Revisão do caso identifica 10.123 investidores
A Procuradoria Popular Suprema do Vietnã apresentou uma nova denúncia contra Nguyễn Ngọc Thủy, presidente do conselho e diretor-executivo do Egroup Education Group, em um caso que alega que a venda de ações fictícias causou prejuízos de mais de 8,459 trilhões de dong a 10.123 investidores. O caso será julgado pelo Tribunal Popular de Hanói após uma investigação complementar elevar o prejuízo alegado em cerca de 782 bilhões de dong.
Conteúdo
- Revisão do caso identifica 10.123 investidores
- Quanto aumentaram os prejuízos alegados?
- Capital inflado e receitas inventadas
- A promessa por trás dos contratos de ações
- Uma rede de vendas remunerada para captar dinheiro
- Quando novos investimentos pagavam obrigações antigas
- Acusações de suborno e divergências no número de réus
- Transferências de imóveis e decisões cíveis
- O cronograma processual e as questões pendentes
- Principais pontos
Thủy, conhecido como Shark Thủy, é acusado de apropriação fraudulenta de bens e suborno. Tống Thị Kim Liên, executiva da Nhất Trần, é acusada de aceitar suborno. A maioria dos relatos aponta 29 réus no total, incluindo contadores e gestores empresariais acusados de ajudar a organizar e vender os investimentos.
As acusações descrevem mais do que um negócio de educação malsucedido. Os promotores afirmam que o capital social registrado da Egroup foi aumentado artificialmente de 32 bilhões de dong para 962,5 bilhões de dong, que receitas fictícias representavam cerca de 70% da receita anual declarada e que os investidores compraram supostas ações por meio de contratos que prometiam um preço de recompra maior após um ano.
Os investigadores também alegam que, enquanto centros de inglês e pré-escolas fechavam entre 2021 e 2023, os gestores foram orientados a usar 70% do dinheiro de novos investidores para pagar os investidores anteriores. O dinheiro captado por meio do suposto esquema era registrado separadamente e excluído dos relatórios financeiros e fiscais enviados às autoridades.
A denúncia é uma acusação, não uma decisão de culpa. Os relatos sobre a retomada da ação penal não indicam uma data para o julgamento nem um veredicto. Para os investidores, há outra distinção importante: a investigação separa o número total de pessoas identificadas como vítimas daquelas que ainda tinham o principal não pago.
Quanto aumentaram os prejuízos alegados?
O prejuízo alegado revisado, superior a 8,459 trilhões de dong, é comparado a um valor informado anteriormente, superior a 7,677 trilhões de dong. Com base nesses números, o aumento é de aproximadamente 782 bilhões de dong, ou cerca de 10,2%. Como ambos os totais são informados como superiores a esses valores, o cálculo é uma comparação aproximada, não uma conciliação contábil exata.
A maioria dos relatos afirma que o número de vítimas identificadas aumentou em 60, passando de 10.063 para 10.123. Um relato, porém, diz que o aumento foi de 70, embora informe o mesmo total final. Essa divergência não é esclarecida nas descrições da denúncia.
Uma discriminação adicional oferece um quadro mais preciso das reivindicações pendentes. Os investigadores identificaram 8.938 pessoas com o principal não pago, que somava mais de 8,459 trilhões de dong. Outros 1.185 investidores haviam recebido pagamentos do principal e rendimentos do investimento que superavam o valor originalmente aplicado. Segundo os relatos, os investigadores não pediram indenização cível para esse último grupo.
Os dois grupos somam 10.123 pessoas. Portanto, cerca de 88,3% das vítimas identificadas pertenciam ao grupo com valores pendentes de pagamento, segundo os números informados. Isso não determina quanto cada pessoa perdeu nem quanto alguém poderá recuperar. Mostra, porém, por que o número total de vítimas não deve ser tratado como se todos tivessem reivindicações de indenização idênticas.
Capital inflado e receitas inventadas
Segundo a denúncia, o suposto esquema começou a tomar forma em 2014, quando Thủy precisava de dinheiro para pagar dívidas, cobrir despesas pessoais e manter as operações comerciais da Egroup. Ele teria orientado funcionários a inflar o capital social registrado da empresa e, em seguida, organizar transferências de ações fictícias a investidores.
