Vitória em Hyderabad prepara confronto decisivo em Bengaluru
Shai Hope marcou 102 corridas sem ser eliminado em 50 bolas, e Keemo Paul conseguiu 5 wickets por 41 corridas, enquanto as Índias Ocidentais venceram a Índia por 24 corridas no Estádio Internacional Rajiv Gandhi, em Hyderabad, em 14 de outubro de 2026. A vitória empatou em 2 a 2 a série de cinco partidas internacionais de Twenty20, levando a disputa para uma partida decisiva no Estádio M. Chinnaswamy, em Bengaluru, no sábado, 17 de outubro.
Conteúdo
- Vitória em Hyderabad prepara confronto decisivo em Bengaluru
- Hope transforma um início forte em um turno recorde
- Rutherford e a arrancada inicial levam a 247
- Os custos do lançamento da Índia vão além dos boundaries
- Samson abre caminho para a perseguição
- Tilak e Reddy reanimam a Índia antes de Paul concluir o trabalho
- Lesão de Arshdeep leva a um fim desconfortável
- Seis turnos acima de 200 dão perspectiva à série
- A evolução de Hope e as escolhas da Índia
- Pontos principais
Hope completou seu século com um six na última bola do turno das Índias Ocidentais, levando os visitantes a 247 corridas por 3 wickets, depois que o capitão da Índia, Shreyas Iyer, venceu o sorteio e escolheu lançar primeiro. Seu terceiro século em partidas internacionais de T20 estabeleceu um recorde para um rebatedor das Índias Ocidentais, enquanto seu segundo século na série lhe rendeu o prêmio de melhor jogador da partida.
A Índia respondeu com 223 corridas, apesar das 56 corridas de Sanju Samson em 23 bolas e de uma recuperação tardia liderada por Tilak Varma e Nitish Kumar Reddy. A perseguição terminou quando Arshdeep Singh se aposentou machucado após uma bola curta de Shamar Joseph atingir seu ombro esquerdo. O incidente no fim deixou a Índia com uma preocupação quanto a lesões, além de uma série a vencer.
O relato da partida que registra o fim da Índia em 223 corridas por 9 wickets em 19,3 overs é compatível com essa aposentadoria; outros relatos dizem que a Índia foi eliminada por completo, e outro informa 19,4 overs. A margem da vitória é sempre registrada como 24 corridas. O turno de Samson costuma ser registrado como 56 corridas em 23 bolas, embora dois relatos indiquem 65 em 23 e 56 em 22.
Hope transforma um início forte em um turno recorde
Hope acertou nove sixes e quatro fours, marcando 70 de suas 102 corridas em boundaries. Chegou aos cinquenta em 28 bolas e precisou de apenas mais 22 para completar seu século. Sua taxa de pontuação no turno foi de 204 corridas a cada 100 bolas, medida que no críquete é chamada de taxa de strike.
O capitão das Índias Ocidentais também ultrapassou 2.000 corridas em partidas internacionais de T20, tornando-se o quarto rebatedor de seu país a alcançar essa marca, depois de Rovman Powell, Nicholas Pooran e Brandon King. Seu século foi o quarto em sete turnos nas etapas de um dia internacional e T20 desta turnê.
Hope tornou-se apenas o quinto rebatedor a marcar mais de um século em uma série bilateral de T20 internacional, disputada entre duas seleções nacionais. Sua média na série ficou em 130,50, com taxa de strike de 190,51. Esses números refletem tanto sua produção consistente quanto a velocidade com que marcou.
Arshdeep foi um dos poucos a oferecer resistência, limitando Hope a três corridas em cinco bolas. Contra o restante do ataque, Hope encontrou espaço repetidamente para bater em linha reta ou na direção do midwicket. Seu turno recebeu uma avaliação de controle de 92%, medida da frequência com que rebateu a bola como pretendia.
Hope, capitão das Índias Ocidentais, disse que foi preciso se adaptar ao campo mesmo durante um turno repleto de boundaries:
No início, o campo estava um pouco irregular. E depois, com os spinners e a bola agarrando no fim, ficou um pouco difícil rebater acompanhando a trajetória.
Um campo com velocidade variável pode fazer bolas semelhantes chegarem ao rebatedor em velocidades diferentes. O relato de Hope ajuda a explicar por que esperar uma bola adequada foi importante, junto com a potência de suas rebatidas.
