Alcaraz mantém o título do Japan Open e conquista o primeiro troféu desde a lesão no punho

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Alcaraz Retains Japan Open Crown With First Title Since Wrist Injury

Vitória em 96 minutos encerra espera por mais um título

Carlos Alcaraz conquistou seu primeiro título desde fevereiro nesta terça-feira, 6 de outubro de 2026, ao derrotar Jiri Lehecka por 7-6(4), 6-4 no Ariake Coliseum, em Tóquio. O espanhol de 23 anos tornou-se o primeiro homem desde Pete Sampras, em 1994, a defender com sucesso o título do Japan Open, concluindo a vitória em 96 minutos após se recuperar de uma quebra de saque logo no início.

Conteúdo
  1. Vitória em 96 minutos encerra espera por mais um título
  2. Cinco pontos mudaram o primeiro set
  3. Caminho exigente contra adversários em boa fase
  4. A lesão tornou a volta ao sucesso incerta
  5. Uma defesa rara do título e uma sequência maior de vitórias
  6. Ganhos no ranking e aumento na premiação
  7. Tóquio também marcou a despedida de Nishikori
  8. Lesões marcaram a gira asiática
  9. Como foi a volta às quadras
  10. Pontos principais

O resultado teve um peso especial depois que uma lesão no punho direito afastou Alcaraz das competições por cerca de quatro meses e meio. Tóquio foi seu segundo torneio individual do circuito desde o retorno no US Open, no fim de agosto, embora ele também tenha disputado a competição por equipes da Laver Cup, em Londres, antes de viajar ao Japão.

O número 3 do mundo conquistou seu terceiro título em 2026 e o 27º da carreira. Seu trabalho mais decisivo veio sob pressão: perdendo por 4-2 no tiebreak do primeiro set, venceu cinco pontos consecutivos e, depois, conseguiu a única quebra do segundo set no sétimo game.

O relato da final de Tóquio publicado pela ATP registrou outro indicador de seu domínio. Alcaraz venceu 33 dos 39 pontos disputados com o primeiro saque, ou 85%, deixando pouco espaço para Lehecka aproveitar seu bom início.

Alcaraz, atual campeão e cabeça de chave número 1, disse que a vitória foi importante porque veio após meses de incerteza, e não depois de uma sequência tranquila de bons resultados.

Estou muito feliz por poder levantar um troféu novamente.

Ele descreveu a final como sua melhor partida da semana, ou ao menos a mais consistente, em uma campanha na qual encontrar respostas nos momentos decisivos valeu mais do que jogar no nível máximo durante todo o tempo.

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Cinco pontos mudaram o primeiro set

Lehecka, número 19 do mundo e representante da República Tcheca, colocou Alcaraz sob pressão logo de cara. Ele criou três break points no game de abertura e converteu o terceiro, abrindo depois vantagem de 3-1. O início mostrou por que uma final contra um adversário sem cabeça de chave não era uma tarefa simples para o atual campeão.

Alcaraz devolveu a quebra no sexto game, encerrando-o com um winner de backhand preciso para empatar em 3-3. Nenhum dos jogadores conseguiu estabelecer uma vantagem duradoura antes do tiebreak, no qual Lehecka voltou a abrir dianteira.

Perdendo por 4-2, Alcaraz encaixou a sequência decisiva da partida. Ele lidou com uma bola difícil nos pés após a bola tocar na rede, acertou uma devolução de forehand potente e usou uma deixadinha de forehand para desestabilizar Lehecka. Dois backhands para fora do tcheco ajudaram a completar a sequência de cinco pontos que deu o set a Alcaraz.

O segundo set foi decidido por uma oportunidade mais estreita. Alcaraz quebrou o saque no sétimo game para abrir 4-3 e, em seguida, protegeu a vantagem. Sacando em 5-4, fechou o game sem perder pontos e encerrou a partida.

Ele converteu duas de quatro oportunidades de quebra, um aproveitamento de 50%. Os números do primeiro saque também foram reveladores: Lehecka venceu apenas seis dos 39 pontos disputados quando Alcaraz colocou o primeiro serviço em quadra. Juntos, esses números explicam como Alcaraz pôde perder o saque logo no início e, ainda assim, não ceder nenhuma outra quebra.