Capital social é o valor registrado como capital de uma empresa. Não é o mesmo que receita anual, lucro ou dinheiro disponível para pagar investidores. Os promotores alegam que o valor registrado pela Egroup subiu de 32 bilhões de dong para 962,5 bilhões de dong sem que houvesse capital real por trás do aumento.
O valor maior é aproximadamente 30 vezes o inicial. A maioria dos relatos informa 962,5 bilhões de dong, embora dois mencionem o valor arredondado de 962 bilhões de dong. Nenhuma das versões altera a alegação central de que a base de capital aparente da empresa foi superestimada em larga escala.
Nguyễn Mạnh Phú, identificado como diretor financeiro da Egroup e contador-chefe da Egame, e Phạm Thị Thanh Thọ, geralmente identificada como contadora-chefe da Egroup, teriam implementado as alterações de capital e participação acionária. Os relatos divergem sobre alguns vínculos empresariais; um deles identifica Thọ como contadora-chefe da Egame.
A denúncia também alega que receitas inventadas representavam cerca de 70% da receita anual. Essa acusação diz respeito à credibilidade do negócio apresentado aos investidores, e não apenas ao valor atribuído às ações. Os promotores afirmam que os números ajudavam a apresentar a Egroup como uma empresa lucrativa, com atuação em vários setores.
A promessa por trás dos contratos de ações
Foram oferecidas aos investidores ações da Egroup por 38.000 dong cada. Thủy teria assinado contratos prometendo recomprá-las após um ano por 42.000 dong cada. Os investidores também o autorizaram a exercer todos os seus direitos e obrigações como acionistas.
O aumento prometido era de 4.000 dong por ação. Dividindo esse aumento pelo preço de compra de 38.000 dong, chega-se a um retorno de aproximadamente 10,5% em um ano, antes de outros pagamentos ou custos. Tratava-se de uma promessa contratual descrita nas acusações, não de prova de que o investimento tenha de fato gerado esse retorno.
O arranjo combinava a linguagem de participação acionária com um compromisso de recompra por preço fixo. Em geral, uma ação representa uma participação societária cujo valor depende da empresa. A promessa de recomprá-la por um preço determinado depende de a pessoa ou empresa que fez a promessa ter dinheiro suficiente quando o pagamento vencer.
Neste caso, os promotores alegam que as próprias ações eram fictícias e que as informações financeiras usadas para vendê-las eram falsas. Os investidores também delegaram seus direitos de acionistas a Thủy, deixando tanto o pagamento prometido quanto o exercício desses direitos nas mãos da mesma pessoa acusada de comandar o esquema.
Uma rede de vendas remunerada para captar dinheiro
Đặng Văn Hiển teria organizado planos de captação de recursos, anúncios sobre projetos escolares e cálculos dos lucros esperados dos investimentos. Também supervisionava treinamentos de vendas e iniciativas para levar potenciais investidores a visitar a empresa antes de assinarem contratos de compra de ações.
Os relatos identificam Hiển como chefe de relações com acionistas, mas divergem sobre se o cargo era na Egroup ou na Egame. As descrições são consistentes ao atribuir a ele a gestão do departamento comercial e a organização da promoção dos investimentos.
Os funcionários de vendas recebiam comissões equivalentes a 5% do investimento captado. Desse total, 2% eram pagos em ações da Egroup e 3%, em dinheiro. Os funcionários eram incentivados a converter também a parcela em dinheiro em ações.
Essa estrutura de comissões recompensava o volume de dinheiro captado. A denúncia alega que gestores e funcionários de vendas apoiaram a captação com declarações falsas sobre atividades de investimento, planos de negócios e lucros. Portanto, a acusação diz respeito tanto às informações financeiras apresentadas pela empresa quanto às afirmações usadas para convencer cada comprador.
As descrições do caso não demonstram que todos os funcionários tivessem o mesmo nível de conhecimento em todas as etapas. Alegam, porém, que a equipe continuou captando dinheiro no período posterior, embora soubesse que os novos recursos estavam sendo usados para pagar investidores anteriores, em vez de financiar operações de educação.