Rutherford e a arrancada inicial levam a 247
Jewel Andrew ajudou Hope a somar 52 corridas em 26 bolas no primeiro wicket, antes que Axar Patel o eliminasse por lbw para 21 corridas no quinto over. Ainda assim, as Índias Ocidentais chegaram a 79 corridas por 1 wicket após seis overs, igualando o maior total no powerplay contra a Índia em partidas internacionais de T20. A Nova Zelândia havia marcado o mesmo placar em Trivandrum, no início de 2026.
O powerplay corresponde aos seis overs iniciais, quando as restrições de posicionamento deixam menos defensores perto da linha do limite. As Índias Ocidentais aproveitaram esse período para ganhar ritmo e chegaram a 100 corridas em 7,4 overs, ou seja, sete overs completos e quatro bolas. Esse foi o mesmo tempo mais rápido que já haviam registrado para chegar a 100 contra a Índia, em Lauderhill, em 2016.
Shimron Hetmyer contribuiu com 33 corridas em 12 bolas e dividiu com Hope uma parceria de 58 em 24 bolas, antes de Prince Yadav o agarrar em sua própria jogada. Powell acrescentou 24 corridas, deixando Sherfane Rutherford encarregado de acelerar no fim ao lado do capitão.
Rutherford terminou invicto, com 49 corridas em 26 bolas, acertando quatro fours e três sixes. Sua parceria ininterrupta com Hope rendeu 91 corridas em 43 bolas. As Índias Ocidentais terminaram com 16 sixes, enquanto o ataque indiano também cedeu 18 extras.
A Índia sofreu uma penalidade por demora na conclusão dos overs no último over, que custou 19 corridas a Reddy. O six de Hope na última bola completou tanto seu século quanto o total dos visitantes. As 247 corridas por 3 wickets foram o segundo maior total de primeiro turno contra a Índia em partidas internacionais de T20, atrás das 257 por 3 da Inglaterra, em Southampton, no início daquele ano.
Os custos do lançamento da Índia vão além dos boundaries
Mayank Yadav e Arshdeep cederam 52 corridas cada um em quatro overs, uma média de 13 por over. Axar terminou com 1 wicket por 45 corridas, enquanto o 1 por 36 de Prince fez dele o lançador mais econômico da Índia, com nove corridas por over.
Prince variou a velocidade e lançou yorkers bem direcionados, bolas voltadas aos pés do rebatedor, para conter as corridas com mais eficiência que seus companheiros. Sua eliminação de Hetmyer também tirou de jogo um rebatedor que marcava quase três corridas por bola.
O único over de Naman Dhir custou 19 corridas, e Reddy cedeu 39. A Índia também deu 13 extras nos seis primeiros overs, deixando apenas mais cinco nos 14 restantes. Extras são corridas creditadas à equipe, e não a um rebatedor, como wides e no-balls.
Esses extras iniciais aumentaram a pressão criada por Hope e Andrew. A Índia cedeu 18 corridas extras no turno, o equivalente a três sixes, enquanto chances perdidas no campo reduziram ainda mais as oportunidades de conter as Índias Ocidentais.
Samson abre caminho para a perseguição
Samson atacou desde o início enquanto a Índia perseguia 248 corridas, acertando quatro sixes em seu turno de 56. Marcou 30 corridas em 11 bolas contra o off-spinner Roston Chase e ajudou Abhishek Sharma a somar 60 em 25 bolas no primeiro wicket.
A Índia chegou a 80 corridas por 2 wickets no powerplay, uma corrida a mais que as Índias Ocidentais no mesmo momento, mas com um wicket perdido a mais. As corridas mantiveram a perseguição em andamento; a dobradinha de Paul no quinto over mudou os recursos de rebatida disponíveis para sustentá-la.
Paul fez Samson ser agarrado no square leg com a primeira bola daquele over e, três bolas depois, eliminou Ishan Kishan, que marcou seis corridas. Iyer marcou 16 antes de cair para Shamar Springer, deixando a Índia com 97 corridas por 3 wickets antes da metade do turno.
Abhishek teve dificuldade para acompanhar o ritmo de Samson e terminou com 29 corridas em 24 bolas. Gudakesh Motie o fez ser agarrado no long off no 12º over e, em seguida, eliminou Naman Dhir por stumping, sem que ele marcasse corridas na primeira bola. A Índia estava com 130 corridas por 5 wickets e precisava de mais 118 em 50 bolas.