Caminho exigente contra adversários em boa fase

A final veio após um torneio em que Alcaraz precisou recuperar o ritmo repetidas vezes. Ele precisou de três sets contra Alex Michelsen e novamente contra o compatriota Jaume Munar, em vez de avançar pela chave sem resistência.

Na semifinal contra Munar, que veio do qualificatório, Alcaraz perdeu 16 pontos consecutivos durante um trecho difícil e cedeu o primeiro set. Depois, reagiu e venceu por 5-7, 6-3, 6-1, convertendo seis de dez oportunidades de quebra e vencendo 77% dos pontos disputados com o primeiro saque, contra 61% de Munar.

Nas quartas de final contra Denis Shapovalov, o desfecho foi diferente. Alcaraz venceu o primeiro set por 7-6(3), mas o canadense abandonou a partida por lesão quando Alcaraz liderava por 2-1 no segundo set. Antes disso, Alcaraz havia derrotado Matteo Arnaldi por 7-6(6), 6-1 na segunda rodada.

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Lehecka chegou à final com seis vitórias consecutivas. Antes de vencer quatro partidas em Tóquio, ele havia vencido seus dois jogos de simples quando a República Tcheca derrotou os Estados Unidos e se classificou para a fase final da Copa Davis, entre as oito melhores equipes.

Sua campanha em Tóquio incluiu uma virada após perder o primeiro set para Ugo Humbert, uma vitória por 6-1, 6-1 nas quartas de final contra Adolfo Daniel Vallejo e um triunfo por 6-4, 6-2 na semifinal contra Valentin Vacherot. Contra Vacherot, Lehecka disparou dez aces e não enfrentou nenhum break point.

Alcaraz liderava o retrospecto entre os dois por 3-1 antes da final, mas Lehecka havia vencido o confronto das quartas de final de Doha em 2025. Assim, o espanhol enfrentou um adversário em boa fase e com experiência recente de tê-lo derrotado.

A lesão tornou a volta ao sucesso incerta

Alcaraz não disputou torneios entre Barcelona, em abril, e o US Open, no fim de agosto, ficando fora de Roland Garros e Wimbledon. Desde que voltou, tem usado uma manga de compressão no braço direito.

Sua volta começou com uma campanha até as quartas de final do US Open, onde Ben Shelton o derrotou em cinco sets, em uma partida encerrada às 3h33. Em Tóquio, veio o primeiro troféu desde o retorno, e não apenas mais um sinal de que ele podia voltar a competir.

Na cobertura do torneio publicada pelo Olympics, Alcaraz explicou que não dava como certo que conquistaria um título antes do fim da temporada.

Para ser sincero, não quero considerar nada garantido”, disse. “Eu só queria muito vencer tudo. Não sabia se ganharia o torneio tão cedo ou se conquistaria um título nesta temporada.

As dúvidas iam além dos resultados. Após a final, Alcaraz contou que se perguntava se o punho lhe permitiria voltar ao seu estilo de jogo anterior.

É claro que muitos pensamentos negativos vêm à sua cabeça”, disse Alcaraz. “Se você vai voltar saudável, se vai voltar igual a como era antes. Se vou conseguir bater na bola normalmente, sem sentir dor alguma. Muitos pensamentos passaram pela minha cabeça, mas tentei afastá-los o tempo todo.

Seu relato mostra a diferença entre vencer e sentir segurança suficiente para bater na bola com liberdade. Ele disse que confiava em sua equipe e em si mesmo para voltar saudável e se comprometer totalmente com cada golpe. O título mostrou que essa abordagem pode dar resultado, embora não determine como seu punho vai reagir em cada um dos torneios restantes.

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Uma defesa rara do título e uma sequência maior de vitórias

Alcaraz tornou-se apenas o terceiro homem a defender com sucesso o título de Tóquio. Stefan Edberg venceu três edições consecutivas, de 1989 a 1991, enquanto Sampras venceu em 1993 e 1994. O intervalo de 32 anos desde Sampras coloca a nova conquista de Alcaraz na história do torneio, além de seu valor para a volta após a lesão.