Quando novos investimentos pagavam obrigações antigas
Entre 2021 e 2023, centros de inglês e pré-escolas da rede Egroup fecharam, segundo os relatos da investigação. O número de novos clientes caiu, e o dinheiro que entrava era insuficiente para cobrir despesas e contratos cujos pagamentos estavam vencendo.
Thủy teria orientado 23 gestores e líderes de equipe responsáveis por 341 funcionários de vendas a redirecionar o dinheiro captado. Os funcionários podiam usar 70% dos recursos provenientes de novos clientes para pagar clientes anteriores cujos saldos pendentes estavam sob sua responsabilidade. Os 30% restantes deveriam ser enviados à empresa.
Essa suposta destinação é diferente da alegação de que receitas fictícias representavam cerca de 70% da receita anual. Um número diz respeito a receitas empresariais inventadas; o outro descreve como o dinheiro captado de novos investidores era distribuído.
Usar o dinheiro de investidores posteriores para cumprir obrigações anteriores faz com que os pagamentos dependam da continuidade da captação, e não dos ganhos gerados pela atividade apresentada aos investidores. Neste caso, os investigadores alegam que a equipe de vendas sabia que o dinheiro não estava sendo investido em educação como anunciado, mas continuou buscando novos recursos.
As supostas transferências fraudulentas de ações ocorreram de 2015 a 2023. Os relatos dizem que os fluxos de investimento resultantes eram mantidos em registros separados e omitidos dos relatórios financeiros e fiscais enviados às autoridades. A Egroup e a Egame são descritas como financeiramente desequilibradas e incapazes de pagar os investidores. Não foi informado um total verificado de bens que poderiam ser recuperados.
Acusações de suborno e divergências no número de réus
O valor do suposto suborno permanece em 32 bilhões de dong, sem alterações após a investigação complementar. Thủy é acusado de oferecer suborno, enquanto Liên é acusada de recebê-lo. A maioria dos relatos a identifica como presidente do conselho e diretora financeira da Nhất Trần; outro a descreve como diretora-geral da empresa.
Os relatos divergem sobre as acusações contra Phú. Alguns dizem que Thủy responde por fraude e suborno, enquanto 27 contadores e gestores respondem por fraude. Outros afirmam que Phú também é acusado de oferecer suborno, deixando 26 outros réus acusados de fraude e Liên acusada de aceitar suborno. As duas descrições chegam a um total de 29 réus.
Outro relato menciona 25 subordinados, enquanto um resumo de pesquisa aponta 28 réus, embora a descrição correspondente diga que Thủy responde junto com outras 28 pessoas. O número mais citado é 29, mas não é possível determinar a distribuição exata das acusações apenas com base nessas descrições divergentes.
Os relatos não explicam com detalhes suficientes a finalidade do pagamento de 32 bilhões de dong para estabelecer que ação se pretendia obter. Portanto, a acusação de suborno deve ser distinguida do valor muito maior atribuído à venda fraudulenta de ações.
Transferências de imóveis e decisões cíveis
A investigação complementar examinou transferências e hipotecas envolvendo 28 imóveis pertencentes a 29 vítimas. Um relato situa as transações autenticadas em cartório entre agosto de 2016 e junho de 2021, abrangendo vários anos do suposto esquema de captação.
Sete vítimas teriam assinado contratos de transferência de imóveis a pedido da Egame. Seis firmaram acordos descritos como contratos de cooperação estratégica envolvendo ações da Egroup. Outra vítima transferiu dois imóveis em troca de títulos emitidos pela Igarten. Essas transações acrescentaram à investigação dos recursos dos investidores questões sobre propriedade de imóveis e empréstimos com garantia.
Lê Thị Thanh Hiền, esposa de Thủy, e Nguyễn Ngọc Khánh, vice-diretor-executivo da Egroup, teriam recebido a titularidade de seis imóveis de nove vítimas e, posteriormente, os hipotecado junto a bancos. Os investigadores concluíram que os dois não sabiam das vendas de ações fictícias e não se beneficiaram das supostas irregularidades. Eles não foram responsabilizados criminalmente.