Mesmo assim, Abhishek alcançou uma marca pessoal. Seu six contra Springer no nono over elevou seu total de 2026 em partidas internacionais de T20 a 69, superando as 68 de Suryakumar Yadav em 2022 e estabelecendo a maior marca em um ano-calendário para um rebatedor de uma nação membro plena.
A marca veio depois do turno recorde de Abhishek em Indore, onde suas 69 corridas em 30 bolas ajudaram a Índia a vencer por 14 corridas em 11 de outubro. No início de 2026, ele também havia marcado 84 em 35 bolas contra a Nova Zelândia, em Nagpur, e 68 sem ser eliminado em 20 bolas, em Guwahati.
Tilak e Reddy reanimam a Índia antes de Paul concluir o trabalho
Tilak e Reddy somaram 70 corridas no sexto wicket, reduzindo a meta de 118 em 50 bolas para 48 em 19. Portanto, a parceria rendeu 70 corridas em 31 bolas, reabrindo o caminho para a vitória depois das eliminações na ordem intermediária da Índia.
Tilak marcou 43 corridas em 25 bolas, enquanto Reddy fez 41 em 20. Reddy acertou sixes consecutivos contra Joseph, e Tilak atacou Romario Shepherd antes de o mesmo lançador conseguir a eliminação, fazendo Powell agarrá-lo.
Samson, wicketkeeper e rebatedor de abertura da Índia, apontou a eliminação de Tilak como o momento decisivo, e não a sequência de wickets perdida anteriormente:
O ponto de virada da partida foi quando Tilak foi eliminado", disse Samson. "Estávamos avançando, marcando muito bem aquelas 10 a 12 corridas por over. Reddy e Tilak estavam rebatendo muito bem sob pressão. Até aquele momento, acho que ainda estávamos na disputa.
Paul então eliminou Reddy, Prince, que não marcou corridas na primeira bola, e Axar no 19º over. Esses três wickets completaram sua segunda sequência de cinco eliminações no críquete T20 e deixaram a Índia com apenas um wicket disponível para o último over.
Lesão de Arshdeep leva a um fim desconfortável
A Índia precisava de 35 corridas nas últimas seis bolas quando Joseph começou o último over, com Arshdeep rebatendo e Mayank na outra ponta. Uma bola curta atingiu Arshdeep na região do ombro e do braço esquerdos enquanto ele tentava um pull, levando a equipe médica ao campo.
Arshdeep voltou a rebater, mas continuou sentindo dor. Iyer o chamou do banco para se retirar, e sua saída encerrou o turno. Depois, Samson deu uma breve atualização sobre o estado do lançador na coletiva de imprensa após a partida:
Arshdeep está colocando gelo no ombro", disse Samson. "Tomara que se recupere logo.
A equipe indiana não havia divulgado uma atualização médica detalhada. Não foi informado nenhum diagnóstico nem decisão sobre a disponibilidade de Arshdeep para a partida em Bengaluru. Sua condição física é importante para a Índia, depois de ele ter conseguido 3 wickets por 44 corridas na vitória anterior, em Indore.
Shreevats Goswami, ex-jogador de críquete de Bengala, criticou em uma publicação no X o uso continuado de bolas curtas por Joseph:
O que Shamar Joseph fez nas últimas 3 bolas contra Arshdeep não está de acordo com o espírito do jogo, na minha opinião!
Joseph costuma lançar acima de 140 quilômetros por hora e pode chegar a 150. A crítica de Goswami se concentrou na escolha de atacar um rebatedor da parte final da ordem quando a taxa de pontuação necessária já era excepcionalmente exigente.
Seis turnos acima de 200 dão perspectiva à série
Ranchi, Indore e Hyderabad produziram seis turnos completos consecutivos acima de 200 corridas, somando 1.403 corridas a uma taxa combinada de 11,81 por over. Só Hyderabad teve 29 sixes.
A sequência explica por que nenhuma das equipes podia considerar um total alto como garantia. As Índias Ocidentais já haviam perseguido 250 em Ranchi, enquanto a Índia defendeu com sucesso 223 em Indore. A série passou pelas seguintes etapas:
- Lucknow: as Índias Ocidentais foram eliminadas por 171, e a Índia completou a perseguição com oito wickets restantes.
- Ranchi: as Índias Ocidentais chegaram a 252 corridas por 4 wickets, depois de a Índia marcar 249 por 5, empatando a série em 1 a 1.
