Aglomeração de fãs em hotel do BTS em Lima leva RM a pedir silêncio, privacidade e mais respeito

13 min de leitura
BTS Hotel Crowds in Lima Prompt RM to Demand Quiet, Privacy and Safer Fan Conduct

Três shows, um hotel sem descanso e um apelo público

O líder do BTS, RM, pediu aos fãs que parassem de se reunir em frente ao hotel do grupo durante os shows de 7, 9 e 10 de outubro de 2026, em Lima. Segundo ele, o barulho chegava aos quartos e impedia integrantes e funcionários de dormir direito. No segundo show, no Estadio San Marcos, ele também criticou publicamente o uso de drones e apontadores a laser para se aproximar do grupo, mas ressaltou aos fãs peruanos que sua crítica dizia respeito ao comportamento, não à nacionalidade.

Conteúdo
  1. Três shows, um hotel sem descanso e um apelo público
  2. O que RM disse sobre o descanso e os outros hóspedes
  3. Como os acontecimentos se desenrolaram em Lima
  4. Uma homenagem com drones e a contestada relação com a aglomeração
  5. Lasers e veículos levantaram outras preocupações de segurança
  6. RM disse que a crítica não era sobre nacionalidade
  7. Fãs pediram desculpas e sugeriram que as transmissões ao vivo fossem interrompidas
  8. Segurança dos shows não esclareceu todas as questões sobre o hotel
  9. Um grande evento turístico, com mais shows pela frente
  10. Principais pontos

Os transtornos foram além dos sete integrantes. RM disse que outros hóspedes do hotel também estavam sendo incomodados, e vídeos que circularam na internet pareciam mostrar pessoas cercando veículos supostamente ligados à equipe da turnê. A identidade dos ocupantes não foi confirmada.

A polêmica ocorreu durante uma visita que atraiu aproximadamente 151.500 espectadores nos três shows, segundo o número da Big Hit Music mencionado após os três shows em Lima. Esse total contabiliza o público dos shows, não necessariamente pessoas diferentes. A lotação dos estádios ajuda a explicar a empolgação em torno da visita, mas não permite determinar quantas pessoas se reuniram em frente ao hotel.

RM, nome completo Kim Nam-joon, relacionou diretamente seu pedido aos shows que os fãs foram assistir. Ele agradeceu o entusiasmo pela primeira visita do BTS ao Peru, mas disse que o grupo precisava descansar sem interrupções para fazer as apresentações.

A mensagem também foi direcionada a pessoas além de Lima. Ele pediu aos fãs no Chile, na Argentina, no Brasil e nos países da próxima etapa asiática da turnê mundial Arirang que não esperassem do lado de fora das hospedagens do grupo. O apelo tornou-se um pedido prático para o restante da turnê, em vez de apenas uma resposta a uma noite barulhenta.

Publicidade

O que RM disse sobre o descanso e os outros hóspedes

Em sua mensagem no Weverse, RM descreveu pessoas que permaneciam em frente ao hotel durante todo o dia e o barulho que chegava aos quartos. O Weverse é a plataforma de comunidade de fãs pela qual os integrantes do BTS se comunicam diretamente com os fãs.

Falando como líder do BTS sobre o impacto nos integrantes e nos colegas da turnê, RM escreveu:

Os integrantes e a equipe estão passando por um momento muito difícil por causa das pessoas que ficam o dia todo em frente ao hotel onde estamos hospedados.

Em seguida, descreveu o efeito dentro da hospedagem:

Faz tanto barulho que o som chega aos nossos quartos, e nenhum de nós consegue dormir bem.

A mensagem também reconheceu as pessoas hospedadas no local que não tinham relação com os shows. RM disse:

Além disso, estamos causando muitos transtornos aos outros hóspedes que estão no mesmo hotel.

Essa formulação mostrou que o problema ia além de um desentendimento entre um grupo de celebridades e seus fãs. Integrantes, funcionários e outros hóspedes foram afetados pela mesma aglomeração. RM agradeceu aos fãs pela recepção, mas alertou que a falta de descanso prejudicaria os shows que o grupo faria para eles.