Cinco tabeliães que trataram das transações envolvendo os 28 imóveis também não foram alvo de ação penal. Segundo os relatos, os investigadores concluíram que as partes participaram voluntariamente, que os procedimentos de autenticação seguiram as normas e que os tabeliães não se beneficiaram do suposto esquema.
Os processos cíveis exigem uma distinção numérica à parte. Entre agosto de 2023 e janeiro de 2024, os tribunais de Hanói teriam emitido 22 decisões cíveis definitivas e duas decisões reconhecendo acordos envolvendo vítimas e seis empresas da Egame. O Departamento de Polícia Econômica pediu a reabertura de 18 decisões e das duas decisões sobre acordos. Vários relatos afirmam explicitamente que o Tribunal Popular de Hanói posteriormente anulou essas 18 decisões e as duas decisões sobre acordos. Uma descrição mais ampla é menos precisa sobre quantas foram anuladas; ela não deve ser interpretada como confirmação de que todas as 22 decisões foram canceladas.
O cronograma processual e as questões pendentes
Esta é a segunda denúncia mencionada no caso, após o retorno dos autos para investigação complementar. A sequência relatada abrange as condutas alegadas, os processos cíveis relacionados e a retomada da ação penal:
- 2014: Thủy teria começado a ordenar a inflação do capital social registrado da Egroup.
- 2015 a 2023: Os promotores alegam que transferências de ações fictícias causaram prejuízos superiores a 8,459 trilhões de dong aos investidores.
- 2021 a 2023: Unidades de ensino fecharam, e 70% dos novos recursos de investimento teriam sido destinados a obrigações com investidores anteriores.
- Agosto de 2023 a janeiro de 2024: Foram emitidas decisões cíveis relacionadas e decisões sobre acordos.
- Início de agosto: A Procuradoria devolveu os autos do processo criminal para investigação complementar. Dois relatos especificam 2026.
- 22 de setembro: A polícia investigativa do Ministério da Segurança Pública teria emitido sua conclusão complementar.
- 12 de outubro: Dois relatos datam neste dia suas descrições da nova denúncia.
Os relatos não estabelecem de forma consistente o ano das datas de setembro e outubro. Portanto, as referências explícitas a agosto de 2026 não devem ser estendidas silenciosamente a todas as datas posteriores da sequência.
O Tribunal Popular de Hanói é indicado como local do julgamento, mas não foi informada uma data para a audiência. Os relatos também não apresentam uma decisão final de indenização, um conjunto confirmado de bens disponíveis para ressarcimento nem um cronograma para devolver o dinheiro aos investidores.
As próximas decisões judiciais deverão tratar das condutas alegadas e da responsabilidade de cada réu. Para os investidores afetados, as questões práticas ainda em aberto incluem o tratamento do principal não pago, as consequências da anulação das decisões cíveis e a situação dos imóveis transferidos ou hipotecados durante o período de captação.
Principais pontos
- A nova denúncia alega prejuízos superiores a 8,459 trilhões de dong e identifica 10.123 vítimas.
- A maioria dos relatos aponta 29 réus, embora haja divergências em algumas descrições das acusações e do número de subordinados.
- Os investigadores identificaram 8.938 pessoas com o principal pendente; outras 1.185 haviam recebido pagamentos superiores ao investimento inicial.
- O capital da Egroup teria sido inflado de 32 bilhões de dong para 962,5 bilhões de dong, e receitas fictícias representariam cerca de 70% da receita anual.
- As ações vendidas por 38.000 dong tinham uma promessa de recompra por 42.000 dong após um ano.
- Entre 2021 e 2023, 70% dos novos recursos de investimento teriam sido destinados a investidores anteriores.
- A investigação examinou 28 imóveis, e os relatos descrevem a anulação de 18 decisões cíveis e duas decisões sobre acordos.
- As acusações aguardam julgamento no Tribunal Popular de Hanói. Não foi indicada uma data para o julgamento nem um cronograma de ressarcimento.






