Johari pede que a BN explique a disputa real em Negeri Sembilan antes das eleições de Melaka

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Johari Urges BN to Explain Negeri Sembilan Royal Dispute Before Melaka Polls

Prazo eleitoral se aproxima enquanto disputa real segue sem solução

O vice-presidente da Umno, Johari Abdul Ghani, pediu que a Barisan Nasional (BN) explique a tentativa de destituir o governante de Negeri Sembilan, Tuanku Muhriz Tuanku Munawir, antes das indicações de candidatos para as eleições de Melaka. A coalizão enfrenta questionamentos sobre o papel de seus próprios representantes na disputa constitucional.

Conteúdo
  1. Prazo eleitoral se aproxima enquanto disputa real segue sem solução
  2. Por que uma proclamação não significa uma destituição concluída
  3. A situação contestada dos chefes territoriais
  4. O que os chefes alegam contra Tuanku Muhriz
  5. Como a crise passou do palácio ao governo
  6. A mudança de posição de Ismail e a destituição do conselho
  7. O que a retirada do processo em outubro resolve e o que deixa em aberto
  8. Maioria eleitoral sem conselho executivo em funcionamento
  9. O que a BN precisa explicar antes da votação em Melaka
  10. Principais pontos

O prazo político imediato é o processo eleitoral de Melaka, previsto para começar em 31 de outubro, com votação em 14 de novembro. As consequências jurídicas e administrativas vão além: 10 membros do conselho executivo de Negeri Sembilan perderam seus cargos, um pedido de revisão judicial que buscava o reconhecimento da proclamação de destituição foi retirado em 7 de outubro, e a Umno estaria considerando apresentar uma moção contra o Menteri Besar Ismail Lasim.

Johari, que também preside a BN nos Territórios Federais e é deputado por Titiwangsa, disse que a coalizão precisava diferenciar as pessoas que iniciaram a proclamação do partido político que agora vem sendo associado a ela. Em entrevista coletiva em Kuala Lumpur, ele pediu explicações tanto sobre a proclamação quanto sobre os procedimentos necessários para destituir um governante.

O público precisa saber que quem está tentando destituir Tuanku Muhriz não é a Umno. Isso precisa ser explicado adequadamente.

Essa distinção trata de quem iniciou a tentativa. Ela não esclarece por que um menteri besar da Umno e um conselho executivo com sete integrantes do partido apoiaram a medida mais tarde. A Procuradoria-Geral (AGC, na sigla em inglês) afirmou que a proclamação de 19 de abril de 2026 era inválida e que o aval do governo estadual não tinha efeito jurídico.

Assim, a BN tem duas tarefas distintas antes da campanha em Melaka: explicar o processo constitucional e prestar contas das ações de seus representantes eleitos. Nenhum resultado eleitoral pode, por si só, decidir quem ocupa legalmente o trono de Negeri Sembilan.

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Por que uma proclamação não significa uma destituição concluída

A disputa central diz respeito à Constituição de Negeri Sembilan de 1959, em especial ao Artigo 10, que estabelece os motivos e procedimentos para destituir o Yang di-Pertuan Besar. Os quatro chefes territoriais, conhecidos coletivamente como Undang Yang Empat, têm um papel reconhecido na escolha do governante e, sob condições constitucionais, na adoção de medidas contra ele.

Em comunicado de 17 de setembro, a AGC não negou essa autoridade. Afirmou que ela precisava ser exercida de acordo com a Constituição e que não havia evidências de que os procedimentos previstos tivessem sido seguidos nem de que se aplicasse a Tuanku Muhriz algum fator de desqualificação previsto no Artigo 10(1).

Ao apresentar sua avaliação sobre o cumprimento dos procedimentos, a AGC declarou:

Até o momento, não há fatos que indiquem que os procedimentos previstos tenham sido cumpridos.

A AGC também afirmou que o menteri besar e o conselho executivo estadual não tinham poder unilateral para encerrar o mandato do governante ou declarar o cargo vago. O anúncio deles não poderia conferir força jurídica a uma proclamação inválida, e as tentativas de publicá-la no diário oficial ou implementá-la seriam inconstitucionais.

Essa é a distinção procedimental por trás do apelo de Johari. Emitir uma declaração, apoiá-la politicamente e publicá-la no diário oficial do governo são atos distintos. Segundo a AGC, nenhum deles substitui o cumprimento dos requisitos constitucionais para a destituição.

A situação contestada dos chefes territoriais

Uma segunda questão é se todos os que assinaram a proclamação tinham direito de atuar como undangs naquele momento. O Dewan Keadilan dan Undang (DKU), o mais alto conselho consuetudinário do estado, afirmou em 1º de agosto que três dos quatro não ocupavam legalmente os cargos que alegavam exercer quando a declaração de abril foi emitida.

