Sobhana Mostary bate recordes de Bangladesh com 118 corridas, mas Austrália conquista a série de ODIs

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Sobhana Mostary Sets Bangladesh Records With 118 as Australia Clinch ODI Series

Um século histórico não foi suficiente para frear a Austrália

Sobhana Mostary marcou 118 corridas em 134 bolas e, ao lado da capitã Nigar Sultana, estabeleceu uma parceria recorde de 195 corridas. Com isso, Bangladesh se recuperou de 8 corridas para 3 eliminações e chegou a 220 para 6 contra a Austrália no Allan Border Field, em Brisbane, no domingo, 11 de outubro de 2026. O primeiro século internacional de Mostary foi o primeiro de uma jogadora de Bangladesh contra a Austrália e a maior pontuação individual do críquete feminino de um dia internacional de Bangladesh.

Conteúdo
  1. Um século histórico não foi suficiente para frear a Austrália
  2. Como Bangladesh se recuperou de 8 para 3
  3. Uma parceria que mudou dois livros de recordes
  4. Os fours de Mostary impulsionaram a marca histórica
  5. A orientação da capitã era permanecer em campo
  6. Voll e Litchfield decidiram a perseguição
  7. Onde os números divulgados divergem
  8. A sequência e a partida que resta
  9. Principais pontos

A Austrália respondeu com 131 corridas invictas de Georgia Voll e 70 de Phoebe Litchfield, chegando a 222 para 1 em 28,1 overs. A vitória por nove wickets, conquistada com 131 bolas restantes, garantiu uma vantagem inalcançável de 2 a 0 na série de três partidas.

Para Mostary, de 24 anos, a marca veio em sua 107ª partida internacional. Seus 18 fours ajudaram Bangladesh a ultrapassar 200 contra a Austrália pela primeira vez no sétimo confronto de ODI entre as equipes. Antes desta partida, Bangladesh nunca havia atingido essa marca nos seis confrontos disputados em casa e fora, e tinha feito 153 na abertura da série.

O resultado reuniu duas conquistas muito diferentes. Bangladesh fez uma entrada que redefiniu vários recordes nacionais, enquanto as abridoras australianas mostraram por que nem essa evolução foi suficiente para equilibrar a disputa. Mostary e Sultana marcaram 192 das 220 corridas de Bangladesh, deixando a equipe muito dependente da dupla. A Austrália, por sua vez, praticamente concluiu a perseguição antes de perder seu primeiro wicket.

Como Bangladesh se recuperou de 8 para 3

A Austrália escolheu começar arremessando e colocou Bangladesh sob pressão desde o início. As visitantes marcaram apenas duas corridas nos primeiros quatro overs. Megan Schutt eliminou Fargana Hoque sem pontuar, em uma recepção atrás do wicket após 13 bolas, enquanto Kim Garth eliminou Sarmin Sultana por lbw, com 5 corridas, após uma revisão da decisão.

Em seguida, Schutt derrubou o wicket de Sharmin Akhter, que saiu sem pontuar após 11 bolas. Com 8 corridas para 3 eliminações após 7,2 overs, Bangladesh havia perdido três rebatedoras especialistas antes mesmo de a entrada começar de fato. A notação significa que oito corridas haviam sido marcadas e três wickets, perdidos; 7,2 overs correspondem a sete overs completos e mais duas bolas.

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Mostary reagiu com tacadas ofensivas, sem deixar que o colapso inicial determinasse toda a sua entrada. Ela marcou suas primeiras corridas com uma tacada pela região de covers contra Schutt e acertou três fours no over de abertura de Georgia Wareham. Essas fronteiras deram tempo para Sultana se firmar e mantiveram Bangladesh pontuando.

A recuperação foi gradual. A parceria chegou a 50 corridas em 79 bolas e a 100 em 139. Mostary alcançou seu próprio meio século em 66 bolas, acertando Alana King pelo lado do off, enquanto Sultana chegou mais tarde ao seu décimo meio século em ODIs, após 97 bolas.

Uma parceria que mudou dois livros de recordes

Mostary e Sultana somaram 195 corridas em 243 bolas pelo quarto wicket. A parceria levou Bangladesh de 8 para 3 a 203 antes da eliminação de Mostary, transformando um possível colapso no bastão na maior pontuação da equipe em ODIs contra a Austrália.

Foi a maior parceria do críquete feminino de Bangladesh em qualquer wicket, superando as 152 corridas de Sultana e Sharmin Akhter contra a Tailândia, em 2025. A nova marca ficou 43 corridas acima da anterior, um aumento de cerca de 28%.

A parceria também foi apontada como a maior contra a Austrália em ODIs femininos, superando as 170 corridas de Emily Drumm e Rebecca Rolls, da Nova Zelândia, pelo segundo wicket, em 2002. Mostary e Sultana elevaram a marca em 25 corridas.

