Hakuho é eleito presidente das federações Internacional e Asiática de Sumô e mira expansão global

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Hakuho Elected International and Asian Sumo President, Targets Wider Global Reach

Campeão recordista assume comando do sumô internacional

Hakuho, ex-grande campeão nascido na Mongólia que conquistou o recorde de 45 títulos da divisão principal do sumô profissional, foi eleito presidente da Federação Internacional de Sumô e também comandará a Federação Asiática de Sumô. Sua nomeação coloca uma das figuras mais reconhecidas do esporte no centro dos esforços para ampliar as competições internacionais e garantir presença em grandes eventos multiesportivos.

Conteúdo
  1. Campeão recordista assume comando do sumô internacional
  2. O que Hakuho quer levar adiante
  3. Das competições profissionais do Japão à administração global
  4. A importância de Baku para a nomeação
  5. As diferenças do sumô amador internacional
  6. Os Jogos Asiáticos e a expansão na África
  7. O Azerbaijão também tem um histórico de destaque
  8. A difícil jornada da Bulgária até o campeonato
  9. Uma presidência que vai além dos nomes famosos
  10. Principais pontos

A federação internacional anunciou sua nomeação em 16 de outubro de 2026, pouco antes do Campeonato Mundial de Sumô, em Baku, no Azerbaijão, nos dias 17 e 18 de outubro. Aos 41 anos, ele sucede Akio Toyoda, presidente da Toyota Motor Corp., à frente da organização que rege o sumô amador em todo o mundo.

Hakuho, conhecido na Mongólia como Munkhbat Davaajargal, foi o 69º yokozuna do sumô profissional, o posto mais alto do esporte. Suas novas responsabilidades vão além das competições profissionais no Japão, onde construiu sua reputação. O sumô amador internacional inclui mulheres, competidores mais jovens e categorias por peso, oferecendo uma estrutura esportiva diferente e mais ampla para liderar.

Entre suas prioridades imediatas estão trabalhar com o Comitê Olímpico Nacional do Senegal para introduzir o sumô em mais países africanos e buscar sua inclusão nos Jogos Asiáticos de 2030, no Catar. Ele também falou sobre a ambição de longo prazo de incluir o sumô no programa olímpico.

O anúncio da nomeação e os relatos da eleição apontam 16 de outubro de 2026 como a data em que ele assumiu o cargo; já um relato de seu discurso na cerimônia de abertura em Baku afirma que ele foi eleito no ano anterior. O anúncio de outubro situa sua posse pouco antes do campeonato.

O que Hakuho quer levar adiante

Hakuho apresentou a expansão internacional e a preservação das tradições do sumô como objetivos que devem avançar juntos. Ele disse estar grato pela confiança depositada nele e que pretendia dar continuidade ao trabalho de Toyoda, comprometendo-se também a difundir o esporte pelo mundo.

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Em uma declaração que acompanhou sua nomeação, Hakuho, novo presidente da Federação Internacional de Sumô, destacou crianças e as gerações mais jovens como elementos centrais desse esforço.

"Gostaria de mostrar o apelo do sumô às pessoas de todo o mundo e transmiti-lo às crianças e às gerações mais jovens", disse ele em um comunicado.

Hakuho também descreveu sua missão como unir pessoas por meio do sumô, apesar das diferenças de nacionalidade, cultura e idioma. Junto a essa ambição, disse que queria proteger as tradições, o espírito e os valores do esporte à medida que ele chegasse a mais países e regiões.

À frente das federações internacional e asiática, ele terá responsabilidades em dois níveis: desenvolver o esporte no mundo e buscar oportunidades na região onde ele se originou. Suas conversas sobre os Jogos Asiáticos e a proposta de cooperação com o Senegal mostram algumas das frentes em que esse trabalho já está direcionado.

Das competições profissionais do Japão à administração global

Hakuho deixou a Associação Japonesa de Sumô em junho de 2025, após uma carreira marcada pelo recorde inédito de 45 campeonatos da divisão principal. Em seguida, dedicou-se a projetos de promoção internacional do sumô e tornou-se conselheiro da federação internacional em setembro de 2025.

A chegada à presidência transforma esse papel de promoção em uma função formal de liderança. Entre suas atividades recentes estão o apoio a torneios e eventos no Japão e no exterior, além da defesa da inclusão do sumô nos Jogos Olímpicos.