Como os acontecimentos se desenrolaram em Lima

Os relatos divergem quanto à data da publicação inicial de RM no Weverse. Vários dizem que foi em 7 de outubro, antes do primeiro show em Lima, enquanto outro aponta 8 de outubro. Relatos sobre as falas posteriores no palco mencionam uma publicação feita no dia anterior. Sem um horário de publicação confirmado e seu fuso horário, não é possível determinar a sequência exata da mensagem online.

Os principais acontecimentos descritos durante a visita a Lima foram:

  • 7 de outubro: o BTS fez seu primeiro show no Peru, no Estadio San Marcos. Vários relatos situam nesse dia o apelo de RM sobre o hotel.
  • 8 de outubro: uma homenagem de fãs com drones foi realizada na Costa Verde, das 20h às 20h10. Depois, foram relatadas aglomerações perto do hotel.
  • 9 de outubro: durante o segundo show em Lima, RM falou sobre os transtornos no hotel com o auxílio de um intérprete e criticou o uso de drones e apontadores a laser.
  • 10 de outubro: o BTS concluiu suas três datas de shows em Lima. Trechos em vídeo e traduções das falas de RM continuaram circulando na internet.

Alguns relatos publicados em 10 de outubro dizem que as declarações foram feitas durante o segundo show, que, de acordo com o itinerário, ocorreu em 9 de outubro. Portanto, datas de publicação, de vídeos e de apresentações não devem ser tratadas como se fossem iguais.

Publicidade

Uma homenagem com drones e a contestada relação com a aglomeração

A homenagem organizada e a aglomeração em frente ao hotel ficaram estreitamente associadas no debate público, mas o BTS Perú Fanclub rejeitou a alegação de que tivesse incentivado pessoas a se reunirem na hospedagem.

O fã-clube disse que passou meses preparando o espetáculo de dez minutos com drones na orla da Costa Verde, em Lima. Segundo relatos, pessoas se reuniram para assistir em Miraflores e Barranco, e alguns situam a atividade perto do shopping Larcomar. A apresentação incluiu formas e mensagens associadas ao BTS, como o logotipo do grupo, um coração e o light stick usado nos shows.

Vários relatos dizem que pessoas foram até o hotel depois da apresentação. Outro descreve fãs reunidos no local para tentar ver a homenagem, que também marcou a proximidade do aniversário de Jimin. Esses relatos associam a atividade daquela noite ao aumento da aglomeração, mas não comprovam que os organizadores tenham orientado as pessoas a ir até lá.

O relato do fã-clube foi mais específico: a apresentação ocorreu em 8 de outubro, das 20h às 20h10, em um local afastado do hotel e sem convite para uma reunião em frente à hospedagem. A organização também afirmou que o assédio começou quando o BTS chegou ao Peru, antes do evento com drones, e que não envolvia apenas fãs.

Essas diferenças são importantes. Uma homenagem pública em outro local, a reunião posterior de pessoas perto de uma hospedagem privada e o uso de drones para se aproximar dos artistas são ações distintas. RM criticou drones e lasers em suas falas no palco, enquanto o fã-clube defendeu o local e o propósito da apresentação organizada. A relação exata entre a homenagem e todos os incidentes em frente ao hotel não foi estabelecida.

Lasers e veículos levantaram outras preocupações de segurança

O barulho foi a queixa mais clara no apelo escrito de RM. A discussão posterior também envolveu relatos de que pessoas não identificadas apontaram luzes de laser para as janelas dos andares superiores e de que aglomerações bloquearam veículos perto da hospedagem.

As estimativas sobre o tamanho da aglomeração variam bastante: de dezenas ou centenas de pessoas a milhares. Não há uma contagem confirmada que resolva essas diferenças. Vídeos que circularam na internet foram descritos como mostrando pessoas se aproximando de uma van preta, filmando com celulares e cercando veículos que supostamente transportavam integrantes do BTS ou colegas da equipe.

Segundo relatos, também era possível ouvir outras pessoas na aglomeração pedindo que os presentes se comportassem e deixassem os veículos passar. As imagens geraram preocupação com a circulação bloqueada, mas não confirmam quem estava dentro de cada veículo nem se alguém ficou ferido.