O DKU afirmou que Mubarak Dohak, Abdul Rahim Yasin e Maarof Mat Rashad haviam deixado de ocupar seus cargos ou nunca os haviam ocupado legalmente, respectivamente em Sungai Ujong, Rembau e Jelebu. O quarto signatário, Muhammed Abdullah, foi identificado como undang de Johol.

A AGC também afirmou que a composição dos Undang Yang Empat estava incompleta naquele momento, pois os cargos de alguns signatários eram contestados. O comunicado citou o Artigo 16, que atribui ao conselho consuetudinário competência sobre questões de costumes malaios, incluindo a nomeação e destituição de undangs. Segundo a AGC, pelo Artigo 16(3), as decisões do conselho sobre esses assuntos são finais e não podem ser contestadas na Justiça.

Os chefes contestam as decisões que afetam seus cargos. Sua legitimidade, portanto, faz parte do conflito constitucional, e não é uma simples divergência sobre títulos. A autoridade que afirmam exercer depende de terem ocupado legalmente seus cargos.

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O que os chefes alegam contra Tuanku Muhriz

Quatro chefes territoriais cuja legitimidade é contestada e o Tunku Besar de Tampin, Tunku Syed Razman Syed Idrus Al-Qadri, divulgaram um documento de 12 páginas com os motivos que alegam ter justificado a destituição em 19 de abril. São alegações e argumentos jurídicos contestados, não conclusões comprovadas contra Tuanku Muhriz.

Eles acusaram o governante de interferir nos assuntos de Rembau após a nomeação de Abdul Rahim Yasin como chefe, em 4 de julho de 2025. Argumentaram que permitir a análise de reclamações de uma facção rival violou os Artigos 3 e 4 de um acordo de 1898, que, segundo eles, continuava reconhecido pela Constituição estadual.

O documento também alegou que Tuanku Muhriz não os consultou antes de participar de uma reunião da Conferência dos Governantes e atrasou a nomeação de um mufti estadual. Eles sustentaram que uma sessão fechada em 5 de março de 2026 cumpriu a exigência de investigação prevista no Artigo 10, porque o governante foi questionado diretamente e teve a oportunidade de responder.

Os chefes argumentaram que a Constituição não exigia um tribunal externo nem uma audiência pública. Também contestaram o relato da sessão do DKU de 17 de abril que antecedeu a destituição de Mubarak, alegando que não havia sido tomada nenhuma decisão favorável à sua demissão.

Em 25 de setembro, o grupo pediu ao primeiro-ministro Anwar Ibrahim e à AGC que não interferissem na disputa. Citando os Artigos 7, 10 e 11, descreveu sua autoridade como uma prerrogativa consuetudinária exercida há mais de 500 anos. O grupo sustentou que Ismail e o conselho executivo apenas deram efeito à decisão dos chefes, em vez de destituírem o governante por conta própria. A posição da AGC continua sendo que a autoridade consuetudinária deve ser exercida dentro dos procedimentos constitucionais.

Como a crise passou do palácio ao governo

A disputa avançou por meio de procedimentos consuetudinários, retiradas de apoio político, uma eleição e várias ações judiciais. A sequência dos principais acontecimentos mostra por que a votação de agosto não encerrou o conflito:

  • 17 de abril: Uma sessão do DKU confirmou a destituição de Mubarak do cargo de undang de Sungai Ujong.
  • 19 de abril: Quatro supostos undangs declararam que Tuanku Muhriz havia sido destituído e nomearam Tunku Nadzaruddin Tuanku Ja'afar para substituí-lo.
  • 27 de abril: A Umno retirou o apoio ao então menteri besar Aminuddin Harun. A tentativa de mudança de governo não garantiu imediatamente uma maioria, e a cooperação foi posteriormente restabelecida.
  • 5 de junho: A assembleia estadual foi dissolvida. Em Melaka, houve uma proclamação rival de governante, enquanto o Tribunal Superior de Seremban emitiu uma liminar temporária para preservar o status quo.
  • 1º e 2 de agosto: A BN e seus aliados do PN venceram a eleição estadual, e Ismail tomou posse como menteri besar diante de Tuanku Muhriz.
  • 17 de setembro: Ismail endossou a posição do conselho executivo e determinou que se prosseguisse com a publicação no diário oficial. A AGC rejeitou a validade jurídica da proclamação.
  • 20 e 24 de setembro: Tuanku Muhriz revogou as nomeações dos 10 membros do conselho executivo, e as revogações foram posteriormente publicadas no diário oficial.
  • 7 de outubro: Os chefes retiraram o pedido de revisão judicial em Kuala Lumpur e foram impedidos de apresentar novamente o mesmo caso.