Alcaraz conquistou seu primeiro título em Tóquio em 2025, quando derrotou Taylor Fritz por 6-4, 6-4 na final. Aquela campanha também teve dificuldades físicas: Alcaraz lesionou o tornozelo na partida de estreia e, mesmo assim, venceu o torneio.

A vitória mais recente ampliou para 21 partidas sua sequência de vitórias em torneios ATP 500. Sua última derrota nesse nível foi contra Holger Rune, na final de Barcelona de 2025. ATP 500 é uma categoria de torneio em que o campeão de simples recebe 500 pontos no ranking.

Tóquio se juntou ao Australian Open e a Doha na lista de títulos de Alcaraz em 2026. Sua vitória no Australian Open foi seu sétimo título de Grand Slam e completou o Grand Slam de carreira, ou seja, ele venceu ao menos uma vez cada um dos quatro torneios mais importantes do tênis.

Essa conquista veio após uma temporada de 2025 em que ele derrotou Jannik Sinner na final do US Open e se tornou o homem mais jovem a conquistar vários títulos de Grand Slam nas três superfícies: quadra dura, saibro e grama. Alcaraz e Sinner disputaram três finais de torneios do Grand Slam naquele ano.

Ganhos no ranking e aumento na premiação

A ATP confirmou que Alcaraz ultrapassou Shelton e passou ao terceiro lugar na Corrida ao ATP Finals de Turim. Ele já estava classificado para o ATP Finals. A Corrida contabiliza os pontos conquistados durante a temporada atual, enquanto o ranking mundial regular considera, em geral, os resultados de um período móvel de 52 semanas.

Os totais divulgados no ranking ao vivo após o torneio de Tóquio colocaram Alcaraz em terceiro, com 5.560 pontos, atrás de Sinner, com 11.000, e Alexander Zverev, com 9.720. Segundo as informações, os 500 pontos conquistados pelo título de Tóquio em 2025 haviam saído do cálculo na semana anterior, permitindo que a nova vitória acrescentasse 500 pontos ao total ao vivo. Portanto, defender um título não significa necessariamente um ganho líquido imediato em relação ao mesmo momento da temporada anterior.

Segundo as informações divulgadas, Lehecka somou 305 pontos, chegou a 2.425 e subiu para o número 15 no ranking ao vivo. Há uma discrepância na descrição dessa ascensão: ele entrou na final como número 19 do mundo, mas o relato do ranking fala em uma subida de oito posições. Do número 19 ao número 15 são quatro posições, e as diferentes posições de partida não são explicadas.

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A premiação divulgada para o campeão foi de US$ 437.955, contra US$ 416.365 em 2025. O aumento foi de US$ 21.590, ou aproximadamente 5,2%. Lehecka recebeu US$ 235.685 como vice-campeão.

Antes do torneio de Tóquio, a premiação de Alcaraz divulgada era de US$ 5.145.354 em 2026 e US$ 65.595.871 na carreira. Com o prêmio de campeão, esses valores passam a US$ 5.583.309 e US$ 66.033.826, respectivamente. Esses números se referem à premiação em torneios, não a patrocínios ou ao total dos ganhos pessoais.

Tóquio também marcou a despedida de Nishikori

Segundo o relato do Olympics, o torneio bateu recorde de público pelo segundo ano consecutivo, embora não tenha sido divulgado o total de espectadores. A conquista de Alcaraz dividiu a semana com a última participação de Kei Nishikori no Japan Open.

Nishikori, que encerraria a carreira no fim da temporada, perdeu por 6-4, 6-4 para Frances Tiafoe, número 8 do mundo, na primeira rodada, em 1º de outubro. Os japoneses Rei Sakamoto e Sho Shimabukuro também foram eliminados na estreia. Sakamoto venceu o primeiro set contra Arnaldi antes de perder por 2-6, 6-4, 6-4; Shimabukuro perdeu por 7-5, 6-1 para Shapovalov.

Nas duplas, o japonês Kaito Uesugi e o australiano Rinky Hijikata avançaram mais. Eles derrotaram os atuais campeões, Hugo Nys e Edouard Roger Vasselin, nas quartas de final, antes de perderem por 12-10 no supertiebreak decisivo para Theo Arribage e Albano Olivetti, na semifinal.