Os principais acontecimentos que antecederam o campeonato em Baku foram:

  • Junho de 2025: Hakuho deixou a Associação Japonesa de Sumô.
  • Setembro de 2025: Tornou-se conselheiro da Federação Internacional de Sumô.
  • Setembro de 2026: Promoveu o sumô durante os Jogos Asiáticos em Aichi, no Japão.
  • 16 de outubro de 2026: A federação internacional anunciou sua nomeação como presidente.
  • 17 e 18 de outubro de 2026: Baku sediou o Campeonato Mundial de Sumô, previsto como seu primeiro compromisso oficial após assumir o cargo.

Sua carreira conecta duas vertentes diferentes do esporte. Os campeonatos que o tornaram famoso foram conquistados no sistema profissional japonês; a organização que agora lidera supervisiona seleções nacionais que competem segundo as regras internacionais do sumô amador.

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A importância de Baku para a nomeação

Baku sediou pela primeira vez o Campeonato Mundial de Sumô, reunindo atletas de quase 30 países no Palácio dos Esportes de Baku. A competição incluiu as categorias adultas e sub-18, com provas individuais e por equipes para homens e mulheres.

A cerimônia de abertura começou com um desfile de bandeiras nacionais. O ministro da Juventude e dos Esportes do Azerbaijão, Farid Gayibov, saudou a decisão de realizar o campeonato na capital e destacou o apoio estatal ao esporte. Atil Agamirov, presidente da Associação de Artes Marciais e Cultura Japonesas, afirmou que o evento ajudaria a fortalecer as relações de amizade entre os países.

Hakuho parabenizou o Azerbaijão por sediar a competição e pela comemoração do Dia da Restauração da Independência, em 18 de outubro. Também agradeceu aos organizadores, à equipe e aos participantes, e falou sobre a importância de reunir atletas e apoiadores de diferentes países.

A visita ocorreu após uma viagem a Baku no ano anterior, quando Hakuho conheceu os preparativos para o torneio e encontrou seu mascote, Azumo. Seu retorno o colocou em um campeonato internacional justamente quando assumia a liderança da federação.

As diferenças do sumô amador internacional

O campeonato em Baku seguiu as regras do sumô amador internacional, com categorias de peso separadas e provas femininas. As lutas ocorreram em um dohyo de terra especialmente preparado, o tradicional ringue de sumô.

O sumô profissional japonês funciona de outra forma. Os lutadores competem em um sistema de divisões e títulos, com seis grandes torneios por ano, cada um com duração de 15 dias. Não há categorias de peso, e as mulheres não podem participar das competições profissionais.

No sumô amador internacional, os atletas podem representar seus países em disputas individuais e por equipes. As categorias de peso criam oportunidades de medalha separadas para competidores de diferentes portes, enquanto as provas de peso livre permitem competir sem essa divisão. Os competidores também usam roupas adicionais sob o tradicional cinturão mawashi.

A programação de Baku mostrou a variedade desse formato internacional. No sábado, houve provas individuais e por equipes para meninos e meninas sub-18. O programa de domingo foi dedicado às competições masculinas e femininas. Para Hakuho, desenvolver essa estrutura significa trabalhar com atletas cujo caminho até o sumô pode ser muito diferente de sua própria trajetória profissional.

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Os Jogos Asiáticos e a expansão na África

O sumô foi apresentado como esporte de demonstração na 20ª edição dos Jogos Asiáticos, em Aichi, no Japão, em setembro de 2026. Hakuho apresentou a modalidade a atletas, dirigentes e visitantes, além de se reunir com líderes de comitês olímpicos nacionais durante o evento.

A participação como esporte de demonstração dá visibilidade a uma modalidade em uma grande competição. O próximo objetivo anunciado por Hakuho é incluir o sumô no programa dos Jogos Asiáticos de 2030, no Catar. Ele disse que as atividades recentes aproximaram esse objetivo.

Hakuho também afirmou que trabalharia com o Comitê Olímpico Nacional do Senegal para introduzir e desenvolver o sumô em países africanos. A cooperação proposta dá aos seus planos de expansão global um parceiro institucional específico fora da Ásia.

Não foi anunciado nenhum prazo para uma decisão nem qualquer aprovação da inclusão do sumô nos Jogos Asiáticos de 2030 ou nas Olimpíadas. O evento no Catar, em 2030, é o próximo objetivo específico de suas ambições, enquanto a inclusão olímpica permanece uma meta mais ampla.

As duas iniciativas envolvem tarefas distintas. O trabalho com um comitê olímpico nacional diz respeito à construção de relações e oportunidades de participação; a inclusão no programa de um grande evento envolve garantir um espaço para o esporte naquela competição. Os novos cargos de Hakuho colocam ambas as frentes no escopo de sua atuação internacional.

O Azerbaijão também tem um histórico de destaque

A participação do Azerbaijão no sumô internacional começou em 2007. A realização do campeonato mundial veio após quase duas décadas de participação e uma série de resultados em competições europeias e mundiais.