Quase 89% do total de Bangladesh veio durante a parceria de 195 corridas. Essa proporção mostra tanto a dimensão da recuperação quanto a contribuição limitada das demais jogadoras. Nenhuma outra rebatedora de Bangladesh chegou a dois dígitos, e as eliminações da dupla, já perto do fim, deixaram pouco tempo para as outras somarem muitas corridas.

Os fours de Mostary impulsionaram a marca histórica

Mostary chegou ao século no 45º over, marcando uma corrida contra Annabel Sutherland antes de erguer o bastão e abraçar Sultana. Os relatos divergem sobre se ela precisou de 123 ou 124 bolas para alcançar a marca, mas concordam com o placar final de 118 corridas em 134 bolas.

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Ela superou em 11 corridas o recorde anterior de Fargana Hoque em ODIs por Bangladesh, de 107. Foi o quarto século de uma jogadora do país em ODIs femininos e fez de Mostary a terceira centuriona de Bangladesh, ao lado de Fargana, que tem dois séculos, e Sultana, que tem um.

Mostary também foi apontada como a oitava rebatedora a marcar um século em ODI contra a Austrália em solo australiano, e sua entrada foi descrita como apenas o quarto século de uma jogadora asiática em ODIs femininos na Austrália. Antes desta partida, a maior pontuação individual de uma jogadora de Bangladesh contra a Austrália nos formatos internacionais era o 63 invicto de Sultana em uma partida internacional de T20.

Os 18 fours responderam por 72 das corridas de Mostary, cerca de 61% de sua entrada. Essa quantidade de fours também foi apontada como recorde do críquete feminino de Bangladesh. Sua pontuação foi construída com drives, cuts e tacadas pelo lado da perna, sem precisar de sixes.

Ela superou sua melhor marca anterior em ODIs, de 74, acelerou na casa dos 80 com boundaries consecutivos contra Tahlia McGrath e acertou mais fours contra Sutherland depois de chegar ao século. Schutt finalmente derrubou seu wicket com uma bola cheia e baixa no 48º over.

A orientação da capitã era permanecer em campo

Mostary disse que mudou sua preparação depois de refletir sobre sua eliminação no primeiro ODI. Em vez de buscar uma pontuação alta desde o começo, concentrou-se em prolongar sua entrada e escolher oportunidades de pontuação que combinassem com seu jogo.

Depois de seu século, a rebatedora de Bangladesh falou sobre a importância de ter conseguido o feito contra a Austrália:

Estou muito feliz com meu século", disse Mostary. "Rebato contra uma equipe campeã mundial. É a primeira vez que uma de nós marca um século na Austrália. Pensei no meu estilo de rebatida depois da forma como fui eliminada no primeiro ODI. Percebi como poderia permanecer mais tempo em campo. Pensei no meu processo. Entrei em campo e joguei de acordo com os meus pontos fortes.

Ela também explicou como a capitã Nigar Sultana, conhecida como Joty, manteve a parceria concentrada em preservar wickets e aproveitar as bolas mal executadas:

"A capitã Joty me disse para ficar em campo, pelo menos até o 40º over. Depois, talvez pudéssemos arriscar algumas tacadas. Ficamos atentas às bolas ruins e aproveitamos para puni-las. Precisávamos respeitar as bolas boas. Joty continuou me dizendo que eu era capaz de marcar um século. Ela também jogou muito bem e me deu apoio", disse Mostary.

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O técnico David Hemp reforçou essa estratégia na segunda pausa para hidratação, orientando a dupla a rebater até pelo menos o 42º over antes de atacar com mais liberdade. A instrução dele e a meta anterior de Sultana foram etapas sucessivas de um plano que buscava completar os 50 overs.

Sultana terminou invicta, com 74 corridas em 114 bolas, incluindo sete fours. Seu ritmo mais lento deu a Mostary uma parceira estável durante toda a recuperação, e ela permaneceu em campo mesmo após wickets caírem no fim da entrada.

Voll e Litchfield decidiram a perseguição

A Austrália precisava de 221 corridas para vencer, mas Voll e Litchfield impediram Bangladesh de exercer pressão constante. Voll chegou a 50 corridas em 34 bolas, com a Austrália já em 82 sem perder nenhum wicket após dez overs. Quatro boundaries contra Ritu Moni no décimo over ajudaram a definir o ritmo.

Litchfield atacou tanto as arremessadoras de velocidade quanto as de spin, com drives, reverse sweeps e tacadas por cima da wicketkeeper. Ela teve uma chance de escapar no início, quando uma bola desviada do bastão contra Marufa Akter passou pela defensora de slip, e depois marcou seu segundo meio século da série.