Austin Krajicek e Nikola Mektic conquistaram o título de duplas ao derrotarem Arribage e Olivetti por 7-6(5), 5-7, 10-6. A vitória encerrou um torneio cuja chave principal de simples foi disputada de 30 de setembro a 6 de outubro nas quadras de Ariake, em Tóquio.

Lesões marcaram a gira asiática

Alcaraz voltou a vencer em um dia em que as lesões também dominaram as notícias em outros torneios do circuito. O número 1 do mundo, Sinner, anunciou que perderia o restante da temporada de 2026 por causa de uma inflamação no joelho.

A equipe de Sinner informou que o tratamento estava sendo realizado por recomendação médica para permitir a recuperação antes da preparação para 2027. Sua ausência tirou um grande rival do calendário restante, mas não definiu, por si só, a ordem final do ranking.

Em Pequim, Novak Djokovic conquistou seu sétimo título do China Open após a desistência de Alex de Minaur. Djokovic venceu o primeiro set no tiebreak; de Minaur ganhou o primeiro game do segundo set, mas encerrou a partida após receber atendimento e voltar à quadra com uma faixa na coxa esquerda.

A vitória deu a Djokovic, de 39 anos, seu 102º título no circuito e ampliou para 21 anos sua sequência de temporadas com ao menos um título. O sucesso dele e a volta de Alcaraz contrastaram com as interrupções que afetaram Sinner e de Minaur, colocando a condição física no centro das atenções nas semanas finais da temporada.

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Como foi a volta às quadras

Os relatos divergem sobre se Tóquio foi o segundo ou o terceiro torneio de Alcaraz desde seu retorno. O próprio Alcaraz e a ATP o descreveram como seu segundo torneio individual do circuito. Os relatos que o classificam como o terceiro também mencionam sua participação na competição por equipes da Laver Cup, disputada entre Nova York e Tóquio.

A sequência de acontecimentos ajuda a contextualizar o resultado do Japan Open:

  • Janeiro de 2026: Alcaraz venceu o Australian Open, seu sétimo título de Grand Slam, completando o Grand Slam de carreira.
  • Fevereiro: Ele venceu em Doha, seu último título antes de Tóquio.
  • De abril ao fim de agosto: Uma lesão no punho direito interrompeu sua temporada após Barcelona.
  • Fim de agosto e setembro: Ele voltou no US Open e chegou às quartas de final, onde perdeu para Shelton.
  • Na semana anterior a Tóquio: Ele disputou a Laver Cup, em Londres.
  • 6 de outubro: Derrotou Lehecka e manteve o título do Japan Open.

Na ocasião da final de Tóquio, Alcaraz estava programado para iniciar sua campanha no Masters de Xangai na quarta-feira, e também tinha Paris, o ATP Finals e a Copa Davis no calendário. Depois, perdeu em Xangai. Assim, a vitória em Tóquio marcou um passo bem-sucedido na volta, e não uma sequência ininterrupta de vitórias até o fim da gira asiática.

O curto intervalo entre os torneios também diferiu de 2025, quando ele desistiu de Xangai depois de vencer em Tóquio, alegando problemas físicos e criticando o calendário apertado. Os relatos sobre essa vitória não especificaram datas definitivas para seus jogos em Paris, no ATP Finals ou na Copa Davis.

Pontos principais

  • Alcaraz derrotou Lehecka por 7-6(4), 6-4 em 96 minutos, em 6 de outubro de 2026.
  • Tornou-se o primeiro homem desde Sampras, em 1994, a defender o título de Tóquio.
  • A vitória foi seu terceiro título em 2026, o 27º da carreira e o primeiro desde o retorno após uma lesão no punho.
  • Venceu cinco pontos consecutivos a partir de 2-4 no tiebreak do primeiro set e 33 dos 39 pontos disputados com o primeiro saque.
  • Sua sequência de vitórias em torneios ATP 500 chegou a 21 partidas.
  • Já classificado para o ATP Finals, subiu para o terceiro lugar na Corrida da temporada ao ATP Finals de Turim.
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