- 11 de outubro, Indore: a Índia marcou 223 e limitou as Índias Ocidentais a 209 por 7, abrindo vantagem de 2 a 1.
- 14 de outubro, Hyderabad: as Índias Ocidentais marcaram 247 por 3 e venceram por 24 corridas, empatando a série em 2 a 2.
- 17 de outubro, Bengaluru: a quinta partida decidirá a série no Estádio M. Chinnaswamy.
O quadrado do campo de Hyderabad havia sido refeito desde a partida internacional de T20 anterior da Índia ali, quando a equipe anfitriã marcou 297 corridas por 6 wickets contra Bangladesh. Antes desta partida, o ex-lançador rápido da Índia e comentarista Varun Aaron sugeriu que 160 a 180 corridas poderiam ser competitivas. As Índias Ocidentais superaram o limite superior dessa estimativa em 67 corridas.
No sorteio, Iyer disse que, segundo a estimativa do responsável pelo campo, sua composição era de 75% de solo vermelho e 25% de solo preto, citando isso como parte do motivo para escolher lançar primeiro.
Os comentários de Hope sobre a variação de velocidade, o turno relativamente econômico de Prince e os cinco wickets de Paul também mostram as exigências específicas em meio à alta pontuação. Os rebatedores precisavam se adaptar ao envelhecimento da bola, e os lançadores que variavam a velocidade ou encontravam um comprimento melhor ainda podiam interromper um turno.
A evolução de Hope e as escolhas da Índia
O técnico das Índias Ocidentais, Daren Sammy, havia falado sobre a dependência da equipe em Hope antes da partida em Hyderabad. Ele elogiou a serenidade do capitão e destacou as contribuições de outros jogadores:
"Quando está em campo, ele traz calma para o meio, e talvez alguns dos nossos outros jogadores precisem imitar essa tranquilidade quando a pressão aumenta. Mas ele não é o único motivo das nossas vitórias", disse Sammy.
Hope atribuiu ao irmão Kyle, à experiência em franquias no ILT20 e à temporada de 2024 com o Delhi Capitals parte do desenvolvimento de seu jogo agressivo. Sammy trabalhou com ele em exercícios de rebatida, junto com o técnico de rebatida Floyd Reifer. As 49 corridas de Rutherford e os cinco wickets de Paul deram apoio substancial a essa evolução em Hyderabad.
A Índia tem uma decisão diferente a tomar em relação a Vaibhav Sooryavanshi, que ainda não foi escalado na série, apesar de estar entre os 15 convocados. Ele tem 246 corridas em oito partidas internacionais de T20, com média de 30,75 e pontuação máxima de 81 contra o Zimbábue. Em seus turnos recentes nos Jogos Asiáticos, marcou 38 contra o Sri Lanka e 15 contra o Paquistão.
O mais recente meio século de Samson e a atuação de Abhishek em Indore dão motivos à Índia para manter sua dupla de abertura, enquanto a partida decisiva representa a última oportunidade de escalar Sooryavanshi. O ombro de Arshdeep acrescenta outra preocupação à preparação da equipe.
Além desta série, a próxima Copa do Mundo de T20 está marcada para 21 de outubro a 19 de novembro de 2028, na Austrália e na Nova Zelândia, com 20 equipes e 55 partidas. A tarefa imediata está bem mais próxima: a Índia precisa conter um capitão em fase excepcional, enquanto as Índias Ocidentais terão de repetir o apoio ao redor de Hope que transformou seu mais recente século em vitória.
Pontos principais
- As Índias Ocidentais venceram a Índia por 24 corridas em Hyderabad, em 14 de outubro, empatando em 2 a 2 a série internacional de T20.
- Shai Hope marcou 102 corridas sem ser eliminado em 50 bolas e estabeleceu um recorde das Índias Ocidentais com seu terceiro século internacional de T20.
- Sherfane Rutherford acrescentou 49 corridas sem ser eliminado, e as Índias Ocidentais chegaram a 247 por 3 wickets.
- Keemo Paul conseguiu 5 wickets por 41 corridas, apesar das 56 corridas de Sanju Samson e da recuperação liderada por Tilak Varma e Nitish Kumar Reddy.
- Arshdeep Singh se aposentou machucado depois de ser atingido no ombro esquerdo no último over.
- A partida decisiva da série está marcada para 17 de outubro, no Estádio M. Chinnaswamy, em Bengaluru.