Namig Sadigov e Amiraslan Ahmadov conquistaram medalhas de ouro individuais no Campeonato Europeu de 2013, em Varsóvia, e contribuíram para o sucesso da equipe do Azerbaijão. Em 2023, o país ficou em primeiro lugar na classificação por equipes da Copa Europeia, em Vinni, na Estônia, com três ouros e três pratas, à frente da Polônia e da Ucrânia.

Jamal Feyziyev venceu tanto a categoria acima de 115 quilos quanto a de peso livre naquela Copa Europeia. Royal Aghamaliyev conquistou o outro ouro azeri na categoria até 85 quilos e, mais tarde, levou a prata no Campeonato Mundial de Tóquio, também em 2023.

Aghamaliyev chegou à final mundial ao derrotar adversários do Tadjiquistão, da Hungria e da Mongólia, antes de perder para o ucraniano Sviatoslav Semikras, múltiplo campeão mundial e europeu. Esses resultados deram ao país anfitrião competidores com experiência internacional para o público local acompanhar.

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O Azerbaijão também chegou ao evento após conquistas europeias mais recentes. Javid Yusifov venceu a categoria até 115 quilos no Campeonato Europeu de 2026, em Stirling, na Escócia. Amrah Shafiyev conquistou medalhas de bronze nas categorias até 85 quilos e de peso livre, e o Azerbaijão terminou em terceiro lugar na competição por equipes.

A difícil jornada da Bulgária até o campeonato

A delegação da Bulgária enfrentou uma viagem conturbada depois que fortes tempestades em Istambul obrigaram ao cancelamento de seu voo para Baku. Os atletas passaram a noite na Turquia e chegaram ao Azerbaijão por volta das 4h do dia seguinte, seguindo do aeroporto diretamente para a pesagem oficial.

Para os atletas inscritos em categorias de peso, essa verificação é uma etapa essencial da programação da competição: ela determina se estão dentro do limite de sua categoria. O problema na viagem fez com que a equipe búlgara fosse direto da chegada atrasada para essa etapa.

A delegação incluía Anna Metodieva, campeã europeia e medalhista de prata mundial que competiria na categoria até 73 quilos, e Presiyan Mihov, campeão europeu de 2026 na categoria até 85 quilos e medalhista de bronze nos Jogos Europeus. Ivan Blagoev levou para sua disputa na categoria até 100 quilos a medalha de bronze conquistada no Campeonato Mundial de 2025, em Bangkok.

Simeon Stankovic, inscrito na categoria até 115 quilos, havia perdido para Yusifov, do Azerbaijão, no Campeonato Europeu de 2026. Baku oferecia a possibilidade de um novo confronto entre os dois, desta vez com Yusifov competindo diante da torcida da casa.

Uma presidência que vai além dos nomes famosos

O recorde de Hakuho dá à federação um presidente cuja reputação foi construída no mais alto nível do sumô profissional. Baku mostrou o campo mais amplo que ele agora representa: meninas e meninos competindo ao lado de seleções adultas, medalhistas consagrados da Europa e atletas de quase 30 países.

A trajetória do país anfitrião também oferece um exemplo concreto de como a participação pode evoluir. O Azerbaijão passou de sua estreia internacional em 2007 a medalhas de ouro europeias em 2013, novos triunfos por equipes e individuais em 2023 e à realização do campeonato mundial em 2026.

As prioridades anunciadas por Hakuho conectam agora esse tipo de desenvolvimento nacional a ambições maiores. Seus planos combinam ações voltadas a crianças e novas regiões com esforços para levar o sumô aos Jogos Asiáticos de 2030 e, futuramente, às Olimpíadas. O trabalho imediato se apoia nas competições amadoras e nas relações esportivas nacionais supervisionadas por suas federações.

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Principais pontos

  • Hakuho foi anunciado como presidente da Federação Internacional de Sumô em 16 de outubro de 2026, sucedendo Akio Toyoda. Ele também comandará a Federação Asiática de Sumô.
  • O ex-69º yokozuna conquistou o recorde de 45 títulos da divisão principal do sumô profissional.
  • Baku sediou seu primeiro Campeonato Mundial de Sumô nos dias 17 e 18 de outubro, com atletas de quase 30 países.
  • O sumô amador internacional inclui provas femininas, competições juvenis e categorias de peso.
  • Hakuho planeja cooperar com o Comitê Olímpico Nacional do Senegal e busca incluir o sumô nos Jogos Asiáticos de 2030, no Catar.
  • A inclusão olímpica continua sendo uma ambição, sem aprovação ou prazo para decisão anunciados.
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