As alegações sobre os lasers circularam inicialmente em publicações nas redes sociais e em contas de fãs. Em suas falas posteriores, RM criticou diretamente o uso de lasers, mas não foram identificadas as pessoas responsáveis, as janelas exatas visadas nem qualquer dano físico. Afirmações de que os quartos de todos os integrantes foram atingidos vão além do que é possível confirmar com base nessas alegações.

Também circularam capturas de tela atribuídas a um dançarino não identificado da turnê, supostamente pedindo em espanhol que as pessoas deixassem o hotel e parassem de fazer barulho. Essas imagens não foram autenticadas de forma independente e não devem ser tratadas como uma declaração confirmada da equipe da turnê do BTS.

Publicidade

RM disse que a crítica não era sobre nacionalidade

Durante o show de 9 de outubro, RM usou um intérprete para explicar que sua reclamação não era dirigida apenas ao Peru ou à América Latina. Ele disse que incidentes semelhantes já haviam ocorrido na Europa e nos Estados Unidos e também poderiam acontecer na Ásia.

Dirigindo-se ao público como líder do BTS, ele disse:

O texto que escrevi não era só sobre o Peru ou a América Latina. Isso também aconteceu na Europa e nos Estados Unidos; pode acontecer na Ásia também, e acontece com frequência. Soltar drones ou apontar lasers não é uma atitude correta.

Ele também reconheceu os fãs que deliberadamente ficaram longe do hotel ou decidiram não se aproximar dos integrantes quando os encontraram na rua. Esse reconhecimento distinguiu os fãs que respeitaram o pedido das pessoas que ultrapassaram os limites descritos por ele.

RM também rejeitou divisões geográficas na comunidade de fãs. Em uma versão em inglês de suas falas, ele disse:

Pessoal, sinceramente, quando foi que dividimos as pessoas por nacionalidade ou continente? Em nome do ARMY, em nome do BTS, somos todos iguais.

Segundo relatos, os fãs gritaram "Desculpa" durante o discurso. RM concluiu com a expressão em espanhol "Gracias, los amo Perú", que significa "Obrigado, amo vocês, Peru". A mensagem tranquilizadora não retirou o pedido de privacidade. Ela deixou claro que o carinho pelo público e a oposição a comportamentos invasivos podem coexistir.

Fãs pediram desculpas e sugeriram que as transmissões ao vivo fossem interrompidas

Fãs peruanos espalharam cartazes de desculpas em espanhol e coreano por Miraflores. As mensagens lamentavam que o BTS e sua equipe não tivessem conseguido descansar, criticavam a perseguição aos integrantes e defendiam que a tranquilidade deles deveria ter prioridade sobre vê-los de perto.

O criador de conteúdo Ric La Torre compartilhou imagens dos cartazes e disse que várias pessoas as haviam enviado a ele. A iniciativa buscava diferenciar o comportamento em frente ao hotel da posição dos fãs que se opunham a ele.

Uma proposta diferente, que circulou nas redes sociais, pedia aos fãs com acesso à passagem de som, o ensaio antes do show principal, que abaixassem a cabeça e ficassem em silêncio por um ou dois minutos como pedido de desculpas. Era uma sugestão, não uma ação confirmada de todo o público.

O BTS Perú Fanclub pediu que as pessoas não fossem à aglomeração no hotel nem a apoiassem na internet. A organização pediu aos fãs que denunciassem contas fazendo transmissões ao vivo no local, incentivando os transtornos ou tratando o assédio como aceitável.

A organização estendeu o pedido à imprensa, a criadores de conteúdo e ao público em geral, não apenas aos fãs. Também alertou que a polêmica poderia afetar futuros projetos de fãs. O alerta dizia respeito às iniciativas da própria organização; não era um anúncio de que o BTS cancelaria futuras visitas ao Peru.

Publicidade

Segurança dos shows não esclareceu todas as questões sobre o hotel

O ARMY Chile pediu à produtora dos shows, Live Nation, que interviesse, coordenasse ações com as autoridades e protegesse a segurança, a privacidade e o descanso do BTS e da equipe da turnê. O pedido mostrou que os fãs de uma próxima parada já consideravam os transtornos em Lima uma preocupação para seu próprio evento.