Aos 15 overs, a Austrália estava em 131 sem perder wickets. O relato detalhado da partida registra uma parceria de abertura de 162 em 19,5 overs, antes de Litchfield ser eliminada com 70 corridas em 51 bolas. Ela acertou sete fours e dois sixes e, em seguida, deu um top edge em um reverse sweep contra Shorna Akter, mandando a bola para cover.

Voll seguiu em campo com Ellyse Perry. Ela chegou ao seu terceiro século em ODIs em 81 bolas, no 25º over, sobreviveu a uma chance de recepção desperdiçada quando tinha 104 corridas e terminou invicta, com 131 em 97 bolas e 19 fours. Perry contribuiu com 19 corridas, também sem ser eliminada.

A Austrália concluiu a perseguição a 7,88 corridas por over, contra 4,40 de Bangladesh. As anfitriãs precisaram de apenas 169 bolas para superar um total que Bangladesh construiu ao longo de 300 bolas, uma diferença que explica o resultado categórico de forma mais direta do que a contagem de séculos, por si só.

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Onde os números divulgados divergem

Alguns números variam entre os relatos. O placar detalhado dá 74 corridas invictas a Sultana, 4 wickets para 36 corridas a Schutt e registra Shorna Akter como a única jogadora australiana eliminada, por 32 corridas. Outro relato atribui 75 corridas a Sultana, 4 wickets para 30 corridas a Sutherland e números de 1 wicket para 40 corridas a Marufa.

A parceria de abertura aparece como 162 corridas no relato detalhado e em vários outros, mas como 152 em outro. O placar invicto de 19 de Perry é atribuído a 22 bolas no relato detalhado e a 21 em outra fonte. O século de Mostary aparece como alcançado em 123 ou 124 bolas.

Essas diferenças não mudam o resultado central: Bangladesh fez 220 para 6, a Austrália chegou a 222 para 1 em 28,1 overs e as anfitriãs venceram por nove wickets. O placar detalhado de Bangladesh também confirma as 74 corridas de Sultana, e a soma das pontuações individuais listadas com os 15 extras chega a 220.

Bangladesh não perdeu todos os wickets. A equipe completou os 50 overs previstos com seis wickets perdidos, apesar de um relato usar essa descrição. A distinção importa porque rebater durante toda a entrada era o objetivo explícito de Mostary.

A sequência e a partida que resta

A Austrália já havia vencido o primeiro ODI por sete wickets. Com a vitória de domingo, a série foi decidida antes da partida final, embora Bangladesh ainda tenha a oportunidade de transformar seu progresso no bastão em um desempenho coletivo mais forte.

  • Primeiro ODI: Bangladesh marcou 153 e perdeu por sete wickets.
  • Segundo ODI, 11 de outubro: Bangladesh caiu para 8 corridas e 3 eliminações após 7,2 overs, antes de Mostary e Sultana somarem 195.
  • 45º over: Mostary marcou o primeiro século de uma jogadora de Bangladesh contra a Austrália.
  • 48º over: Schutt eliminou Mostary, com 118 corridas; Bangladesh terminou com 220 para 6.
  • Perseguição australiana: as 131 corridas invictas de Voll ajudaram as anfitriãs a chegar a 222 para 1 em 28,1 overs e garantir a série.
  • Quarta-feira: o terceiro ODI está marcado para o mesmo estádio em Brisbane.

A vitória foi apontada como a 23ª consecutiva da Austrália no Allan Border Field. Para Bangladesh, a partida restante não pode mudar o resultado da série, mas oferece mais um teste para saber se outras rebatedoras conseguirão contribuir e se as arremessadoras poderão conter as abridoras australianas.

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Mostary agradeceu aos técnicos, às companheiras de equipe e aos amigos pelo apoio e por incentivá-la a continuar jogando à sua maneira. Olhando para além da conquista, ela disse:

Ainda temos uma partida e muitos jogos pela frente, então espero conseguir manter esta forma.

Principais pontos

  • Mostary marcou 118 corridas em 134 bolas, o primeiro século de uma jogadora de Bangladesh em um ODI contra a Austrália e a maior pontuação individual do país em ODIs.
  • Sua parceria de 195 corridas com Nigar Sultana estabeleceu o recorde de Bangladesh para qualquer wicket e foi apontada como a maior contra a Austrália em ODIs femininos.
  • Bangladesh se recuperou de 8 para 3 e terminou com 220 para 6, seu maior total em ODIs contra a Austrália.
  • Georgia Voll marcou 131 corridas invictas e Phoebe Litchfield fez 70, na vitória australiana por nove wickets, com 131 bolas restantes.
  • A Austrália garantiu vantagem de 2 a 0 na série; o último ODI está marcado para quarta-feira no Allan Border Field.
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