apresentação de uma música-tema de James Bond no Oscar, uma apresentação solo no Coachella e o papel de Mook na terceira temporada de The White Lotus.

Alter Ego apresenta cinco personagens, Roxi, Kiki, Vixi, Sunny e Speed, como diferentes facetas da identidade artística de Lisa. O filme contrapõe esse projeto a momentos menos polidos, incluindo dúvidas sobre seu canto e o trabalho difícil com uma preparadora vocal.

A fama não tornou automaticamente simples a oportunidade de atuar. O criador da série, Mike White, e o produtor executivo David Bernad disseram que, no início, tiveram ressalvas quanto à escalação dela. Bernad disse que se preocupavam com a segurança, a atenção indesejada dos fãs e as exigências que poderiam acompanhar uma grande estrela da música.

Ao explicar sua reação inicial à proposta de escalação, White disse:

Parecia uma escalação para chamar atenção ou uma tentativa de gerar interesse pela série... eu não queria fazer isso.

Conhecer Lisa e sua mãe mudou a avaliação dele. White disse que ela não se comportava como alguém acostumada a receber atenção externa o tempo todo. As lembranças deles trazem um contraponto concreto às conquistas nos palcos: na atuação, Lisa precisou superar dúvidas sobre se sua fama desviaria a atenção do trabalho.

O vídeo vazado e o pedido de desculpas de Lisa

O documentário também aborda imagens dos anos de treinamento do Blackpink que mostram integrantes cantando músicas com um insulto racial contra pessoas negras. Um relato situa a repercussão das imagens em março de 2025; outros descrevem a polêmica como algo que veio à tona enquanto Lisa se preparava para sua apresentação solo no Coachella de 2025.

Lisa disse que tinha 15 ou 16 anos quando a gravação foi feita para uma avaliação mensal pelos executivos da gravadora. Ela explicou que o inglês não era sua primeira língua e que não entendia o significado da palavra. Também reconheceu que usá-la foi errado.

Ao falar sobre a gravação no documentário, Lisa disse:

Agora, eu nunca faria isso, porque hoje tenho conhecimento.

Mas eu errei.

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Kim disse que a cena foi filmada no dia em que os vídeos vieram à tona e não foi roteirizada. Segundo a diretora, Lisa falou espontaneamente por cerca de uma hora depois de ser convidada a contar o que estava vivendo. Mais tarde, Lisa pediu desculpas publicamente em uma entrevista realizada em setembro, ligada à estreia do documentário em Toronto.

Segundo relatos sobre o filme, a LLOUD queria divulgar um comunicado após o vazamento, mas a YG se opôs à medida. Esse desacordo relatado é diferente da recusa em licenciar músicas e imagens de arquivo. São decisões distintas, embora ambas mostrem a relevância contínua da YG na história de Lisa.

O documentário também registra ameaças de morte e preocupações com a segurança no período em torno de Alter Ego e do Coachella. Lisa continuou aparecendo em público enquanto dizia que essas preocupações ocupavam seus pensamentos. As ameaças não eliminam a necessidade de abordar o insulto racial; elas são uma parte distinta da pressão documentada pelo filme.

Privacidade não significa silêncio sobre relacionamentos

O filme não confirma as especulações amplamente discutidas que ligam Lisa a Frédéric Arnault, filho do presidente do conselho da LVMH, Bernard Arnault. Kim disse que não viu Lisa com namorados durante as filmagens e que não sabia sobre a vida amorosa dela.

Esse limite não deve ser confundido com a ausência de conversas sobre amor. Lisa diz que Dream, uma música de Alter Ego, trata de um primeiro amor que viveu aos 25 anos. Ela conta que temia que a divulgação de um relacionamento prejudicasse a popularidade do Blackpink, a ponto de ter considerado terminar um namoro caso ele se tornasse um problema para o grupo.

Assim, o documentário distingue entre revelar o nome de um parceiro e falar sobre o custo emocional de manter um relacionamento em segredo. Ele apresenta o relato de Lisa sobre essa pressão sem confirmar a identidade da pessoa por trás da música nem os rumores atuais sobre relacionamentos.

Lisa também diz que quer se casar e ter filhos. Questionada sobre compartilhar esses desejos, a cantora explicou o que gostaria que os fãs entendessem:

No fim das contas, sou só uma garota; queremos as mesmas coisas. É isso. Só quero que me entendam melhor.

Kim disse que seu interesse era mostrar o crescimento pessoal, não revelar detalhes românticos. O material sobre relacionamentos cumpre esse propósito ao mostrar Lisa refletindo se aspirações comuns da vida adulta precisam entrar em conflito com a manutenção de uma carreira pública.

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O retorno ao Blackpink e o cronograma de lançamento

O documentário termina em junho de 2025, quando Lisa volta a Seul para se preparar para as próximas atividades do Blackpink. Kim descreveu o momento como agridoce, refletindo uma preocupação de que Lisa conseguisse manter a liberdade que experimentara, e não uma postura hostil em relação ao grupo.

Mais tarde, Lisa descreveu a reunião em termos mais positivos. Ela disse que as integrantes aprenderam durante a pausa e voltaram com energia renovada. O final coloca lado a lado a independência e a participação no grupo, em vez de tratá-las como escolhas incompatíveis.

O cronograma divulgado para o filme e seu lançamento é o seguinte:

  • 2016: Lisa estreia com o Blackpink após os anos como trainee da YG.
  • Março de 2025: Um relato situa a repercussão das imagens dos anos de treinamento nesse mês, antes da apresentação solo dela no Coachella.
  • Junho de 2025: O documentário termina com Lisa voltando a Seul e se preparando para as atividades do Blackpink.
  • Setembro de 2026: Segundo o relato da exibição na Tailândia, o filme estreia no Festival Internacional de Cinema de Toronto.
  • 12 de outubro de 2026: Relatos indicam essa data para o lançamento limitado nos cinemas, com sessões em todo o mundo e em IMAX.
  • 18 de outubro: As exibições nos cinemas tailandeses devem terminar; os ingressos custam a partir de 350 bahts.

Os relatos divergem sobre a plataforma de streaming. Um deles menciona o YouTube Premium e diz que a exibição por streaming estava prevista para o fim de 2026; outro cita o YouTube Premier e não informa uma data confirmada. Portanto, não há uma data precisa de lançamento por streaming. Também foi anunciado para 23 de outubro um EP de Lisa, Press Play, além de planos para uma residência em Las Vegas.

Principais pontos

  • Sue Kim diz que a YG negou os pedidos de licenciamento de músicas e videoclipes do Blackpink e de imagens de Lisa como trainee.
  • Kim diz que a Sony Music Vision lhe deu liberdade criativa e que Lisa não pediu a remoção de nenhuma cena.
  • O documentário acompanha o trabalho solo de Lisa, sua estreia como atriz e sua adaptação a tomar as próprias decisões.
  • Lisa fala sobre o vídeo vazado dos anos de treinamento, reconhece que errou e comenta as ameaças que recebeu.
  • O filme aborda o amor e os planos de formar uma família sem confirmar rumores atuais sobre relacionamentos.
  • O documentário termina com Lisa voltando ao Blackpink em junho de 2025; relatos situam o lançamento limitado nos cinemas em outubro de 2026.
  • Há planos para o lançamento por streaming, mas a data exata não foi confirmada.
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