Em Lima, o oficial da polícia Víctor Meza disse que cerca de 450 policiais fariam a segurança dos shows, incluindo o local principal e as áreas operacionais ao redor. Ele descreveu um planejamento que envolvia inteligência, prevenção, segurança e ordem pública.

As autoridades municipais também anunciaram entradas e saídas separadas no estádio para diferentes categorias de ingressos. Para o show de 9 de outubro, foi informado que os portões abririam às 16h, com apresentação marcada para as 20h.

Essas medidas tratavam da circulação de grandes aglomerações no Estadio San Marcos. Elas não esclarecem quais medidas de segurança foram adotadas em frente ao hotel, se as autoridades responderam a alegações específicas sobre lasers ou se houve proteção adicional após os apelos dos fãs. Os relatos do incidente não mencionam nenhuma resposta confirmada de segurança do hotel nem o resultado de uma investigação.

Um grande evento turístico, com mais shows pela frente

A polêmica do hotel ocorreu em meio a um grande fluxo de visitantes. O Ministério do Comércio Exterior e Turismo do Peru projetou aproximadamente US$ 18,7 milhões em gastos com turismo, com mais de 36.500 visitantes que deveriam passar a noite e outras 14.000 pessoas que fariam visitas sem pernoite.

A previsão incluía US$ 8,1 milhões de visitantes internacionais, US$ 9,9 milhões de turistas nacionais e cerca de US$ 760 mil de visitantes nacionais em viagens de um dia. A soma é de US$ 18,76 milhões, compatível com a estimativa anunciada, após arredondamento. Eram projeções, não um balanço final dos gastos após os shows.

A alta demanda também gerou reclamações distintas. Mais de 800 fãs teriam denunciado irregularidades na venda de produtos à agência de defesa do consumidor do Peru, Indecopi, envolvendo os light sticks oficiais conhecidos como ARMY Bombs. Alguns espectadores também relataram cobranças de até 300 soles, aproximadamente US$ 87, para reservar lugar nas filas de entrada do estádio. Nenhum dos dois problemas comprova relação com os transtornos no hotel.

O pedido de RM veio após preocupações anteriores com a privacidade durante a turnê. Em julho, V pediu aos fãs que não fossem aos hotéis do grupo. Em agosto, V e Jungkook teriam encontrado cerca de 20 fãs na academia de um hotel de manhã cedo. Esses incidentes ajudam a explicar por que RM estendeu o apelo feito em Lima às próximas hospedagens, em vez de limitá-lo a um único local.

Publicidade

O itinerário divulgado lista Santiago, de 14 a 17 de outubro; Buenos Aires, de 21 a 24 de outubro; e São Paulo, nos dias 28, 30 e 31 de outubro. A etapa asiática estava prevista para começar em Kaohsiung, em 19 de novembro, seguida de quatro noites de shows em Singapura, entre 17 e 22 de dezembro.

Não foi anunciada nenhuma confirmação de cancelamento, ferimento ou mudança no itinerário relacionada à aglomeração no hotel em Lima. O pedido prático continuou simples: comparecer aos shows, mas deixar em paz a hospedagem e os deslocamentos privados do grupo.

Principais pontos

  • RM disse que a aglomeração em frente ao hotel do BTS em Lima atrapalhou o sono dos integrantes e funcionários e incomodou outros hóspedes.
  • O BTS se apresentou no Estadio San Marcos nos dias 7, 9 e 10 de outubro de 2026.
  • Os relatos divergem sobre a publicação inicial do apelo de RM no Weverse: 7 ou 8 de outubro.
  • No segundo show, RM criticou drones e apontadores a laser e reafirmou seu carinho pelos fãs peruanos.
  • O BTS Perú Fanclub disse que a homenagem com drones de 8 de outubro aconteceu longe do hotel e não convidou ninguém a se reunir no local.
  • Fãs divulgaram pedidos de desculpas e pediram que as pessoas parassem de ir ao hotel, compartilhar sua localização e fazer transmissões ao vivo.
  • RM estendeu o pedido de privacidade às próximas datas na América do Sul e à turnê asiática que se aproxima.
Compartilhar esta matéria

Você também pode gostar