Os relatos divergem sobre várias datas intermediárias. A rejeição inicial de Aminuddin é datada de 20 ou 21 de abril; a retomada da cooperação entre BN e Pakatan Harapan, de 5 ou 7 de maio; e a autorização para iniciar um processo por desacato, de 8 ou 9 de julho. A reunião do conselho executivo ocorreu em 15 de setembro, enquanto os relatos situam seu comunicado público em 15 ou 16 de setembro. O aval de Ismail e a resposta da AGC são uniformemente datados de 17 de setembro.

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A mudança de posição de Ismail e a destituição do conselho

A atuação de Ismail é central para a disputa política. Segundo relatos, ele assinou a proclamação em 3 de agosto, um dia após tomar posse. Quando o documento assinado veio a público em setembro, disse que havia agido contra a própria vontade e sob coação, sustentou que a proclamação era inválida e registrou uma queixa na polícia.

Mais tarde, ele endossou a afirmação do conselho executivo de que a destituição de Tuanku Muhriz em abril era válida e de que Tunku Nadzaruddin era o novo governante. Em 18 de setembro, o secretário estadual se recusou a publicar a proclamação no diário oficial, citando a posição da AGC.

Em 20 de setembro, Tuanku Muhriz revogou as nomeações dos 10 membros do conselho executivo, mantendo Ismail no cargo. O palácio afirmou que os conselheiros haviam violado os juramentos de posse e lealdade, prestados perante o governante em 7 de agosto. Sete dos conselheiros destituídos eram da Umno; os demais pertenciam, um cada, à MCA, ao PAS e ao Wawasan.

Ismail contestou as destituições, argumentando que o governante não poderia encerrar as nomeações sem seu conselho ou pedido. Em 26 de setembro, o procurador-geral Dusuki Mokhtar respondeu que a Constituição prevê que os conselheiros executivos, com exceção do menteri besar, permaneçam no cargo a critério do governante.

O conflito também chegou ao funcionalismo público. Ismail anunciou que o conselho executivo havia decidido suspender o secretário estadual e o assessor jurídico do estado, mas a AGC afirmou que o conselho não tinha autoridade para isso. Os 10 ex-conselheiros entraram com uma ação judicial pedindo uma declaração de que a revogação de suas nomeações era inválida.

O que a retirada do processo em outubro resolve e o que deixa em aberto

Em 7 de outubro, os quatro chefes retiraram um pedido de revisão judicial apresentado em Kuala Lumpur em 17 de julho. Eles haviam solicitado uma ordem para obrigar o menteri besar a assinar, em até sete dias, a declaração de 19 de abril, além do reconhecimento de que o documento era válido segundo a Constituição estadual.

A juíza do Tribunal Superior Norliza Othman autorizou a retirada sem permitir que o mesmo caso fosse apresentado novamente e determinou o pagamento de RM40.000 em custas, divididos em RM10.000 para cada um dos quatro intervenientes propostos. Entre eles estavam o DKU, seu secretário e os undangs reconhecidos de Sungai Ujong e Rembau.

Steven Thiru, advogado do DKU e de seu secretário, disse que os requerentes não haviam informado sobre os processos já em andamento em Seremban, a liminar de 5 de junho nem a decisão de julho que autorizou o início de um processo por desacato. Ele classificou a ação em um segundo tribunal como escolha estratégica de foro, isto é, uma tentativa de obter um resultado mais favorável em outra instância. Essa foi a avaliação dele, não uma decisão final relatada sobre toda a disputa real.

A retirada encerra aquela via específica para obter a assinatura do menteri besar e o reconhecimento judicial da declaração. Ela não comprova que todos os processos relacionados terminaram nem que todas as questões constitucionais contestadas foram decididas.

Separadamente, a polícia abriu uma investigação sobre a conduta dos ex-conselheiros. O DKU também acusou Tunku Nadzaruddin e os chefes cuja legitimidade é contestada de traição e pediu que fossem investigados e processados. São acusações, não condenações nem confirmação de que denúncias tenham sido apresentadas.

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Maioria eleitoral sem conselho executivo em funcionamento

Na eleição de agosto, a BN conquistou 18 cadeiras, a Pakatan Harapan, 11, e o Perikatan Nasional, sete, na assembleia de 36 cadeiras. Juntos, BN e PN ficaram com 25 cadeiras, uma a mais que as 24 necessárias para uma maioria de dois terços. Sozinha, a BN obteve exatamente metade das cadeiras, abaixo das 19 necessárias para uma maioria simples.

Antes da dissolução, a Pakatan Harapan tinha 17 cadeiras, a BN, 14, e o PN, cinco. Assim, a BN ganhou quatro cadeiras, enquanto sua aliança com o PN alterou o equilíbrio de poder no governo. Essa posição eleitoral mais forte não deu autoridade para decidir a situação do governante.

O advogado GK Ganesan argumentou que uma eleição não poderia determinar quem tem direito ao trono. O especialista em direito constitucional Ikmal Hisham Md Tah apontou o problema relacionado a quem caberia nomear o próximo chefe de governo. Na prática, Ismail prestou juramento diante de Tuanku Muhriz, que continuou sendo reconhecido pelo governo federal.

A ausência de um conselho executivo tornou-se uma preocupação administrativa. Em 11 de outubro, o secretário-geral do DAP, Anthony Loke, pediu a nomeação imediata de substitutos, afirmando que decisões importantes e questões administrativas dependem da aprovação em reuniões do conselho executivo.

A Umno de Negeri Sembilan estaria considerando uma moção de desconfiança contra Ismail, que poderia ser apresentada pelo líder estadual do partido e deputado estadual por Pertang, Jalaluddin Alias, sujeita à aprovação da direção nacional. O presidente da assembleia, Awaludin Said, disse que não havia recebido nenhum aviso formal e que não permitiria uma moção de emergência para destituir o menteri besar.

A assembleia deve se reunir em 26 de novembro. A sessão foi adiada de 16 de outubro para coincidir com a apresentação do orçamento estadual de 2027 no dia seguinte. Nos acontecimentos relatados, não houve confirmação de mudança na liderança nem de um conselho substituto.

O que a BN precisa explicar antes da votação em Melaka

O pedido de Johari vem após meses de mensagens políticas conflitantes. Antes da eleição de Negeri Sembilan, Loke argumentou que a disputa real deveria ser resolvida dentro da instituição, de acordo com seus costumes e leis. O diretor eleitoral da Pakatan Harapan, Amirudin Shari, também pediu que o processo eleitoral permanecesse separado da disputa envolvendo a monarquia.

O analista da Universiti Malaya Awang Azman Awang Pawi alertou que os partidos poderiam usar o conflito real para consolidar apoio ou conquistar cadeiras. As destituições posteriores e as mudanças de posição deram continuidade política à disputa para além de Negeri Sembilan.

Em 27 de setembro, o presidente da BN, Ahmad Zahid Hamidi, orientou Ismail a pedir uma audiência com Tuanku Muhriz e os quatro undangs para resolver a crise de forma amigável. A orientação mostra que a direção da coalizão busca uma solução negociada, mas não foi relatado nenhum acordo concluído.

Para as eleições de Melaka, Johari disse que Zahid definiria os candidatos da BN com a ajuda do ministro-chefe, Ab Rauf Yusoh. Assim, a escolha dos candidatos e a explicação constitucional ficarão a cargo da mesma liderança da coalizão.

As questões ainda em aberto são específicas: o resultado da ação dos ex-conselheiros, a situação dos processos restantes em Seremban, a investigação policial, a nomeação de um novo conselho executivo e a eventual apresentação formal de uma moção contra Ismail. A distinção feita por Johari entre os chefes e a Umno é parte dessa explicação, mas os eleitores também precisam saber por que representantes da BN endossaram uma proclamação rejeitada pela AGC.

Principais pontos

  • Johari quer que a BN explique a disputa de Negeri Sembilan antes das indicações de candidatos para Melaka. O processo eleitoral começa em 31 de outubro, e a votação será em 14 de novembro.
  • A AGC afirma que a proclamação de 19 de abril não cumpriu os requisitos do Artigo 10 e que o menteri besar e o conselho executivo não tinham autoridade para lhe conferir efeito jurídico.
  • Os chefes contestam essa avaliação e afirmam que exerceram corretamente seus poderes consuetudinários e constitucionais.
  • Tuanku Muhriz revogou as nomeações dos 10 membros do conselho executivo. Ismail continua como menteri besar, e os ex-conselheiros contestam judicialmente sua destituição.
  • Em 7 de outubro, os chefes retiraram o pedido de revisão judicial em Kuala Lumpur. Foram condenados a pagar RM40.000 em custas e não receberam autorização para apresentar o mesmo caso novamente.
  • Uma possível moção contra Ismail ainda não foi confirmada. A assembleia deve se reunir em 26 de novembro, antes da apresentação do orçamento de 2027.
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